Resenha - Ritual - Shaman
Por Barbara Lima
Postado em 30 de novembro de 2003
Após vários atrasos de distribuição e adiamentos de lançamento o álbum de estréia da banda Shaman (que reúne antigos integrantes da bem-sucedida Angra mais o irmão de um deles) chegou a ser chamado mais esperado. Antes de seu lançamento, o grupo fez show de lançamentos aqui no Brasil e em alguns países latino americanos. O nome: Ritual, já nos deixa ansiosos... A capa é inspiradora. Um pajé e um cenário muito bem desenhados ( pelo mesmo cara que fez as últimas capas dos CDS do Rhapsody)... Mas, e o conteúdo?.
O xamanismo foi um o tema abordado. Os convidados são escolhidos a dedo. Já que as músicas desse disco iam ter um ar místico (apesar dos temas secundários de cada música) o disco era um todo e cada música tem seu peso, os instrumentos são os mais variados possíveis, além dos convencionais do estilo Heavy Metal ainda tem violinos, flautas.
A música "Ancient Winds" já chega dando a impressão de que o Shaman não quer deixar o melhor por último e é de tamanha magia e grandiosidade que acho que não dá pra expressar ao certo tudo que essa música é de bom. Começando pelo ar místico, e seguindo progressivamente, logo fundindo-se ao erudito por entre violinos, flautas, harpas e escutando em alguns momentos uma leve guitarra. Logo "Here I Am"(uma das minhas preferidas) vem para confirmar isso em grande estilo massacrando com guitarras feitas com muito trabalho por Hugo Mariutti que declarou que teve que fazer em média umas 3 ou 4 guitarras por música (claro que sem contar com a anterior "Ancient Winds"). No meio da música André mostra sua habilidade no piano. Violinos também mostram que combinam com o metal. O vocal de André é exepcional e notamos que há diferenças entre a época do Angra e agora no Shaman. Distant Thunder é uma faixa um tanto cativante. Confesso que o começo com cachorros latindo não me deixaram interessada mas logo baixei a cabeça e "engoli" o meu pensamento. A música é muito boa, a letra e o modo como foi inserida na música também são cativantes.A "For Tomorrow" também é uma das minhas preferidas. A introdução com leves batidas, flautas e violão me deixaram na expectativa, gostei, principalmente da introdução da guitarra e o jeitinho de cantar do André Matos. A música fala de povos que aclamavam deuses e coisas do tipo bem de acordo com o proposto pelo título do CD. O desfecho da música, deu destaque ao violino de Marcus Viana (Sagrado) que também me agradou muito. O piano dá inicio a mais uma música excelente intitulada de "Time Will Come" que fala sobre vender almas. No refrão, passagens meio macabras " A hora vai chegar....Dar a alma" mas que para os que gostam de Heavy Metal é comum e típica. Também devo lembrar da gaita de fole presente na metade da música. "Over Your Head" é outra música da qual eu não gostei muito da introdução mas logo que ela se exalta fica perfeita. Também uma das minhas preferidas acho que por ser mais diferente. Ela tem um perfil em que parte é calma e em outras é pesada, é cheia de detalhes, um deles é a percussão, agora muito ultilizada. "Fairy Tale" tem uma referência:A música que fez parte da trilha sonora da novela global "O Beijo do Vampiro", tema do personagem de Tarcísio Meira foi, segundo Matos colocada quase que sem o conhecimento imediato da banda mas agradou. Para a novela vale a versão editada chamada de "Fairy Tale (Gregorian Version)", a mesma do clipe. No início vozes femininas dão mesmo um ar gregoriano a música tida como uma nova balada do Metal, já que é melódica (acho que a única do CD "Ritual"). Uma presença notável de violinos também fazem parte dos recursos utilizados na faixa mas que não são de autoria do Marcus Viana, pelo ou menos no CD porque nos shows é ele quem tem essa responsabilidade. "Blind Spell" é uma música que tem muitos pontos altos como as guitarras e a bateria. Foi a mais trabalhosa para a banda e principalmente para o Hugo Mariutti. Como eu não escutei a primeira versão da música, não há muito que comentar sobre ela.
A responsabilidade de música título do álbum cai com muita expectativa sobre "Ritual". Gostei muito da entonação da voz de André Matos na música e do coro formado por André, Luís e Hugo na hora do refrão. Na metade da música tem um solo muito bom de guitarra. E a bateria de Ricardo é como em todas as músicas que toca muito boa e tem uma presença marcante. André solta seu agudo. "Pride" foi de acordo com o grupo a mais rápida a ser composta. Para se ter uma idéia, ela foi confeccionada durante a gravação do CD. Nela um outro convidado ilustre aparece soltando a voz com André Matos. Seu nome é Tobias Sammet (Edguy e Avantasia) e é ótimo vocalista. A música é barulhenta mas é outra muuuuuito boa! Para fechar, vamos fazer um comentário geral sobre o CD "Ritual". Antes de tudo o CD superou todas as minhas expectativas. Entre os convidados estão velhos amigos do vocalista André Matos como Sascha Paeth, Marcus Viana, Tobias Sammet e Fábio Ribeiro todos eles fizeram parte da lista de convidados para a Ritual World Tour no Brasil.Todo o CD é uma viagem ao estilo Mystic Metal rotulado pela crítica, mesclando World Music, música erudita e o óbvio: Heavy Metal.
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