Helloween: todas as músicas são obrigatórias e geniais

Resenha - Keepers of the Seven Keys - Part 1 - Helloween

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Por Sérgio H.
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Nota: 10


Antes mesmo de começar essa resenha já quero avisar que esse é um dos meus álbuns favoritos de todos os tempos, uma obra que me fez viciar nessa incrível banda desde a primeira música que escutei, então talvez a nota que eu dê para ele não sejá tão justa, haha!

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Brincadeira, ele vale o 10 inegávelmente para a maioria dos fãs de power metal! Se você não conhece essa banda, independente da formação que for, conheça! Eu recomendo você começar por aqui, com o vocalista Michael Kiske! Uma obra-prima dividida em duas partes!

Os dois albúns Keepers of the Seven Keys part 1 e part 2 contam como formação: Michael Kiske (vocal) Michael Weikath (guitarra) e Markus Grosskopf (baixo), Kai Hansen (guitarra) e Ingo Schwichtenberg (baterista).

Initiation:

Essa é a música de abertura do álbum, um instrumental que encaixa perfeitamente no poderoso riff da música I'm Alive que é a música seguinte e se trata de uma bela sequência de power chords e usavam essa música em vários momentos na turnê do primeiro álbum como abertura de seus shows!

I'm Alive

A intodução poderosa bem preparada com a música Initiation, tem um som poderoso, com uma bateria mostrando-se totalmente insana e vocais bem agudos dominados com maestria e técnica impecável pelo vocalista Michael Kiske, solo com direito a duelo de guitarra entre Kai Hansen e Michael Weikath com ótimos licks hârmonizados!

A little time

Única música do Keepers of the Seven keys Part 1 que é descrita no encarte como autoria do vocalista Michael Kiske que teve seus riffs escritos pela sua banda antiga I'll Prophecy! Possuí ótimas hârmonias, com um riff memorâvel, uma música mais devagar em relação a anterior um solo menor, menos licks, mas uma composição gênial!

Twilight of the gods

Essa música começa com uma intro bem melódica com influências clássicas e se trata de uma das minhas perfomances vocais preferidas, com um dos meus solos favoritos! Um refrão arrepiantes, com geniais viradas de baixo.

A letra fala sobre uma população que criou "deuses" para proteger eles, criou individuos capazes de garantir a segurança deles, e quanto mais eles os criavam melhor, e mais seguros eles se sentiam! Mas alguma coisa aconteceu e eles se voltaram contra os próprios humanos, uma letra meio apocaliptica mas muito interessante, com uma das músicas mais poderosas do álbum!

A tale that wasn't right

Uma música em tom menor que remete a uma sonoridade melâncolica, abre com um leve solinho, vocais calmos até chegar no refrão que mostra extrema intensidade e hârmonias vocais muito fortes e melodicas incríveis, mostrando que não é apenas uma balada para acalmar o álbum, mas sim um clássico memorâvel!

Future World

Essa foi a música que me apresentou a essa grande banda que é o Helloween! Conheci a banda através de uma entrevista com o Tobias Sammet (Edguy, Avantasia) na revista Roadie Crew onde dizia ter orgasmos ao escutar essa música, após ler essa doentia frase, procurei escutar a música!

Na verdade já estava meio familiarizado com o vocal de Michael Kiske por causa do projeto Avantasia de Tobias, pois ele cantou lá!

A música se trata de uma música em tom maior com uma sonoridade mais alegre e positiva com um refrão monstro e um solo repleto de hârmonias de bom gosto! Um hino para se cantar ao-vivo com a banda!

Halloween

Um super-épico de 14 minutos, inspirada em músicas como Rime of the ancient Marineer do Iron Maiden, a música Halloween captura a misticidade do Halloween, duelos de guitarras insanos, vocal cheio de técnica, inúmeras mudanças, solos que te levam a um lugar fantástico, muito complexos, mas ao mesmo tempo gêniais, adequação total da letra com a música, incorporam tudo de forma perfeita, um clássico obrigatório do Power Metal!

Follow the sign

Um pequeno instrumental que encerra o álbum com um solo que mostra bem o timbre da guitarra de Kai Hansen, e seu poderoso reverb!

É por essas e músicas e suas abordagens em seus solos harmonizados, o vocal agudo e potente, baterias rápidas detonando o pedal duplo e suas influências clássicas fizeram praticamente parte da influência e inspiração de forma MUITO intensa em 99,99% das bandas de Power Metal que vieram mais tarde. Atitudes Judas Priest no palco, som melódico a lá Iron Maiden!

A banda desfez essa formação, e os Keepers of the Seven Keys são os únicos albúns com essa bela formação que depois teve a saída de Kai Hansen após os albúns. Mais tarde depois de mais 2 albúns o baterista Ingo se suicidou, levando a saída do vocalista Michael Kiske. Kai Hansen formou o Gamma Ray, Michael Kiske hoje canta no Unisonic, e o guitarrista Michael Weikath e o baixista Markus continuam no Helloween com Andi Deris nos vocais! Muito se especula da volta dessa formação clássica do Helloween, sem o Ingo claro... mas está bem dificil de ocorrer.

Outra coisa, se você curtiu esse álbum, não posso deixar de mencionar o Keepers of the Seven Keys part 2 e o álbum Live in U.K! Com as músicas dos 2 keepers, mas ao-vivo!

Todas as músicas são obrigatórias, pois são todas geniais, e possuem seu próprio diferencial.

Os dois Keepers of the Seven keys são albúns que eu falo sem qualquer medo "Provavelmente os dois albúns mais importante da história do Power Metal".

Michael Kiske (vocais)
Kai Hansen (guitarra)
Michael Weikath (guitarra)
Markus Grosskopf (baixo)
Ingo Schwichtenberg (bateria)

Faixas:

01. "Initiation" (Hansen) - 1:21
02. "I'm Alive" (Hansen) - 3:23
03. "A Little Time" (Kiske) - 3:59
04."Twilight of the Gods" (Hansen) - 4:29
05. "A Tale That Wasn't Right" (Weikath) - 5:15
06. "Future World" (Hansen) - 4:02
07. "Halloween" (Hansen) - 13:18
08. "Follow the Sign" (Hansen/Weikath) - 1:46

http://rockcomedy.net/




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Sobre Sérgio H.

Sérgio Henrique é autor e fundador do site Rock Comedy, que possuí centenas de milhares de acessos. Nele publicou inúmeras matérias e postagens misturando duas de suas maiores paixões: música e humor. É guitarrista de uma banda de heavy metal em sua cidade, onde toca músicas de bandas que o inspiram e músicas autorais. É fã principalmente de power metal e thrash metal.

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