Uriah Heep: um grande patrimônio do Rock'n Roll
Resenha - Demons and Wizards - Uriah Heep
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 05 de dezembro de 2012
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Lançado a 19 de maio de 1972 no 'Lansdowne Studios' em Londres, "Demons and Wizards". É o grande clássico do URIAH HEEP que apresentou aos fãs duas de suas maiores composições, "The Wizard" e "Easy Livin". Nessa época duas coisas bastante curiosas chamaram atenção, a primeira é que esse álbum e o seguinte, "The Magician's Birthday" lançado meses depois seriam lançados juntos como disco duplo, porém a gravadora resolveu lançá-los separadamente. A segunda é que toda a obra seria conceitual, isso se as faixas fossem colocadas no disco na sequência da "estória". Trapalhada ou não, o resultado foi o surgimento dos dois maiores trabalhos da banda. Vamos recordar agora os temas que constituem esse "grande patrimônio do Rock 'n' Roll!
O CD abre com "The Wizard" puxada pelo violão de MICK BOX que faz sala para a entrada de uma das maiores vozes que o Rock já teve, DAVID BYRON, um momento confortante de voz e violão que aos poucos vai tomando mais personalidade até se transformar num 'Hard Rock' de peso. Pra mim é a melhor música que mede essas duas proporções.
"Traveller in Time" começa dando mais pique ao álbum enquanto chega o tom suave das primeiras vocalizações. O guitarrista usa um daqueles riffs que deixa o ouvinte bem envolvido na áurea principalmente pelo uso do pedal Wah-Wah, que hoje é marca registrada no seu modo de tocar. Um acerto genial.
A terceira faixa nada mais é que seu mais notável clássico, "Easy Livin", como todo fã já conhece essa é uma música que lhe convida a levantar da mesa para ir bater palmas em frente ao palco. KEN HENSLEY não economiza nas teclas de seu 'Hammond B3' e isso vem a ser a principal identidade dessa canção.
"Poet's Justice" dá entrada com uma performance memorável de LEE KERSLAKE, o carismático baterista mostra toda a sua competência e qualidade na execução de viradas estonteantes e cadências perfeitas fazendo essa faixa ser umas das mais ritmadas do CD. Destaque também para os seus 'backings' que acompanham BYRON na maioria das partes vocais.
Mais uma vez KEN HENSLEY usa o seu órgão, agora para a execução de "Cicle of Hands", o baixo de GARY THAIN deixa a música ainda mais melódica e com uma sensação boa nos ouvidos, um dos melhores solos de guitarra também estão aqui. "divina"!
A canção de número seis é também outro grande clássico do grupo, "Rainbow Demon" é uma das músicas obrigatórias nos shows e a preferida de outras bandas para se fazer 'cover'. Essa faixa é marcada principalmente por um grande refrão e traz um "ton sombrio" que anima até os fãs de 'Black Metal'.
Quebrando o clima macabro da faixa anterior "All My Life" começa subitamente com uma empolgação constante da banda. A guitarra rítmica impera com um autêntico riff 'Hard Rock' onde podemos ouvir também passagens de piano dando um contraste ao fundo.
"Paradise" mostra o momento mais tranquilo do álbum, também puxada a violão é daquelas que enfeitiça e nos faz respirar fundo. A voz de DAVID BYRON oscila de um alto-falante para o outro e o baixo exprime um contorno musical que dá a impressão segura da calmaria. Uma bela execução.
Chegando ao final do álbum temos a complexa "The Spell", é a extensão de "Paradise" que são aglutinadas. O ideal é que se ouçam as duas, pois essa última serve como complemento musical da anterior, no entanto se você ouvir em alguns formatos mp3 o "tesão" será cortado de imediato pelo intervalo de um arquivo para o outro. Nessa faixa a variação de ritmos é constante, começa com um R&B bem legal acompanhado do piano, depois passa para algo mais 'light' ainda com os teclados de KEN HENSLEY que aponta para um dos melhores solos de MICK BOX até chegar numa interpretação melancólica de BYRON. O mais criativo de tudo é que eles voltam à pegada 'Bluesy' até terminar a faixa. Essa mesma receita é feita na canção "The Magician's Birthday" do próximo álbum e mais uma vez ficou fantástica!
"Demons and Wizards" teve uma versão remasterizada em 1996 com quatro faixas bônus: "Why" (B-side original), "Why" (versão extendida), "Home Again to You" e "Green Eye em versões demo.
Em 2003 foi adicionada a versão 'single' de "Rainbow Demon" e "Proud Words on a Dusty Shelf".
Lançamento:
'Bronze Records' (Reino Unido);
'Mercury Records' (EUA).
Line Up:
DAVID BYRON – vocal;
MICK BOX – guitarra, vocal;
KEN HENSLEY – teclados, guitarra acústica & slide, percussão, vocal;
LEE KERSLAKE – bateria, percussão, vocal;
GARY THAIN – baixo;
MARK CLARKE – baixo ("The Wizard"), vocal.
Track List:
1."The Wizard" 2:59
2."Traveller in Time" 3:25
3."Easy Livin'" 2:37
4."Poet's Justice" 4:15
5."Circle of Hands" 6:25
6."Rainbow Demon" 4:25
7."All My Life" 2:44
8."Paradise" 5:10
9."The Spell" 7:32
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Billy Gibbons explica continuidade do ZZ Top tendo apenas sua presença dos membros clássicos
42 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de setembro
A banda que Robert Plant definiu como "clinicamente morta" após ir a show deles
O disco do Rush que baixista do Napalm Death considera perfeito
O riff do Black Sabbath que Eddie Van Halen vivia pedindo para Tony Iommi tocar
O hit do Led Zeppelin que Robert Plant acha ótimo: "Rock progressivo enlouquecido"
O clássico dos Rolling Stones que tentou repetir "Satisfaction", mas Keith Richards odiava
Por que Luís Mariutti foi barrado no show do Angra, segundo o próprio
Corpo de Ozzy Osbourne ficou com a família até o enterro, revela filha
Gigantes do rock: 10 rockstars que beiram os 2 metros de altura
Assista o primeiro show da Cretin Family (Ramones, Green Day, Rancid e Blink-182)
Tuomas Holopainen diz que refaria apenas uma letra em 30 anos de Nightwish
Metal Hammer lista discos achincalhados que merecem uma segunda chance
Twisted Sister faz primeiro show com Sebastian Bach nos vocais
As únicas 11 músicas do Dream Theater que são boas, segundo Regis Tadeu

10 álbuns dos anos 70 abriram caminho para o heavy metal nos anos 80
Mick Box, guitarrista do Uriah Heep, conta como Brexit dificultou tudo para bandas britânicas
As três capas que enganaram Gastão: "Achei que era metal, mas era outra coisa"
O disco hard-prog que fez Morten Harket do A-HA escolher a música para sempre
Ex-vocalista do Uriah Heep, Steff Fontaine morre aos 70 anos
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão


