Motorhead: O álbum de 2013 da maior banda de Rock do mundo
Resenha - Aftershock - Motorhead
Por Mário VBM
Postado em 19 de janeiro de 2014
Lançado no segundo semestre de 2013, em meio a noticias de complicações de saúde do baixista e vocalista Lemmy Kilmister. E por causa disso muitos duvidavam do poderio desse novo disco, se o sr. Kilmister iria sucumbir ao anos de diversão. Não. Realmente, foi mais do que provado que nada pode parar Lemmy além da morte.

Junto com Philip Campbell e Mikkey Dee, Lemmy gravou um dos maiores trabalhos da banda, superando em muito a qualidade e a pegada do ultimo trabalho de estúdio do trio. Seria possível colocar Aftershock entre os grandes discos da história da banda, mas o tempo nos dirá.
Ao colocar o cd no player, mesmo que não houvesse nenhum tipo de identificação de que banda se está colocando pra tocar, bastaria ser um pouco conhecedor pra saber, logo nos primeiros acordes, qual banda está tocando: MOTORHEAD! É assim que começa Heartbreaker, sem frescuras, o rock n`roll cheio de pegada e peso. Feijão com arroz servido pelo MOTORHEAD. Coup De Grace continua na mesma pegada, e o desejo de estar numa moto acelerando a toda com sua gata na garupa continua.

Lost Woman Blues quebra o ritmo pra entrar numa daquelas "baladas" extremamente bem feitas. Mas como falar em "balada" e MOTORHEAD? Um Blues! E um blues da melhor qualidade possível, que mostra que Lemmy junto com o MOTORHEAD sempre serão uma banda de Rock n´ Roll acima de tudo. Belíssima música.
End of Time e Do You Believe, retomam a violência sonora. O som sangra, a formula é simples: Guitarra, Baixo, Bateria e o poderoso vocal. Seguidas de Death Machine, que somente afirma a genialidade desse disco, uma música poderosa, um peso arrastado. Dust and Glass, mais um blues bem suingado; Lemmy mostra mais uma vez que não sabe cantar só raivosamente; um blues que faz lembrar Eric Clapton (com uma guitarra de uma tonelada, lógico!) se estiver distraído.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O nome da próxima música remete a uma antiga música da banda (Going to Brazil) mas ao contrário dela, Going to Mexico, trata de um assunto mais sério. De como o pessoal dos EUA quando estão em apuros recorrem à região dos antigos Aztecas para se safarem. A nona música do disco é mais uma arrastada, pesada e empolgante, Silence When You Speak to Me. Que trata de verdades e mentiras.
O disco continua com Crying Shame, nessa música eles provam mais uma vez que só estão por ai para fazer rock n` roll e nada mais. Chega a remeter à banda Made in Brazil, aquele rockão cru e simples do começo de tudo, quando o blues começou a ser acelerado. Queen of the Damned continua a jornada: rápido, sujo e rasteiro. Isso é o MOTORHEAD.

Knife nos lembra: "your fate is death". Seguida de Keep Your Powder Dry mais um rockão avassalador. O disco termina com Paralyzed, uma verdadeira chinelada na cara. Pesada, rápida e sem enrolação. Fica aquele gostinho de "já acabou". Aperte o play novamente.
Junto com a arte sonora, a arte do encarte o Snaggletooth vem numa versão guerra no deserto, tão mal encarado quanto sempre. Todas as letras, com desenhos bem simples no fundo das letras e apenas uma foto do trio. Simplicidade total.
E assim é mais um álbum do grandiosamente simples MOTORHEAD. Fácil um dos melhores discos dos últimos tempos. Uma banda incansável, batalhadora e sempre comprometida com o Rock.
Track - list (versão nacional):
01 - Heartbreaker
02 - Coup De Grace
03 - Lost Woman Blues
04 - End of time
05 - Do you Believe
06 - Death Machine
07 - Dust and glass
08 - Going to Mexico
09 - Silence when You speak to me
10 - Crying shame
11 - Queen of the Damned
12 - Knife
13 - Keep Your powder dry
14 - Paralyzed

Integrantes:
Philip Campbell - Guitarra
Mikkey Dee - Bateria
Lemmy Kilmister - Baixo e voz
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