Tiamat: gothic repleto de peso, receptivo a outros estilos
Resenha - Amanethes - Tiamat
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 26 de janeiro de 2009
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Nono álbum dos suecos do Tiamat, "Amanethes" escancara o quanto o grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Johan Edlund mudou o seu som ao longo dos anos. Qualquer pessoa que comparar a estreia dos caras, "Sumerian Cry", de 1990, com o novo disco, dirá que trata-se de uma banda diferente, tamanhas as diferenças. O death metal do início se transformou em um gothic metal repleto de peso, receptivo a outros estilos musicais e executado com grande competência.
Tiamat - Mais Novidades
Celebrando vinte anos de carreira (o grupo foi fundado na cidade de Taby em 1988), o Tiamat, que além de Edlund conta com Thomas Wyreson nas guitarras, Anders Iwers no baixo e Lars Skold na bateria, gravou um bonito álbum de heavy metal com influências de rock progressivo e pop, acrescentando ainda mais cores ao seu som.
O início com "The Temple of the Crescent Moon" é um hard rock gótico, enquanto "Equinox of the Gods" explora o peso com propriedade, com uma bateria veloz e mudanças de andamento interessantes. Ecos de Sisters of Mercy e Bauhaus podem ser sentidos em "Until the Hellbounds Sleep Again", que nos remete à cena gótica européia do final dos anos oitenta. "Lucienne" é outro bom momento, cadenciada e carismática.
"Raining Dead Angels" traz de volta à ordem do dia os vocais guturais de Johan Edlund, e o resultado é excelente, alterando o caminho que o trabalho vinha seguindo, com Edlund se limitando a explorar apenas os tons mais graves de sua potente voz. "Raining Dead Angels" quebra o disco ao meio, pois separa, de maneira bem clara, as duas partes do play: a primeira, mais pesada e agressiva, da segunda, mais calma e contemplativa.
"Misantropolis" inicia esse novo momento, e se revela uma tremenda balada para curtir na estrada. A emocionante e melancólica "Amanitis", com uma bela melodia construída sobre uma base de violões, mostra todo o lirismo dos suecos, e introduz "Meliae", influenciadíssima pelo Pink Floyd de "The Wall", com guitarras que emulam David Gilmour e os vocais de John Edlund soando como os do grupo inglês. "Meliae" é uma excelente composição, com sensíveis linhas vocais, um bonito solo de teclado e um solo final de guitarra arrebatador.
A tétrica "Via Dolorosa" vai fundo nas entranhas do ouvinte, alternando passagens mais calmas e com vocais limpos com momentos mais agressivos e vozes guturais. "Circles" e "Amanes" exploram andamentos mais lentos, transmitindo angústia e melancolia em suas notas, fechando o álbum de maneira arrepiante, com uma aura de vampirismo quase palpável.
"Amanethes" possui dois pólos distintos, antagônicos e únicos, mas em ambos a banda mostra competência e criatividade, desbravando caminhos sonoros com a competência de sempre.
Olhando para o passado do Tiamat é impossível prever onde o grupo estará em seu futuro. O próximo álbum pode agregar qualquer gênero musical ao som da banda. O fato é que, seja para que lado o amanhã levar esses suecos, uma coisa é certa: o talento que possuem é a garantia de que eles sempre estarão fazendo boa música.
Faixas:
1. The Temple of the Crescent Moon - 5:33
2. Equinox of the Gods - 4:35
3. Until the Hellhounds Sleep Again - 4:07
4. Will They Come? - 5:13
5. Lucienne - 4:41
6. Summertime is Gone - 3:53
7. Katarraktis Apo Aima - 2:42
8. Raining Dead Angels - 4:18
9. Misantropolis - 4:13
10. Amanitis - 3:21
11. Meliae - 6:11
12. Via Dolorosa - 4:06
13. Circles - 3:48
14. Amanes - 5:29
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como é tocar com um ex-membro de Shaman e Angra, segundo Paulo Ricardo
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
A música de Bruce Dickinson que tem riff no estilo Scorpions
A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
O difícil feito na música que nem Paul McCartney conseguiu, segundo Paulo Ricardo
Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
A banda que Bono queria ver na MTV em 2005 incendiando "a imaginação de garotos de 16 anos"
Com Corey Glover (Living Colour) nos vocais, One Tribe Nation lança cover do Black Sabbath
"Foreign Tongues" se torna 16º disco dos Rolling Stones no topo da parada britânica
Sai Mario, entra Luigi: brasileiro assume temporariamente a bateria do Gojira
A canção de Alice Cooper que ajudou a mudar os rumos do rock nos anos 70
Buzz Osborne (Melvins) confessa zoar Mike Patton por influência no nu metal
Por que os brasileiros ouviam o "Back In Black" do AC/DC da maneira errada?
O sincero recado de Bruno Sutter para bandas novas que pedem para ele tocar na rádio
A banda que Clapton queria que afundasse, mas pra tristeza dele, estava ficando cada vez melhor

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



