Ensiferum: peso e melodia na medida certa em novo registro
Resenha - Unsung Heroes - Ensiferum
Por Junior Frascá
Postado em 08 de março de 2013
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Uma das bandas de maior ascensão do Viking Metal na atualidade é o ENSIFERUM. O conjunto finlandês, que agora chega a seu quinto disco de estúdio (que acaba de chegar ao mercado nacional, via Hellion Records) sempre conseguiu atrair muitos fãs com sua sonoridade variada e "bombástica", aliando como poucas bandas peso e melodia na medida certa, o que pode ser conferido novamente neste seu novo registro.
Se no disco anterior, "From Afar" (2009) já era perceptível uma tendência mais melódica e acessível no som dos caras, em "Unsung Heroes" isso se consolidou, pois temos aqui o disco mais melódico e épico da banda até o momento. Contudo, a banda não deixou de lado o peso, que ainda é bem perceptível ao longo de todo material, assim como as variações vocais, entre o gutural e o lírico, de forma bem homogênea.
E, para falar a verdade, essa tendência mais acessível deixou a sonoridade da banda ainda mais interessante e cativante, ou seja, as mudanças foram para melhor, posto que agora podemos perceber uma maior identidade nas faixas. Assim, temos aqui dez ótimas canções, como fossem verdadeiros hinos de guerra, com arranjos riquíssimos e ótimas harmonias, em climas épicos fantásticos, que instigam o ouvinte logo na primeira audição a ouvir o material por diversas vezes, em busca de todos os detalhes escondidos em cada faixa.
Podemos encontrar aqui diversas influências espalhadas, em especial de death, power e folk metal, mas tudo, como dito, encaixado de forma muito orgânica, criando uma sonoridade única. "In My Sword I Trust" é um dos grandes exemplos dessa variedade, pois temos aqui vocais que transitam entre o gutural e o melódico com muita facilidade, riffs pesadíssimos, e um refrão épico que gruda de imediato na cabeça do ouvinte, sem precisar fazer maiores esforços.
Há ainda diversos outros destaques no álbum, como na pesadíssima faixa título (com ótimos riffs); na agressiva "Retribution Shall Be Mine" (a que mais lembra os primeiros discos da banda); e na épica "Passion, Proff, Power", só para citar algumas.
O disco também possui uma qualidade de gravação excelente, assim como uma belíssima arte gráfica, sendo, pois, um registro muito acima da média, e um dos melhores momentos da banda até hoje. Altamente recomendado!
Unsung Heroes - Ensiferum
(2013 – Hellion Records - Nacional)
1. Symbols
2. In My Sword I Trust
3. Unsung Heroes
4. Burning Leaves
5. Celestial Bond
6. Retribution Shall Be Mine
7. Star Queen (Celestial Bond part II)
8. Pohjola
9. Last Breath
10. Passion, Proof, Power
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Max Cavalera celebra 30 anos de "Roots" com dedicatória especial a Gloria Cavalera
A música dos Beatles que ganhou elogios de George Martin; "uma pequena ópera"
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
Youtuber viraliza ao eleger o melhor guitarrista de cada década - e internet não perdoa
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
Os 5 álbuns que podem fazer você crescer como ser humano, segundo Regis Tadeu
Churrasco do Angra reúne Edu Falaschi, Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro, Fabio Lione e mais
Slash aponta as músicas que fizeram o Guns N' Roses "rachar" em sua fase áurea
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
Artista que fez capa de "Roots" considerou processo de criação um "pé no saco"
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
A maior canção de amor já escrita em todos os tempos, segundo Noel Gallagher



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


