Type O Negative: ainda gótico, punk, doom e metal
Resenha - Dead Again - Type O Negative
Por Rodrigo Simas
Postado em 23 de novembro de 2007
Nota: 7 ![]()
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"Dead Again" é o retorno à ativa do Type O Negative, que estava moribundo por problemas pessoas do vocalista e baixista Peter Steele. Foram 4 anos de espera, fãs ansiosos e alguns boatos sobre o fim do grupo. Mas, contrariando o título do CD, eles não estão nem um pouco mortos.
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A mistura de gótico, punk, doom e metal está presente tão forte como nunca e o som familiar – sem muitas novidades, é bom deixar claro – vai saciar os que esperavam de Peter & Cia. nada mais do que isso. Até porque "Dead Again" deve ser o disco mais tenso da carreira da banda desde o clássico "October Rust", uma real viagem pelo fundo do poço – literalmente – de uma mente humana. Todas as indagações morais, amores partidos, caos e insanidade são debatidos nas letras, que parecem um diário de uma mente doente escrito abertamente para quem quiser ler.
A produção a cargo de Josh Silver (teclados) e Peter Steele (que está em ótima forma) quase consegue prejudicar a audição dos 77 minutos de música (quase todas as 10 faixas passam dos 7 minutos e uma delas chega a 14) e com certeza é um dos pontos baixos de músicas como a potente "Dead Again" ou as "sabbathianas" "Tripping Blind Man" e "The Profit Of Doom", a trinca de abertura.
Outros destaques ficam com a balada "September Sun", "Halloween In Heaven" (com seus toques de humor) ou o épico doom "She Burned Me Down". Mas o que faz com que ele se destaque na discografia da banda é que pela primeira vez o Type O Negative parece ter pensando em sua carreira como um todo e composto um álbum que paga um tributo para todas suas fases. Desde o vampiresco "Bloody Kisses", passando pelo psicodélico "World Coming Down" ou pelo pesado "Slow Deep And Hard".
Um bom lançamento, que vai deixar os fãs felizes e deve alavancar o grupo novamente para os holofotes da mídia, já que independente de todo clima pesado, "Dead Again" consegue ser bastante acessível, "culpa" das composições sólidas e das cativantes melodias, mesmo falando sobre a morte acima de tudo.
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