Judas Priest: Adiante do peso e velocidade do "Painkiller"
Resenha - Jugulator - Judas Priest
Por Thiago Barcellos
Postado em 15 de novembro de 2011
Nota: 10 ![]()
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Eis aqui um dos álbuns mais injustiçados da história do Heavy Metal. E é por isso que, mesmo após 14 anos de seu lançamento, resolvi escrever esta resenha. Rob Halford havia saído para seguir outro rumo musical, e a banda se viu desamparada, afinal não se encontra um vocalista pro lugar de Halford em qualquer esquina. Após um hiato de quase 4 anos contrataram o americano Tim Owens, que cantava na banda Winter's Bane e tinha no currículo uma banda cover do próprio Judas. Esse fator, ao meu ver, pesou na escolha de Tim para a execução dos clássicos nos shows.
E com o CD já composto, Tim aceitou o desafio e substituiu seu ídolo Halford. E não fez feio, longe disso. Seu vocal é amplamente melhor e com mais recursos que o velho Halford. Dono de uma garganta poderosa e interpretações magníficas seu vocal é destaque absoluto do CD.
A banda também demonstrou evolução e deu um passo à frente no peso e velocidade do Painkiller, pois Jugulator é um álbum extremamente pesado, beirando o Thrash metal de bandas como Pantera e Machine Head, em voga na época. Afinações baixas, um certo groove e solos com certa sujeira e não tão melódicos como no passado.
Alguns fãs torceram o nariz. De boa, é a primeira vez que vejo fãs reclamando que um CD está pesado demais e não o contrário...
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O álbum inicia com a faixa título, que começa com uma intro industrial dando um clima de apocalipse seguida de um dedilhado. Tim começa com um vocal arrastado, agressivo e cheio de efeitos, mas já demonstrando sua versatilidade que ficará gritante em todo o resto do CD. Quando a música "começa" de fato, o agudo que o cara dá é daqueles que arrepia e faz você ter vontade de gritar junto. Uma música nervosa, rápida e muito, mas muito pesada para os padrões do Judas.
A segunda música, Blood Stained é um pouco mais cadenciada, e as influências do Thrash a la Machine Head e pantera ficam cada vez mais evidentes. Mais um show vocal de Tim, com muita versatilidade e interpretação. Dead Meat é a próxima, um thrashão com boa levada de pedal duplo e ótimos vocais, e um refrão simples e funcional. Já Death Row é mais ao estilo tradicional do Judas, mas mantendo o peso das guitarras e a agressividade do vocal de Tim. Difícil não sair cantando seu refrão logo na segunda ouvida.
Decapitate chega com um peso cavalar, arrastada e cheia de groove. Me trouxe algo de Black Label Society à cabeça. Tim manda um vocal grave, agressivo, esbanjando recursos vocais.
Burn in Hell ganhou um clipe simples e maneiro, é a canção aonde Tim mostra tudo que sabe cantar. Com uma riffs pesadíssimos e um refrão marcante, é a mais famosa do CD. Brain Dead segue a linha de Decapitate, mais arrastadona e grooveada.
Em Abductors temos uma canção que lembra 5 Minutes Alone do Pantera, e com variações vocais que chegam a lembrar o grande King Diamond. Grande música! A penúltima do CD é Bullet Train, uma das melhores do CD. Riffs funcionais e vocalizações perfeitas. Destaque para os backing vocals agresivos no refrão.
A bolacha fecha com Cathedral Spires, aonde Tim mostra porque foi escolhido pro lugar de Halford. Essa música lembra o estilo mais clássico do Judas(Salvo o peso nas guitarras), assim como o vocal de Tim se aproxima mais do seu antecessor.
Meus caros fãs de Halford, sei que o cara é lenda e tal. Mas Tim Owens foi infinitamente melhor que ele na gravação deste álbum. Infelizmente os fãs xiitas não aceitaram o peso deste CD e encheram o saco até o careca resolver voltar. Aí o Judas voltou à afinação padrão, desacelerou as músicas e deu um passo atrás, voltando para sua zona de conforto. Desde então tem lançado álbuns medianos e shows aonde Halford mostra latentes limitações vocais.
O fracasso comercial deste CD foi jogado nas costas de um cara que entrou numa banda querendo mudar e evoluir com um CD já pronto, e não escreveu sequer uma letra do trabalho.
Ótimo CD de uma banda que tentou evoluir e se atualizar (todos na banda já tinham mais de 40 anos), mas se viu obrigada a voltar ao feijão-com-arroz para agradar fãs mimados. É uma pena.
Tracklist:
01 Jugulator
02 Blood Stained
03 Dead Meat
04 Death Row
05 Decapitate
06 Burn In Hell
07 Brain Dead
08 Abductors
09 Bullet Train
10 Cathedral Spires
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