Alter Bridge: uma sonoridade bem peculiar

Resenha - AB III.5 - Alter Bridge

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Por Júlio César Tortoro Ribeiro
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8


O Alter Bridge é uma das melhores bandas do cenário atual do Rock, formado em 2004, os 3/4 do Creed, Mark Tremonti (G), Scott Phillips (D), Brian Marshall (B) se juntaram à de Myles Kennedy nos vocais e guitarra e iniciaram uma trajetória de sucesso.

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AB 3.5 é uma edição especial lançada em 2011 do terceiro álbum da banda, AB III de 2010, neste relançamento, foram inclusos 3 faixas bonus das sessões de gravação do álbum. Em seu terceiro registro o Alter Bridge se firmou definitivamente, mesmo considerando One Day Remains (2004) e Blackbird (2007) excelentes, é vísivel como o quarteto evoluiu e adquiriu uma sonoridade bem peculiar.

Vale ressaltar a qualidade dos músicos, excepcionais em seus postos, porém tudo funciona muito bem em conjunto, composições fortes, boas letras, e uma produção impecável. A banda transita muito bem entre elementos como peso, complexidade e ousadia, bem como consegue temas fáceis, cativantes.

Musicalmente o Alter Bridge tem como alma os vocais inigualáveis, excelentes, de Myles, junto com boas bases de guitarras e bons solos em algumas canções. Mark Tremonti, é um monstro nas guitarras, riffs excelentes, harmonias, e claro, excelentes solos.... ele ficava bem escondido na fase áurea do Creed. Phillips e Marshall levam bem a banda, na ponta dos dedos, e ditam o ritmo, tocam de tudo, desde temas suaves até músicas que beiram arranjos progressivos e Heavy Metal, dois grandes músicos.

Afinal como podemos classificar o álbum? Para quem gosta de rótulos, é bem complicado, eu costumo falar que é simplesmente Hard Rock, mesmo que encontramos, influências do que chamam de Post Grunge, além das latentes incursões de Metal e Progressivo.

Destaques? Muitos, a abertura com Slip To The Void, e sua introdução perfeita. O excelente riff pesado e o forte refrão de Isolation. A Suavidade da bela balada Wonderful Life se contrapõe a aura progressiva de I Know It Hurts, e suas cativantes harmonias. A melancólica Words Darker Than Their Wings é dotada de um arranjo sensacional.

As três faixas bonus são um belo presente, e em Zero temos tudo que o Alter Bridge sabe fazer, boas letras, refrão forte, ótimos riffs e solos, um tema tipicamente Hard Rock.

ABIII enterrou qualquer comparação com o Creed (banda a qual eu gosto bastante!) e criou uma identidade única, e esse presente, .5 a mais fez diferença, e deixou o que era excelente, ainda melhor!

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Sobre Júlio César Tortoro Ribeiro

Paulistano fanático por música e lutas, não sou jornalista, mas sempre gostei de escrever como Hobby, e por isso mantenho um blog totalmente amador chamado Its Electric no qual discorro sobre esses assuntos. Sou contra o radicalismo e apóio quem como eu ainda compra material das bandas e escreve sobre as mesmas por puro gosto.

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