Resenha - Devil's Ground - Primal Fear
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 09 de fevereiro de 2004
Nota: 8 ![]()
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O estardalhaço em torno do nome Primal Fear surgiu aqui no Brasil quando a banda havia lançado em 1999 o seu segundo CD, "Jaws of Death", que trazia uma boa dose de composições melódicas, agressivas e sem deixar de lado o heavy tradicional que o grupo se dispôs a fazer desde o seu início em 1998. A consolidação do nome do conjunto só aumentou por aqui quando saíram os discos "Nuclear Fire" de 2001 e o "Black Sun" de 2002, e certamente irá se manter agora em 2004 com o lançamento deste quinto álbum de estúdio, "Devil’s Ground".
Se a temática utilizada musicalmente nestes discos de grande impacto do quinteto alemão foi retomada em "Black Sun" após a banda investir em algumas doses de hard rock no "Nuclear Fire", o trabalho aqui em "Devil’s Ground" se mantém em meio às raízes do heavy tradicional (com uma incrível influência de Judas Priest), mas nunca deixando de lado o power/melódico tipicamente Helloween. Ralf Scheepers (vocal), Stefan Leibing e Tom Naumann (guitarras), Mat Sinner (baixo – também responsável pela produção do CD) e Randy Black (bateria) conseguiram fazer de "Devil’s Ground" um disco bom, porém, não nota "dez", já que para esta nota eu reservo os álbuns "Jaws of Death" e "Nuclear Fire", enquanto que com um "nove", para mim, fica o "Black Sun". Ou seja, este novo disco é bom sim, mas não consegue ser ótimo quanto seus antecessores, e, diga-se de passagem, fazer algo melhor que estes outros três discos parece uma tarefa um tanto quanto impossível.
Em uma linha à Judas Priest o disco abre com "Metal is Forever", uma das composições que maior impacto deve causar na nova turnê mundial da banda. Em uma linha parecida está a faixa "Visions of Fate", outro bom momento do álbum, especialmente quando destacamos algumas simples passagens atmosféricas que a banda utilizou nesta faixa, e também, o refrão bem melodioso. O disco dá seqüência com a agressiva "Sea of Flames" que lembrará um pouco o disco "Jaws of Death", enquanto que a outra boa música intitulada "Sacred Illusion" lembrará um pouco as canções presentes no "Nuclear Fire". A melhor música na minha opinião é "Soulchaser", com um instrumental extremamente coeso com uma interpretação de Ralf Scheepers para deixar de queixo caído todos que duvidavam de suas qualidades no tempo de Gamma Ray, voltando nesta faixa um refrão bem melodioso. Por ser diferente a faixa "Wings of Desire" merece destaque, faixa que possui tantas passagens melódicas e cadenciadas que por muito pouco não acabou sendo uma balada! Fechando o material há uma pequena introdução "narrada" por uma voz um tanto quanto obscura, que empresta o seu nome ao disco.
Muitíssimo recomendado aos fãs do Primal Fear, certamente um disco que não abriu mão de se manter fiel aos princípios "metálicos" dos cinco alemães. Mas eu acho que quem não conhece a banda aqui resenhada e gostaria muito de conhecer, sugiro começar a ouvir os discos "Jaws of Death", "Nuclear Fire" e "Black Sun", já que são nestes três CD’s que estão os melhores momentos do conjunto, e depois chegando a este bom "Devil’s Ground". Parabéns à Nuclear Blast que está trazendo mais este grande lançamento ao mercado nacional.
Site oficial: www.primalfear.de
Line-up:
Ralf Scheepers (vocal);
Stefan Leibing (guitarra);
Tom Naumann (guitarra);
Mat Sinner (baixo);
Randy Black (bateria).
Track-list:
01. Metal is Forever
02. Suicide & Mania
03. Visions of Fate
04. Sea of Flames
05. The Healer
06. Sacred Illusion
07. In Metal
08. Soulchaser
09. Colony 13
10. Wings of Desire
11. Heart of a Brave
12. Devil’s Ground
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