Resenha - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not - Arctic Monkeys

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Por Paulo Finatto Jr.
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Tenho o orgulho de trazer para você, em primeira mão, essa banda que em breve será a mais nova sensação aqui no Brasil. Artista da gravadora Domino Records (a mesma de Franz Ferdinand), o Arctic Monkeys já é sucesso absoluto por onde mais vem passando. "Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not" é o seu primeiro disco, lançado em janeiro de 2006 e certamente é uma das melhores novidades do ano.

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Alex Turner (vocal e guitarra), Jamie Cook (guitarra), Andy Nicholson (baixo) e Matt Helders (bateria) são de Sheffield (Inglaterra) e já estão entre os artistas mais vendidos no Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Japão e Alemanha. O Arctic Monkeys é um nato exemplo de que hoje, com um cenário já saturado de idéias mirabolantes, tendências mais cruas e diretas estão se caindo no gosto do público. O quarteto inglês não tenta nenhum vôo mais alto, apenas faz um rock estilo anos setenta com um quê de música alternativa. E com bastante competência. "Whatever People Say..." traz na sua maioria músicas animadas e com guitarras acentuadas, talvez sejam esses os motivos para o bem-estar que o CD desperta quando o ouvimos.

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"The View from the Afternoon", a primeira faixa, já é um destaque. São riffs, melodias simples e diferentes do que estamos habituados a ouvir, mas não por isso desmerecedoras de elogios. E não é que o disco segue só com músicas legais? "I Bet You Look Good on the Dancefloor" é tão boa quanto a anterior. A diferença nessa aqui é que o Arctic Monkeys acertou em cheio na hora de criar as melodias para voz - o diferencial dos ingleses. Não há composição que esteja mal composta nesse sentido, e sem um enriquecimento instrumental. O acento alternativo da banda está em faixas como as seguintes, "Fake Tales of San Francisco" (um pouco mais cadenciada) e "Dancing Shoes", outro grande momento do CD. Se você ainda precisa de motivos para conferir esse disco, "You Probably Couldn’t See for the Lights but You Were Looking Straight at Me" (de novo, com as ótimas melodias de voz), "Still Take You Home" (variando um instrumental entre o mais agressivo e mais cadenciado) e por fim "When the Sun Goes Down" (o primeiro ‘single’ e a música que tem chegado com maior facilidade aqui no Brasil) estão esperando a sua atenção.

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Complicado vai ser o Arctic Monkeys continuar no underground com um disco tão bacana como "Whatever People Say...". Aos poucos, o grupo vai conseguir conquistar o seu espaço aqui no Brasil, porque fora daqui a banda já é considerada um fenômeno. Uma boa sugestão para quem está atrás de coisas alternativas, e principalmente, de inquestionável qualidade. Que venha o segundo álbum, eu estou aguardando.

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Site oficial: www.arcticmonkeys.com

Line-up:
Alex Turner (vocal/guitarra);
Jamie Cook (guitarra);
Andy Nicholson (baixo);
Matt Helders (bateria).

Track-list:
01. The View from the Afternoon
02. I Bet You Look Good on the Dancefloor
03. Fake Tales of San Francisco
04. Dancing Shoes
05. You Probably Couldn’t See for the Lights but You Were Looking Straight at Me
06. Still Take You Home
07. Riot Van
08. Red Light Indicates Doors are Secured
09. Mardy Bum
10. Perhaps Vampires is a Bit Strong but…
11. When the Sun Goes Down
12. From the Ritz to the Rubble
13. A Certain Romance

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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