Poets of the Fall: mais rock'n'roll e mais pesado
Resenha - Revolution Roulette - Poets of the Fall
Por Ricardo Pagliaro Thomaz
Postado em 06 de abril de 2008
Vou tentar ser breve. O Poets of the Fall, uma de minhas bandas atuais favoritas deixa, com apenas três discos, a marca de um gigante da música mundial. Claro que sou suspeito pra falar, mas quem não se delicia em bajular sua banda do coração, certo?

Pois bem: o que quero dizer é que o novo álbum do grupo, Revolution Roulette é o trabalho mais fraco do grupo até agora. Sim senhores, o mais fraco. Talvez a gente que tenha ficado mal acostumado com os dois excelentes discos anteriores lançados pelo trio Mark (vocal), Ollie (guitarra) e Captain (teclados), mas o fato é que nem mesmo isso faz com que a banda deixe de estar, mais uma vez entre os melhores do ano! Giremos então a roleta da revolução!
O novo trabalho, trata-se do disco mais rock'n'roll e mais pesado do grupo até agora. Nessa nova bolacha os caras literalmente quebram tudo! E tudo começa com "More", um rock dançante e contagiante com uma letra muito séria e ao mesmo tempo divertida. O disco em si é pura diversão, é um disco muito dançante. "The Ultimate Fling", único single do disco até agora deixou de lado o tempero especial do grupo e teve uma duração meio prolongada, mas mesmo assim é uma boa música, com um solo final arrepiante.
Mas a melhor faixa de todas é com certeza a faixa título, "Revolution Roulette". Sem sombra de dúvidas ela entra, desde já, para o topo da lista das melhores composições do grupo e do rock de maneira geral, cadenciada e super dançante, a faixa esbanja estilo, classe, peso e arranjos climáticos arrasadores em que Captain mostra todo seu talento. Em seguida a banda arremata com a faixa "Psychosis", que tem uma levada alterna rock que os fãs de Marilyn Manson certamente vão gostar, mas com toda a classe e assinatura do Poets of the Fall.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
E como disco do Poets sempre tem que ter uma faixa acústica, vamos para "Fragile", que por sua vez fica sendo desde agora uma das melhores músicas acústicas do grupo, simplesmente maravilhosa.
A próxima, "Clevermind" tem até um quê de Rush anos 90, bonita e direta, com um ritmo mais moderado, enquanto que "Miss Impossible", a próxima música, é pura diversão, mais crua e acelerada, um rock bem dançante com uma letra bacana e divertidíssima e contagiante, nas apresentações ao vivo deve ganhar excelentes versões, pois é claramente uma música feita para se tocar ao vivo.
As duas próximas canções, "Diamonds for Tears" e "Passion Colors Everything" apesar dos nomes bem interessantes, musicalmente são as mais fraquinhas do disco, mas mantém o bom nível, com destaque maior para a primeira.
"Save Me" é mais um grande rockão dançante e contagiante do trio que vem pra quebrar tudo, e uma das melhores faixas pesadas do disco. Finalmente chegamos na última faixa do disco, "Where Do We Draw the Line" que, como de costume é uma belíssima e melancólica balada para terminar o álbum com toda pompa e classe que o trio exibe em seus trabalhos. E ainda digo que é uma das músicas mais lindas que já ouvi, de fazer chorar até marmanjo, inclusive pela letra!
Ufa! Eu tentei ser breve! Mas esse grupo me dá água na boca! Se por um lado Revolution Roulette é o trabalho mais desencanado do trio até agora, por outro dá aquela sensação de êxtase musical alcançado no final de várias audições e que sempre te faz querer voltar à primeira faixa e escutar tudo de novo! Em outras palavras, é puro delírio musical!
E para a energúmena indústria brasileira da música que ainda não acordou para o talento do Poets (sim, outra espetada, vão se segurando, porque serão muitas), banda que eu defendo com todas as cores, só nos resta torcer para que a cegueira uma hora dê lugar à luz que emana do som desses talentosos finlandeses. Por sorte, o Brasil foi incluído na loja virtual do trio na internet, mais uma oportunidade aí para o pessoal se interar do trabalho primoroso dos caras, embora o primeiro disco não esteja mais disponível por hora, e também para se alguma alma de bom coração resolver promovê-los de vez no Brasil.
Vou ficando por aqui... enfim, divulguem o Poets no Brasil, comprem o disco, curtam e continuem girando a roleta! Os caras merecem todo nosso apoio!
Revolution Roulette
(Poets of the Fall)
Tracklist:
01. More
02. The Ultimate Fling
03. Revolution Roulette
04. Psychosis
05. Fragile
06. Clevermind
07. Miss Impossible
08. Diamonds for Tears
09. Passion Colors Everything
10. Save Me
11. Where Do We Draw the Line
Selo finlandês: Insomniac, Playground
Discografia anterior:
-Carnival of Rust (2006)
-Signs of Life (2005)
Site oficial: http://www.poetsofthefall.com
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