Children Of Bodom: reconciliação com os antigos fãs

Resenha - Blooddrunk - Children Of Bodom

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Enquanto a Universal Music do Brasil fica enrolando para liberar alguns de seus discos em nosso país, certos donos de lojas estão indo atrás de alternativas em outros mercados mesmo... Assim, esta versão de "Blooddrunk", o mais novo disco do Children Of Bodom, é importada (pero no mucho!) da Argentina, e se encontra por preços bastante camaradas por aqui.
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É inegável que o Children Of Bodom vem conquistando cada vez mais espaço pelo globo. E para tal, conscientemente ou não, a banda foi mudando sua sonoridade a partir do bem-sucedido "Hate Crew Deathroll" (03), se afastando de suas origens ao acrescentar cada vez mais groove às composições. Obviamente muitos dos antigos fãs não se conformaram e viraram as costas à banda, e talvez isso tenha feito com que Alexi Laiho e Cia. avaliassem com certo cuidado seus próximos passos.

Pois bem, o fato é que, com "Blooddrunk", o grupo aparentemente tenta se reconciliar com os antigos fãs... Ao lado do estilo estabilizado nos últimos anos, várias seções das novas músicas remetem diretamente aos primórdios de sua carreira, inclusive os teclados de Janne Warmen trazem novamente parte daquele jeitão neoclássico (graças!) sempre tão admirado. E confesso, há certas ocasiões em que parece que foram utilizados pedaços de antigas canções!

O repertório é respeitável e, mesmo não existindo lá grande originalidade, “Blooddrunk” é bastante eficaz. Novamente a fúria e virtuose são uma constante ao longo da audição, que é recheada pelo freqüentes solos – pena que geralmente são muito curtos – entre as guitarras e teclados, merecendo destaques sua presença em “Done With Everything, Die For Nothing” e “One Day You Will Cry”.

Mesmo buscando um meio termo, é notório que há tempos o grupo expandiu muito seu estilo inicial ao buscar influências no Metalcore norte-americano ou no histórico NWOBHM, então esta tentativa de agradar a todos não consegue atingir plenamente seu objetivo... Este disco será melhor aceito pelos fãs mais novos, pois dificilmente o pessoal que não abre mão da fórmula dos três primeiros álbuns do Children Of Bodom irá aprovar “Blooddrunk”. Não que isso atinja negativamente a crescente popularidade com a qual os finlandeses vêm sendo agraciados mundo afora...

Finalizando, o Children Of Bodom preparou quatro covers para serem liberados de acordo com o país em que "Blooddrunk" for lançado. Este CD argentino traz uma versão para “Ghost Riders In The Sky” (Stan Jones), e há por aí discos com “Lookin' Out My Back Door” (Creedence Clearwater Revival), “Just Dropped In” (Kenny Rogers) e a já conhecida “Silent Scream” (Slayer). É só escolher...

Formação:
Alexi Laiho - voz e guitarra
Roope Latvala - guitarra
Janne Warman - teclados
Henkka T. Blacksmith - baixo
Jaska W. Raatikainen - bateria

Children Of Bodom – Blooddrunk
(2008 / Universal Music da Argentina - importado)

01. Hellhounds On My Trail
02. Blooddrunk
03. LoBodomy
04. One Day You Will Cry
05. Smile Pretty For The Devil
06. Tie My Rope
07. Done With Everything, Die For Nothing
08. Banned From Heaven
09. Roadkill Morning
10. Ghost Riders In The Sky (cover de Stan Jones)

Homepage: Homepage: www.cobhc.com

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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