Shade of Crow: O bom e velho Black Metal de raiz
Resenha - Progression of the Black Clouds - Shade of Crow
Por Marcos Garcia
Postado em 14 de novembro de 2011
Nota: 8 ![]()
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Bem, as bandas nacionais estão optando, cada vez mais, tanto pelas gravações custeadas do próprio bolso quanto pelo lançamento totalmente independente de seus trabalhos, graças ao poder tecnológico digital desses anos após a virada do milênio. Há quem não goste dos trabalhos digitais, há quem os levem em consideração, e ainda há um terceiro grupo, que dão dá a mínima para tais argumentos, apenas se apegando se o trabalho é, de fato, bom ou ruim, pois nenhuma tecnologia é capaz de ocultar se a banda faz um bom trabalho ou não. A força criativa do homem (ou a ausência da mesma) sempre se sobressai, assim como seu talento.

Essa questão ainda é mais contundente quando se trata de one man bands, pois estes trabalhos sempre são gerenciados por uma única pessoa, e acabam sendo sempre incidentes no bom e velho ‘ame-o ou deixe-o’, a famosa citação do presidente militar Emílio Garrastazu Médici, pois não há meio termo. E o carioca SHADE OF CROW, projeto de D. Icon (conhecido ex-membro do VOCIFERATUS) é um dos que fica no grupo do ‘ame-o’, pois este EP ‘The Progression of the Black Clouds’, seu primeiro trabalho, é muito bom.

A sonoridade é o bom e velho Black Metal mais de raiz, com referências à SATYRICON (fase ‘Nemesis Divina’), BARATHRUN, alguns momentos mais CELTIC FROST, mas também com algumas influências externas bem pontuais aqui e ali, e bastante personalidade, e esse EP é promissor para um futuro bem próximo.
A produção é toda do próprio Igor, sendo a parte visual feita por Raphael Gabrio (da banda de Death/Grind carioca FÓRCEPS), que é sombria, simples, mas eficiente; a gravação foi feita no PyroZ HomeStudio, sob a tutela de Murilo e Rômulo Pirozzi (ambos do DARKTOWER), que fizeram a mixagem e masterização, dando uma sonoridade bem seca, que é o ponto mais positivo para bandas assim, pois permite que cada detalhe musical fique devidamente exposto.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | São cinco faixas que equilibram os elementos do Black Metal mais tradicional (vocais secos, riffs de guitarra marcantes, soturnos e agressivos na medida certa, baixo e bateria seguros e firmes) em andamentos ora mais rápidos, ora mais cadenciados, mas, como diz um velho dito popular, deixar a peteca cair.
Começando com ‘The Shade of Crow’, uma faixa que começa no famoso andamento 1 por 1 na bateria, mas que depois possui variações na bateria, com guitarras e baixo bem trampados, mas uma pena o corte abrupto em seu final; a segunda é a faixa-título, essa com aquele clima bem SATYRICON mencionado acima, onde a agressividade é sensível, mas em momento algum é uma música linear, pois a tônica é a variação; ‘Nameless’ vem em seguida, em uma música com o andamento um pouco mais lento que as anteriores, mas que empolga o ouvinte, levando-o a movimentar a cabeça, assim como a seguinte, ‘In the Lair of the Black Lion’, outra boa faixa, onde o baixo está bem audível, mostrando marcação rítmica com a bateria bem alinhavada e firme; fechando, vem ‘By the Tongue of the Serpent’, novamente em uma faixa mais veloz e agressiva.

Um bom trabalho de estréia, e esperamos que tenha em breve uma seqüência, pois é de bandas assim que a cena precisa.
Tracklist:
01. The Shade of Crow
02. The Progression of the Black Clouds
03. Nameless
04. In the Lair of the Black Lion
05. By the Tongue of the Serpent
Formação:
D. Icon – Vocais, guitarras, baixo, programação de bateria.
Contatos:
http://www.myspace.com/shadeofcrow
http://www.reverbnation.com/theshadeofcrow
http://igorgoularth.wordpress.com
http://www.facebook.com/theshadeofcrow

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