Resenha - Long Live Rock n' Roll - Rainbow

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Por Carlos Eduardo Garrido
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Após deixar o Deep Purple, o lendário guitarrista Ritchie Blackmore resolve partir em uma nova empreitada. E para isso recruta o até então praticamente desconhecido vocalista Ronnie James Dio da banda Elf. Mas Dio só topa fazer parte desse projeto se todos os seus companheiros de banda também fizerem. E assim estava formado o Rainbow, que a principio tinha o nome de Ritchie Blackmore’s Rainbow por pressão da gravadora que queria utilizar o nome e a fama do já mundialmente conhecido guitarrista.

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Publicado originalmente no site
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Depois de dois álbuns lançados e muito bem sucedidos, o homônimo álbum de estréia e o clássico Rainbow Rising de 1976. Chegava a hora de a banda deixar seu nome marcado definitivamente na história do rock pesado. Então em meados de 1978 é lançado o álbum Long Live Rock n’ Roll, que ajudaria a moldar o Heavy Metal como o conhecemos hoje. Da primeira formação do grupo, haviam sobrado apenas o vocalista e o guitarrista, para as outras vagas foram contratados grandes músicos, sendo Cozzy Powell na bateria (que mais tarde iria tocar no Black Sabbath), Bob Daisley no baixo (que viria a fazer parte de bandas como Uriah Heep, Black Sabbath, Ozzy Osbourne e Yngwie Malmsteen) e Tony Carey nos teclados.

Falando do álbum propriamente dito, a abertura fica por conta da empolgante faixa-titulo, um verdadeiro hino do hard rock/metal, que ainda hoje, quase 30 anos após ser gravada, continua sendo tocada para alegria do público, pela banda solo do vocalista Ronnie James Dio. O restante do álbum mantém o alto padrão de qualidade, sempre com aquela pegada de hard rock setentista, misturado com elementos do que viria a ser chamado de power metal anos mais tarde. Falando nisso, "Kill the King" pode ser considerada como a primeira música desse estilo, pois possui várias das características que viriam a definir o power metal, como velocidade e vocais altos, principalmente na segunda parte da música, onde o ritmo acelera um pouco e o tom do vocal aumenta bastante. Para se ter uma idéia de como essa música tem realmente a essência do power metal, procure ouvir as versões feitas pelo Primal Fear e Stratovarius presente no tributo Holy Dio, e observe como a música soa natural na interpretação desses dois expoentes do estilo. Sem dizer que, se eu não estiver errado, o Rainbow foi uma das primeiras bandas a criar letras com temáticas de fantasia, tema que hoje é recorrente entre oito entre cada dez bandas de metal.

Outros destaques são: a cadenciada "Lady of the Lake"; a empolgante "The Shed (Subtle)", que convida o ouvinte a bater cabeça com seu ritmo empolgante; e a fantástica "Gates of Babylon", que com certeza deixou o virtuoso guitarrista Yngwie Malmsteen de cabelos em pé quando ele a escutou pela primeira vez, pois muitas das músicas compostas por ele lembram o estilo dessa canção, tanto que ele até chegou a gravá-la com sua banda. Fechando o álbum temos a lenta e emocional "Rainbow Eyes", que conta apenas com um belo arranjo de cordas acompanhando o vocal.

Finalizando, esse é um dos mais importantes e influentes álbuns de metal de todos os tempos. Feito por uma banda que conta com dois dentre os maiores músicos da historia do rock, o guitarrista Rithcie Blackmore e o vocalista Ronnie J. Dio, ambos em plena forma. Se hoje, aos sessenta e poucos anos, Dio canta um absurdo, o que ele não cantava com seus vinte?! Com certeza ele rouba a cena (mesmo com uma superbanda o acompanhando) com sua bela e potente voz, e com suas fantásticas linhas vocais. Não é a toa que ele é conhecido como “A voz do Metal”, e nesse álbum ele deixa isso bem claro.

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Sobre Carlos Eduardo Garrido

Jornalista formado. Descobriu o Heavy Metal aos 15 anos de idade e desde então, não vive mais sem esse estilo de música. Suas bandas preferidas são Metallica, Iron Maiden, Savatage, Angra, Blind Guardian, dentre muitas outras. Através do jornalismo conseguiu unir suas duas paixões: escrita e música. Além de colaborar com o Whiplash, mantém o blog ociocomcafe.blogspot.com.

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