Iron Maiden: filme imperdível para fãs de Heavy Metal

Resenha - Flight 666; O Filme - Iron Maiden

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Por Doctor Robert
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Índia, Austrália, Japão, Estados Unidos, México, Costa Rica, Colômbia, Brasil, Argentina, Chile, Porto Rico, Canadá. O que todos estes países têm em comum? Para um estudante de economia ou ciências políticas a resposta poderia demorar um pouco a vir, mas para um bom fã de heavy metal, ela está na ponta da língua: foram parte da rota do vôo 666, o Boeing 757 personalizado que levou a lenda Iron Maiden a estes países para realizarem alguns dos shows mais fantásticos de sua carreira. E todos eles fazem parte deste grande documentário, dirigido por Sam Dunn e Scott McFayden
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Obviamente não é um documentário completo como “Metal”, dos mesmos realizadores. Mesmo porque o objetivo aqui não era contar a história da banda, ou algo do tipo, e sim simplesmente o que fazem com maestria: acompanhar a incrível maratona de shows cumprida pela banda ao redor do globo em pouco mais de seis semanas, na primeira parte da sua “Somewhere Back In Time Tour”.

A incrível jornada de “a volta ao mundo em menos de 80 dias” do sexteto britânico começa sua escala em Bombaim, na Índia. Era a primeira vez que a banda tocaria ali, e a empolgação dos fãs contagia a banda. Foi também a primeira passagem por outros países como Colômbia e Costa Rica, países que ficam de fora de 99% das grandes tournês mundiais das grandes bandas (e tem gente que ainda reclama de quando, vez ou outra, uma banda não passa por aqui). Isso tudo comprova o que Bruce Dickinson nos diz no filme, onde revela que quiseram passar por locais normalmente esquecidos, de forma a favorecer tais fãs (e a rota de vôo também, é claro).

Os diretores captam muito bem os bastidores antes, durante e depois dos shows, bem como dos intervalos entre as viagens, e o que cada um faz em seu tempo livre. Fica-se sabendo, por exemplo, da indisposição de alguns membros da banda, por intoxicação alimentar, quando da chegada à Austrália. Vemos Adrian Smith jogando tênis, Nicko McBrain e Dave Murray jogando golfe. Steve Harris no estúdio de mixagem com o produtor Kevin Shirley, Janick Gers dando uns “sumiços”... Sem falar nos detalhes sobre o palco, como Bruce zoando o gongo de Nicko e os pés deste descalços “surrando” os pedais da bateria, as pizzas e cervejas na van, após os shows, as aeromoças sendo vítimas de “insultos” e piadinhas a cada nova instrução de segurança...

O filme captura também a idolatria dos mais diversos fãs. Desde o rapaz que vai às lágrimas, na Colômbia, ao final do show, com a baqueta de Nicko às mãos, passando pelo pastor em São Paulo que tem uma infinidade de tatuagens com temas da banda, e chegando até os mais ilustres, como Tom Morello, Chris Jericho, Lars Ulrich, Kerry King. Tem ainda a visita ilustre de Ronnie James Dio e Vinny Appice, junto a estes, no backstage de Los Angeles, e a galera do Sepultura batendo uma bola no Brasil.

Como se não bastasse isso tudo, temos ainda o segundo disco, com o show completo, sendo cada música filmada em uma cidade diferente, e o CD correspondente, a trilha sonora. Curiosidade: o local do show de Curitiba, a Pedreira Paulo Leminski, aparece em cada lugar com um nome diferente: desde Pedreira Stadium até “Padeira” Paulo Leminski. Tudo bem, em meio a um lançamento tão perfeito, a gente perdoa...

Nota 10, e imperdível para todo e qualquer fã, não só da banda, mas de rock pesado em geral. Se você ainda não tem na coleção, tá esperando o quê?

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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