Leprous: The Congregation agrada, mas não de imediato
Resenha - Congregation - Leprous
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 27 de maio de 2015
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O que sempre diferiu o quarteto norueguês de metal progressivo Leprous de outras bandas similares é o tom ¨down¨ de suas faixas e o ambiente sombrio que eles criam em torno de sua música. É uma discografia de uma melosidade que pode até afastar os proggers mais exigentes - o que os deixará alheios a um som que traz qualidade incomum para um grupo que não costuma se arriscar no caminho da fritação que outros nomes do progressivo apreciam.
The Congregation soa repetitivo na primeira audição, e deixar o CD tocar em loop algumas vezes pode ser necessário para entender melhor a identidade de cada faixa. Quem for impaciente pode deixar passar um material valioso.
A abertura "The Price" tem um quê de Apocalyptica em suas palhetadas rápidas. "The Flood" e seu riff martelante e repetitivo também lembra o quinteto finlandês, especialmente seu álbum mais recente, Shadowmaker. "Third Law" tem a técnica daquelas bandas djent que vêm fazendo sucesso considerável.
A introdução no baixo de "Rewind" lembra a introdução de "Domination", do Symphony X. Já o encerramento, com toques de death metal, mostra que o grupo não tem medo de colocar o pé em outros terrenos - e isso faz dela o ponto alto do disco. O ritmo de "Triumphant" faz com que ela pareça uma introdução que nunca chega a lugar nenhum, como "Crow Town" do HORSE the band.
Uma coisa que parece ser comum a todas as faixas é um encerramento forte. Mais do que isso, todas elas evoluem de forma clara - é aí que o álbum ganha muitos pontos, e é por isso que ele merece ser classificado como um trabalho de metal progressivo, já que as faixas não são tão longas, e praticamente não há solos, momentos nos quais os membros de grupos similares costumam mostrar todo o esplendor de suas habilidades.
A não ser que você seja um fã de carteirinha do Leprous, The Congregation demora para agradar e vai precisar de uma boa mastigada para a digestão apropriada. Mesmo com três faixas passando dos sete minutos, atrevo-me a dizer que faltou uma canção épica, que virou uma espécie de item indispensável nos trabalhos de metal progressivo. A banda já criou faixas assim e o resultado foi positivo. No geral, o disco traz o carimbo inconfundível do Leprous e deverá constar nas listas de fim de ano dos sites especializados em rock/metal progressivo.
Track-list:
01. "The Price"
02. "Third Law"
03. "Rewind"
04. "The Flood"
05. "Triumphant"
06. "Within My Fence"
07. "Red"
08. "Slave"
09. "Moon"
10. "Down"
11. "Lower"
12. "Pixel" (faixa bônus)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
Bill Ward não quis participar da turnê de despedida do Black Sabbath
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Curitiba ganha "Cidade do Rock" e recebe festival com gigantes do rock nacional anos 1980
A opinião de Bruce Dickinson sobre o Cannibal Corpse em 1994
Baterista do Linkin Park tenta tocar Paralamas e é detonado: "João Barone dá de mil nele"
Slipknot e Marilyn Manson se apresentarão no The Town 2027
O que o Nightwish pedia para Anette Olzon mudar no palco, segundo a própria
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
Como aconteceu a segunda separação entre Ronnie James Dio e Black Sabbath, segundo Geezer Butler
Bangers Open Air 2027 revela mais três atrações internacionais
Organizadores do The Town falam sobre vinda de Marilyn Manson em 2027
A canção dos anos 60 que Geddy Lee diz ser "heavy metal antes de existir heavy metal"
A banda dos anos oitenta que mudou a forma como Bono enxergava os Estados Unidos
O sub-gênero do Metal que Ozzy Osbourne detesta; só o Punk consegue ser pior para ele
Pearl Jam: A verdadeira origem do nome da banda
Ritchie Blackmore,ex-Deep Purple, fala sobre sua complicada relação com Ian Gillan

Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida



