Rage: Inaugurando uma das fases mais criativas do grupo
Resenha - Black In Mind - Rage
Por Giales Pontes
Postado em 21 de novembro de 2014
Nota: 9 ![]()
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Em termos mais rígidos, este ‘Black In Mind’(1995) é o oitavo álbum na discografia do Rage (portanto, aqui não estamos considerando Prayers Of Steel (1985) quando a banda ainda se chamava Avenger, nem ‘10 Years In Rage’(1994) que era na verdade um apanhado de faixas raras nunca lançadas até então). Este trabalho inaugurou o que eu considero uma das fases mais criativas deste grupo alemão. Trazendo a estréia da dupla de guitarristas Spiros e Sven, podemos dizer que o álbum deve grande parte de sua energia, criatividade e carisma, a estes dois músicos em particular. Claro que nada disso seria possível sem a competência do batera Chris(irmão de Spiros) e a inquestionável genialidade de Peter "Peavey" Wagner como compositor e vocalista.
O play já abre com a faixa-título, um arrasa-quarteirão impossível de resistir! A cabeça começa a "bangear" sem a gente perceber. A sucessão de riffs nervosos é contagiante, as linhas vocais de Peavy misturam melodia com uma agressividade irrepreensível, e na parte dos solos as guitarras capricham, mantendo-se melodiosas e fazendo um ótimo contraponto aos riffs pesados e distorcidos. ‘The Crawling Chaos’ segue a linha de guitarras power metal, linhas vocais mesclando agressividade e melodia tudo na medida certa. O refrão é estupendo! Melodioso, com backings de arrancar lágrimas. Sem dúvida é uma das melhores do álbum.
Eu comentei no início da resenha sobre a enorme importância da dupla de guitarristas estreante no resultado final desse trabalho, e num primeiro momento aqueles que não conhecem o álbum podem achar que tratam-se de músicos virtuosos. Na verdade o trabalho "guitarrístico" não é tão técnico assim, nem traz grandes arroubos de virtuosismo. Mas extrapola legal no feeling. Que o digam as três faixas seguintes: ‘Alive But Dead’, ‘Sent By The Devil’(rápida e contagiante) e ‘Shadow Out Of Time’(riff sensacional!).
‘A Spider’s Web’ também possui um ritmo que entusiasma já nos primeiros acordes, desde o dedilhado da guitarra no início, passando pela levada de bateria que conduz a maior parte da música, e atentando para a atmosfera carregada durante o refrão nervoso, em que Peavy as vezes parece estar xingando alguém ao cantar "Just like a spider’s web". Os dez minutos de duração da épica ‘In A Nameless Time’ passam como um relâmpago. A música é tão maravilhosa que quando a gente percebe, ela já acabou. ‘The Icecold Hand Of Destiny’ segue a sonoridade predominante no álbum inteiro e é para mim a melhor de todas, muito embora todas as demais músicas do álbum me causem uma sensação parecida. ‘Black In Mind’ é realmente o trabalho muito linear, tornando difícil destacar essa ou aquela música. Todas são de tirar o fôlego.
‘Forever’, ‘Until I Die’ (lembro que a primeira vez que ouvi essa, comecei a "bater cabeça" sozinho no meio da sala empunhando minha "air guitar"), ‘My Rage’(mais uma rifferama destruidora), ‘The Price Of War’, ‘Start!’ e a balada meio orquestrada ‘All This Time’, conseguem manter a altíssima qualidade do álbum. ‘Black In Mind’ em 1995 era o Power Metal ganhando uma nova roupagem, o que só mesmo um gênio como Peavy poderia proporcionar. E na versão alemã do álbum, que é a que esta sendo resenhada aqui, ainda temos as excelentes bônus ‘Tie The Rope’ e ‘Forgive But Don’t Forget’. Aliás, essas duas músicas poderiam facilmente fazer parte do track-list principal do álbum e isso não traria qualquer prejuízo à qualidade do mesmo, pois são tão boas quanto as demais.
Line-up:
Peter "Peavy" Wagner (Vocal/Baixo)
Spiros Efthimiadis (Guitarras)
Sven Fischer (Guitarras)
Chris Efthimiadis (Bateria)
Track-list:
1 . Black In Mind
2 . The Crawling Chaos
3 . Alive But Dead
4 . Sent By The Devil
5 . Shadow Out Of Time
6 . A Spider’s Web
7 . In A Nameless Time
8 . The Icecold Hand Of Destiny
9 . Forever
10. Until I Die
11. My Rage
12. The Price Of War
13. Start!
14. All This Time
Bonus tracks (German version)
15. Tie The Rope
16. Forgive But Don’t Forget
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