Resenha - Kiss Of Death - Motorhead

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Por Ronaldo Costa
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Nota: 9

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Como se já não bastasse toda a responsabilidade que seu nome e história o fazem carregar, desde que o Motörhead lançou, em 2004, o petardo mais do que estupendo intitulado “Inferno”, aumentaram ainda mais as expectativas sobre lançamentos da banda. Mas para um sujeito como Lemmy Kilmister, isso não é motivo para preocupação.
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E eis que Lemmy, Phil Campbell e Mickey Dee comparecem com esse “Kiss Of Death”, mais uma pedrada certeira do Motörhead em nossas cabeças. Uma das bandas mais diretas, cruas e rockers de todos os tempos, os caras não demonstram nesse álbum o menor sinal de hesitação. A pancadaria começa com “Sucker”, música demolidora, com a guitarra nervosa de Campbell, a mão pesada de Dee e o baixão de Mr. Lemmy com a velha distorção de sempre, além do vocal único (o cara pode tirar um cover do King Diamond, cantando em falsete, que ainda assim não tem como confundir). Seguem então dois rocks bem diretos, com “One Night Stand” e a pesada “Devil I Know”.

Enquanto “Trigger” é uma porrada daquelas que o indivíduo leva e gasta um bom tempo pra entender o que aconteceu, “Under The Gun” é uma espécie de blues bem pesado e que funciona muito bem. “God Was Never On Your Side” é uma surpreendente balada, que traz a participação de CC deVille, da banda de glam rock Poison. Daí até o final, o que se ouve é o velho rock and roll que o Motörhead sabe fazer com tanta competência, com destaque para “Christine” e “Going Down”.

“Kiss Of Death” não faz feio em hora nenhuma. Campbell e Dee mostram a atuação competente que sempre se espera e Lemmy (a alma da banda), mais uma vez com sua performance direta, sem frescuras e carregada de crueza, dá ao Motörhead aquilo que faz a banda ser o que é. Podem até dizer que eles fazem sempre a mesma coisa, mas é impressionante como funciona bem até hoje.

01. Sucker
02. One Night Stand
03. Devil I Know
04. Trigger
05. Under The Gun
06. God Was Never On Your Side
07. Living IN The Past
08. Christine
09. Sword Of Glory
10. Be My Baby
11. Kingdom Of The Worm
12. Going Down

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Sobre Ronaldo Costa

Nascido na capital paulista em meados dos anos 70, teve a sorte de, ainda bem jovem, descobrir por meio de um primo o debut do Iron Maiden. Quando ouviu “Prowler” pela primeira vez, logo entendeu que aquilo passaria a fazer parte de sua vida. Gosta sobretudo dos clássicos, como Maiden, Judas, Sabbath, Purple, Zeppelin, Metallica, AC/DC, Slayer, mas ouve desde um hard bem leve até um bom death metal. Além da paixão pelo metal e pelo rock em geral, também adora cinema e um bom futebol.

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