Resenha - Music Machine - Erik Norlander
Por Sílvio Costa
Postado em 07 de maio de 2004
Conhecido por seus trabalhos com a cantora norte-americana Lana Lane, o tecladista, produtor e compositor Erik Norlander lança agora uma ópera rock sob forma de álbum duplo. Quem já conhece o trabalho da cantora californiana – esposa de Erik – não vai encontrar grandes surpresas neste Music Machine. Trata-se de uma mistura muito bem feita entre hard rock tradicional com AOR, com direito a muitas viagens instrumentais e a uma produção impecável.


Com cerca de 25 álbuns gravados nos últimos dez anos (incluindo 22 com Lana Lane), Erik desenvolveu um estilo muito pessoal de desenvolver suas idéias musicais neste que é seu terceiro disco solo. Com muita influência de Arjen Lucassen (Ayeron, etc), Norlander conta a história de Johnny America, um sujeito "fabricado" por uma grande companhia de mídia, com o único objetivo de fazer sucesso e conseguir muito dinheiro para os seus "pais". O disco é duplo e divide-se em duas partes. Na primeira – "Rise" – é contado como este Johnny America conquistou fama e dinheiro no mundo do espetáculo e na segunda – "Fall" – como ele perdeu quase que instantaneamente tudo o que havia conseguido. As duas fases da história são claramente percebidas ao longo da audição do disco: no primeiro disco, predominam melodias mais poderosas e pesadas. No segundo, há um pouco mais de melancolia.

A exemplo do que aconteceu nos dois ou três últimos discos de Lana Lane, os músicos de apoio de Erik acabam sendo os maiores destaques deste disco. Vinnie Appice, Gregg Bissonette, Mark Boals, dentre outros contribuem com esta ópera rock que consegue, apesar de tudo, não soar megalomaníaca ou pretensiosa em nenhum momento.
Um dos maiores destaques do disco – ainda falando em participações especiais – é a presença do veterano Donald "Buck Dharma" Roeser, do Blue Öyster Cult. Ele canta em "Lost Highway", uma das faixas mais emocionantes do disco. Com um clima bem setentista (nem poderia ser diferente), esta é uma das melhores músicas do disco.
Alternando melodias bem construídas, sempre tendo por base teclados, sintetizadores e outros instrumentos muito bem tocados por Norlander, o disco desenvolve sua temática sem um grande clímax. Mantendo sempre um ritmo cadenciado e explorando com sabedoria o talento da verdadeira constelação que acompanha Erik nesta empreitada. Apesar de inúmeros vocalistas talentosos (o citado Mark Boals, Kelly Keeling, que já cantou no MSG, dentre outros) quando o próprio Erik assume os microfones, o resultado mostra-se muito interessante, conforme pode ser conferido na pesada "The Fire of Change" e na emblemática "Tour of the Sprawl".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Chamam atenção a ausência de guitarras e o clima viajante de algumas músicas, especialmente as instrumentais (oito, de um total de 21 faixas). Isto, de modo algum, transforma o disco em algo cansativo ou maçante. Exemplo disto que estou falando é a bela instrumental "Letter from Space", em que os sintetizadores de Erik oferecem uma melodia triste e belíssima, num dos melhores momentos do disco. Com uma incrível performance do baterista Gregg Bissonette, "Soma Holiday" é outra faixa instrumental bastante empolgante, com incursões jazzísticas muito interessantes. Nada disso quer dizer que não haja peso, a fantástica "Heavy Metal Symphony", que lembra bastante a fase do Black Sabbath com Tony Martin, é uma das melhores e mais "heavy" do disco inteiro.

Não é um disco muito fácil de ser ouvido, já que, em linhas gerais, não apresenta muito peso nem muita velocidade, itens tão apreciados por quem gosta de rock e de heavy metal em geral. Mas apresenta uma carga gigantesca de feeling e de inteligência, duas das maiores características do trabalho de Erik Norlander. Um disco altamente recomendável para aqueles de mente mais aberta.
Tracklist:
Disco 1 (Rise)
1. Prologue: Project Blue Prince
2. Music Machine
3. Turn me On
4. Heavy Metal Symphony
5. Tour of the Sprawl
6. Andromeda
7. Letter From Space
8. Lost Highway
9. Soma Holiday
10. Return of the Neurosaur
11. Project Blue Prince Reprise
Disco 2 (Fall)
1. Fanfare Interlude
2. Beware the Vampires
3. The Fire of Change
4. The Fall of the Idol
5. Metamorphosis
6. One of the Machines
7. Fallen
8. Johnny America
9. Music Machine Reprise
10. Epilogue: Sky Full of Stars

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock nacional dos anos 1990 cujo reconhecimento veio muito tarde
O hit do Angra inspirado em Iron Maiden e Deep Purple na fase Steve Morse
A música do Red Hot Chili Peppers inspirada em uma das Spice Girls
A música que selou a decisão de Nicko McBrain ao sair do Iron Maiden
A música do Metallica que o Megadeth tocou em show antes de "Ride the Lightning"
Alissa White-Gluz surpreende ao ser anunciada como nova vocalista do Dragonforce
O comportamento dos metaleiros que faz o metal diminuir, segundo Jimmy London
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
As 10 músicas mais emocionantes do Slipknot, segundo a Metal Hammer
A melhor música do Nightwish, segundo leitores da Metal Hammer
A música revolucionária que o Guns N' Roses começou a criar num porão em 1985
As bandas que fizeram Alexi Laiho se tornar fã de heavy metal
Jason Newsted conta como era estar feliz em meio ao luto do Metallica
O dia em que Nuno Bettencourt levou um beijo na boca de Eddie Van Halen e travou
Quando o Genesis foi longe demais na ousadia; "Não esqueçam que a gente não era os Beatles"
A banda que Wolf Hoffmann não aceita que chamem de metal: "É boa, mas me poupe"
Humberto Gessinger ficou chocado ao descobrir que Beatles eram maiores que Os Incríveis
Eloy Casagrande revela o que evitou fazer no teste do Slipknot: "Se fizesse, seria babaca"
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon

