Resenha - Aerial - Kate Bush
Por Tiago Lucas Garcia
Postado em 15 de janeiro de 2006
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
É revigorante diante de tantas vozes de plástico, diante de todo esta carga de produção de imagens que temos hoje, ouvir uma voz sóbria, humana, porém profundamente artística como a de Kate Bush. A cantora inglesa que aqui é conhecida, infelizmente, sobretudo pelas felizes interpretações que Angra e Withing Temptation fizeram de suas canções, lança depois de 13 anos de silêncio (desde "The Red Shoes" de 1992) este álbum duplo intitulado ‘Aerial’.

Podemos notar, logo na primeiro audição de ‘Aerial’, que estes 13 anos de silêncio de Kate foram na verdade como o silêncio dos sábios e não o silêncio dos cansados, a música apresentada aqui não demonstra nenhum sinal de desgaste, soa como ‘Kate Bush’, mas nunca como algo nostálgico (se bem que, como diz Van Morrison em seu último álbum, não há nada errado em um tanto de nostalgia). Os elementos acústicos e elétricos/ eletrônicos se mesclam aqui de maneira absolutamente orgânica, cada lado se apresentando em seu devido momento.
Os CDs que constituem ‘Aerial’ possuem títulos próprios, o primeiro intitulado "A Sea Of Honey", o segundo "A Sky Of Honey", ambos em referência a vista do mar no pôr do sol. No primeiro CD as letras se dividem em temas diversos, como a curiosidade doentia da imprensa (King Of The Mountain), uma curiosa homenagem o Joana D’Arc (em Joanni), uma tempestade que inundou sua casa e sua respectiva limpeza ‘poética’ (Mr Bartolozzi).Já o segundo CD, "A Sky of Honey", trata justamente do céu e de suas variações no decorrer do dia, do nascer do sol ao luar, movimento que percorre as faixas do CD.
Voltando porém a alquimia dos sons, é impossível para mim não lembrar do último trabalho de Peter Gabriel (‘Up’) ouvindo ‘Aerial’, não que este seja influenciado por aquele, nada disso, mas em minha opinião sempre houve um paralelo claro na maneira de trabalhar do ex-vocalista do Genesis e de Kate, ambos buscando constante, embora de fato lentamente, experimentar novos elementos, fiéis somente a este potencial expressivo da música. A música que não é sempre e tão somente diversão, é também talvez o mais poderoso meio de comunicação (ou como diria o jornalista Arthur da Távola: "Música é vida interior. E quem tem vida interior nunca padece de solidão).
Enfim, eu recomendo vivamente este álbum para todos aqueles que gostam de ouvir algo original e desafiador, porém o recomendo especialmente aos fãs de Angra e Within Temptation: Ouçam uma voz nem melhor e nem pior que o metal, porém diferente, e saia mais rico deste processo. Temos aqui uma visão única da música, sem dúvida vale o desafio.
P.S: Como agora é praxe aqui no site ‘dar notas’ aos álbuns, eu dei a minha, mas perguntemos com William Blake, "Pode a sabedoria ser posta num bastão de prata, ou o amor em um jarro de ouro?" e acrescentemos: "E a música em um número?"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
A faixa do Guns N' Roses em que Axl Rose atingiu a nota mais alta de sua carreira
Soundgarden fará show do intervalo na abertura da temporada 2026/27 da NFL
Como a morte da mãe de Bono deu origem à música que o U2 mais tocou ao vivo
O álbum de heavy metal preferido de Rob Halford, vocalista do Judas Priest
A melhor voz do pop de todos os tempos, segundo Keith Richards
Geddy Lee explica onde foi superado por músico do Angine de Poitrine
O guitarrista que Eddie Vedder considera o maior sobrevivente da história do rock
Nightwish tem novas músicas, mas só volta em 2028, afirma Tuomas Holopainen
5 músicas de metal que entregam o melhor momento nos primeiros 30 segundos
Wolfgang Van Halen vence aposta com troll da internet e vai à forra
Regis Tadeu cobra autoridades e influenciadores em apelo por Lito Sousa
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
Mark Osegueda nega que Kerry King seja uma pessoa difícil de lidar
A canção do Led Zeppelin que Geddy Lee usa para mostrar o talento de John Paul Jones
O guitarrista preferido de Mark Knopfler, do Dire Straits, e que David Gilmour também idolatra
Os 25 melhores discos da história do power metal, em lista da Metal Hammer
A opinião de Paulo Ricardo sobre a histórica turnê de reencontro dos Titãs

De Pretenders até Judas Priest, os 20 melhores discos de 1980, segundo a Louder
Cronos, do Venom, já pintou o cabelo por conta de Kate Bush
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



