Ted Nugent: um brinde à vitalidade do sexagenário

Resenha - Sweden Rocks - Ted Nugent

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Por Fernão Silveira
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O hard rock, por si só, é naturalmente rebelde, transgressivo e polêmico. Mas poucos nomes do estilo são tão controversos quanto TED NUGENT, o velho e casca-dura "Motor City Madman", que até hoje sobrevive no universo roqueiro graças às grandes obras que ele criou nos anos 70. Para quem deseja reviver a força - e a renitente vitalidade - do "Gonzo" ao vivo, "Sweden Rocks" é uma boa pedida.

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Lançado na metade de 2008, "Sweden Rocks" foi gravado em 10 de junho de 2006, durante a performance da banda no famoso festival homônimo. Ao lado de Barry Sparks (baixo e vocais de apoio) e Mick Brown (bateria e vocais de apoio), Ted desfila para o público sueco grandes hits de seus 35 anos de carreira solo. Não faltam clássicos como "Stranglehold", "Stormtroopin'", "Snakeskin Cowboys", "Free for All", "Great White Buffalo" e, claro, "Cat Scratch Fever". Músicas que sempre merecem uma audição atenta.

Sexagenário, TED NUGENT é um daqueles sobreviventes do estilo. E "Sweden Rocks" evidencia a tenacidade deste orgulhoso "all-American man", que se divide entre alguns shows, programas de TV, livros e muita militância política em favor do poderosíssimo lobby norte-americano das armas - Ted é daqueles que defendem "o legítimo direito" de qualquer estadunidense se armar até os dentes - e das causas ideológicas do Partido Republicano (o mesmo de George W. Bush).

Persistente, mas sem o fôlego de outros tempos, Ted carrega ainda mais nos já manjados "iê-iê-iês", "wango-dango-tangos" e outras baboseiras vocais. Também abundam os discursos carregados daquele arrogante "American Pride", que são capazes de entediar até mesmo uma civilizadíssima platéia sueca. Mas é mais saudável ater-se à música, porque ela ainda é o que o velho "Gonzo" faz de melhor. Afinal, poucos no mundo do rock manejam uma Gibson Byrdland com tanta propriedade e criatividade.

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Não deixa de chamar a atenção o inquestionável fato de que TED NUGENT vive do passado. Como muitos outros roqueiros daqueles áureos tempos, ele fez sucesso nos anos 70 - inclusive tornando-se "apadrinhado" do KISS, que o convidou para abrir diversos shows da legendária turnê que resultou no álbum "Alive II" - e mergulhou numa autodestrutiva batalha pela sobrevivência artística durante os anos 80, o que resultou em discos erráticos e de pouco sucesso por mais de uma década. Ainda assim, a qualidade de seus três primeiros álbuns - os inigualáveis "Ted Nugent", "Free-for-All" e "Cat Scratch Fever" - jamais deixaria que ele fosse esquecido. E "Sweden Rocks" é a mais recente prova disso.

"Sweden Rocks" - TED NUGENT

1 - Stormtroopin'
2 - Wango Tango
3 - Snakeskin Cowboys
4 - Free For All
5 - Wang Dang Sweet Poontang
6 - Raw Dogs & War Hogs
7 - Soul Man
8 - Hey Baby
9 - Dog Eat Dog
10 - Still Raising Hell
11 - Cat Scratch Fever
12 - Stranglehold
13 - Great White Buffalo

Gravadora: Eagle Records (importado)




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Sobre Fernão Silveira

Paulistano, são-paulino, nascido nos "loucos anos 70" (1979 ainda é década de 70, certo?) e jornalista. Sua profissão já o levou a cobrir momentos antológicos da história da humanidade, como o título paulista do São Caetano, a conquista da Copa do Brasil pelo Santo André, a visita de Paris Hilton a São Paulo e shows de bandas como Judas Priest, Whitesnake, W.A.S.P., Megadeth, Slayer, Scorpions, Slipknot, Sepultura e por aí vai. Ainda tem muito gás para o nobre ofício jornalístico, mas acha que não vai muito mais longe depois de ter entrevistado Blackie Lawless, Glenn Tipton, Rogério Ceni e, claro, Paris Hilton.

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