Resenha - Through The Ashes of Empires - Machine Head
Por Tiago Trindade
Postado em 09 de março de 2004
Machine Head foi uma das minhas bandas favoritas de metal por muitos anos. Como todos sabem fizeram historia com o magnífico álbum de estréia Burn My Eyes e conseguiram manter o respeito nos dois discos seguintes. Com todo aquele boom do new metal, muita grana rolando, bandas pré-fabricados como Slipknot vendendo milhões e oferecendo um crescimento meteórico para a gravadora RoadRunner, acabou nem sobrando para Robbie Flyn e companhia, que por falta de bom senso ou pressão da gravadora lançaram um disco muito muito ruim como o SuperCharger que me deixou profundamente decepcionado como fã.

Se no penúltimo álbum eles soavam como uma auto-paródia, um sub-produto deles mesmos como dezenas de bandas que existem por ai, parece que neste recém lançado Through the Ashes of Empires, eles finalmente encontraram sua redenção. Resolveram fazer o inevitável e clássico esquema de volta ás raízes, para se revigorarem e reafirmar o peso de sua reputação conseguindo exalar inspiração como há muito tempo não faziam.
Logo na primeira faixa e música de trabalho, "Imperium", dá para sacar que não se trata apenas de saudosismo forçado. Eles soam tão pesados e técnicos como em qualquer faixa do primeiro disco, obscurecendo muito de seus conterrâneos que sempre voltam ás raízes em cada disco. Para o agrado dos fãs mais fiéis o Machine Head consegue conciliar experimentos e melodias bem colocadas com a fúria dos primórdios e influência de bandas do New Wave of Britsh Heavy Metal como o saudoso Tygers of Pan Tang, sintetizando modernidade e tradicionalismo, coisa que poucas bandas conseguem fazer. É o caso de "Vim" uma das melhores músicas já compostas pelo Machine Head em toda a sua carreira com todas as cavalgadas, riffs e solos (!!!!) de guitarras, bumbos duplos e insanidade oferecida pelo grupo.
Outro grande destaque é "Descend the Shades of Night" uma canção meso balada meso porrada com um encerramento que lembra os melhores momentos do metal oitentista, onde Rob Flyn mostra suas indiscutíveis qualidades como vocalista, sendo muito versátil e mostrando muita sensibilidade, adjetivo muitas vezes ofuscado pela técnica ou postura carrancuda que muitas bandas de metal ainda insistem em explorar.
Este disco do Machine Head faz acreditar que ainda é possível encontrar vida inteligente hoje, num meio tão desgastado como o Metal, e conseguir amadurecer sem necessariamente esquecer de suas raízes.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ritchie Blackmore anuncia reencontro com Deep Purple após mais de 30 anos
5 bandas clássicas do prog rock que não têm mais nenhum membro original
A banda que se preparava para dominar os anos oitenta, mas a tragédia chegou antes
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore adorava, mas não conseguia tocar ao vivo
Ritchie Blackmore conta que pediu a Ian Gillan para tocar com Deep Purple
Asia lança vídeo de "Echo of You", faixa de seu próximo disco
Phil Collins revela qual trabalho considera o melhor de sua carreira solo
A melhor música de Bob Dylan de todos os tempos, segundo Paul McCartney
A opinião de ex-vocalista sobre o estilo de Yngwie Malmsteen ao cantar
Blaze Bayley diz que compor com Steve Harris supera show em São Paulo
Slaughter to Prevail é anunciado como atração do Liberation Festival
A música do Nightwish que conquistou Steve Harris, líder do Iron Maiden
As 40 melhores músicas da história do nu metal, segundo a Louder
Geddy Lee relembra o sinal mais "insano" da presença do falecido Neil Peart na nova turnê do Rush
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982



Vídeo do Machine Head é citado pela Louder como um dos melhores da história do nu metal
Como o Celtic Frost influenciou o som do Machine Head, segundo Robb Flynn
Por que Robb Flynn, do Machine Head, não faz um "Burn My Eyes - Parte 2"
Robb Flynn não imaginou que o Machine Head fosse durar tanto tempo
Robb Flynn teve overdose na noite em que assinou com a Roadrunner


