Resenha - Long Live Rock n' Roll - Rainbow
Por Carlos Eduardo Garrido
Postado em 06 de julho de 2006
Após deixar o Deep Purple, o lendário guitarrista Ritchie Blackmore resolve partir em uma nova empreitada. E para isso recruta o até então praticamente desconhecido vocalista Ronnie James Dio da banda Elf. Mas Dio só topa fazer parte desse projeto se todos os seus companheiros de banda também fizerem. E assim estava formado o Rainbow, que a principio tinha o nome de Ritchie Blackmore’s Rainbow por pressão da gravadora que queria utilizar o nome e a fama do já mundialmente conhecido guitarrista.
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Publicado originalmente no site
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Depois de dois álbuns lançados e muito bem sucedidos, o homônimo álbum de estréia e o clássico Rainbow Rising de 1976. Chegava a hora de a banda deixar seu nome marcado definitivamente na história do rock pesado. Então em meados de 1978 é lançado o álbum Long Live Rock n’ Roll, que ajudaria a moldar o Heavy Metal como o conhecemos hoje. Da primeira formação do grupo, haviam sobrado apenas o vocalista e o guitarrista, para as outras vagas foram contratados grandes músicos, sendo Cozzy Powell na bateria (que mais tarde iria tocar no Black Sabbath), Bob Daisley no baixo (que viria a fazer parte de bandas como Uriah Heep, Black Sabbath, Ozzy Osbourne e Yngwie Malmsteen) e Tony Carey nos teclados.
Falando do álbum propriamente dito, a abertura fica por conta da empolgante faixa-titulo, um verdadeiro hino do hard rock/metal, que ainda hoje, quase 30 anos após ser gravada, continua sendo tocada para alegria do público, pela banda solo do vocalista Ronnie James Dio. O restante do álbum mantém o alto padrão de qualidade, sempre com aquela pegada de hard rock setentista, misturado com elementos do que viria a ser chamado de power metal anos mais tarde. Falando nisso, "Kill the King" pode ser considerada como a primeira música desse estilo, pois possui várias das características que viriam a definir o power metal, como velocidade e vocais altos, principalmente na segunda parte da música, onde o ritmo acelera um pouco e o tom do vocal aumenta bastante. Para se ter uma idéia de como essa música tem realmente a essência do power metal, procure ouvir as versões feitas pelo Primal Fear e Stratovarius presente no tributo Holy Dio, e observe como a música soa natural na interpretação desses dois expoentes do estilo. Sem dizer que, se eu não estiver errado, o Rainbow foi uma das primeiras bandas a criar letras com temáticas de fantasia, tema que hoje é recorrente entre oito entre cada dez bandas de metal.
Outros destaques são: a cadenciada "Lady of the Lake"; a empolgante "The Shed (Subtle)", que convida o ouvinte a bater cabeça com seu ritmo empolgante; e a fantástica "Gates of Babylon", que com certeza deixou o virtuoso guitarrista Yngwie Malmsteen de cabelos em pé quando ele a escutou pela primeira vez, pois muitas das músicas compostas por ele lembram o estilo dessa canção, tanto que ele até chegou a gravá-la com sua banda. Fechando o álbum temos a lenta e emocional "Rainbow Eyes", que conta apenas com um belo arranjo de cordas acompanhando o vocal.
Finalizando, esse é um dos mais importantes e influentes álbuns de metal de todos os tempos. Feito por uma banda que conta com dois dentre os maiores músicos da historia do rock, o guitarrista Rithcie Blackmore e o vocalista Ronnie J. Dio, ambos em plena forma. Se hoje, aos sessenta e poucos anos, Dio canta um absurdo, o que ele não cantava com seus vinte?! Com certeza ele rouba a cena (mesmo com uma superbanda o acompanhando) com sua bela e potente voz, e com suas fantásticas linhas vocais. Não é a toa que ele é conhecido como "A voz do Metal", e nesse álbum ele deixa isso bem claro.
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