Resenha - Don't Break The Oath - Mercyful Fate

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Por James Dio
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Sem duvida alguma a década de 80 foi a mais rica e significativa para o Heavy Metal e suas derivações. Década marcada pela enxurrada de lançamentos de álbuns históricos representando a melhor fase das melhores bandas de metal já surgidas. E faz parte dessa grande riqueza artística o maravilhoso Don’t Break The Oath (1984), do legendário Mercyful Fate. Nunca o satanismo tinha sido tão perfeitamente representado até o lançamento desse álbum. Desde de bela capa, que traz uma das inúmeras representações do demônio cercado por chamas e apontando pra você, o visual sinistramente fascinante de King Diamond e seu vocal incomparável e originalíssimo, o talento absurdo de todos os músicos, e é claro, a própria música, um Black Metal com Heavy Tradicional. Simplesmente perfeito!

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A Dangerous Meeting – logo de cara um dos maiores clássicos da banda. Riffs alucinantes e cheios de variações servem de introdução para essa pérola do black metal. O vocal de King é um show a parte, mesclando uma linha vocal tradicional com vozes agudíssimas (aqui na sua melhor forma). Solos magníficos da dupla Shermann e Denner.

Nightmare – O baixo de Timi e a bateria de Ruzz formam um ritmo bem sinistro na abertura dessa grande música, em seguida explodindo em riffs rápidos acompanhados por um baixo que mais parece um bumbo duplo e os vocais belíssimos do King. No meio da musica há uma modificação total no ritmo, se transformando num som hipnótico, pra lá de macabro e terminando com um solo fantástico de Shermann.

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Desecration of Souls – Segundo o próprio King, essa música foi composta em um cemitério, com o nome de A Night of a Full Moom, e com letras diferentes da versão do Don’t Break. Os riffs produzidos pelas guitarras são excelentes, servindo de base enquanto King, com sua voz agora gutural, recita os primeiros versos da letra da musica. Depois de um breve e ótimo solo de Denner e o pedal duplo de Ruzz entra King cantado a musica inteira com sua voz em seu tom natural e com uma interpretação onde fica clara suas influencias do blues e rock antigo. Há um emocionante solo de Shermann e Denner com a melodia do baixo te Timi. Inspiradíssimo! 10

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Night of the Unborn – Abre com outro grande solo de Shermann, e ao contrario da musica anterior, King canta a musica inteirinha com um vocal agudo, potentíssimo(coisa que ele não consegue hoje em dia). Note que a melodia vocal empregada por King, é totalmente diferente das bases. O instrumental é bastante complexo, as guitarras e o baixo são bem variados, e a bateria tem quebradas inusitadas. Uma ótima música!

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The Oath – A música que inspirou o título do álbum. Uma introdução tenebrosa, com teclados arrepiantes, chuva trovões, sinos, e King realizando um reza declarando sua devoção pelo satanismo. Nessa musica fica evidente a riqueza de talento dos músicos. São impressionantes os detalhes que cada um coloca em cada segundo da musica para deixa-la perfeita. Peso, rapidez, variações, solos perfeitos. O clima que essa musica transmite é a essência da ideologia do Mercyful Fate. Mais um clássico.

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Gypsy – Outro grande clássico, que abre com um agudo de King e riffs marcantes, daqueles que elevam sua alma banger, e o faz agitar na hora e durante a música inteira! Solos incríveis com duetos maravilhosos, e King mostrando toda a versatilidade que sua voz proporciona. Presença garantida nos shows da banda!

Welcome Princess of Hell – Musica muito boa. Mais parada e arrastada. Outra interpretação diferente do King, mais rasgada. Acelera no refrão, e a voz de King volta pro seu tradicional agudo. Destaque para o arraste do baixo durante o refrão. Muito bom!

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To One far Away – Primeira música totalmente instrumental do Mercyful Fate! Com uma base acústica e tendo como diferencial os vocais de King em coro dando uma harmonia bastante bonita, e com breves solos. Belíssima! Infelizmente muito curta!

Come to the Sabbath – Clássico dos clássicos de toda a carreira do Mercyful Fate! A melhor do disco! O que não é pouco! A musica começa com King lhe convidando para o tradicional SABBATH, e realizar o ritual para invocar e louvar Satanás. Depois de uma segunda introdução com teclados, tem o melhor riff já produzido pela banda! Impossível ficar parado! E então o pau come até o refrão contagiante. O solo em dueto de guitarras é absurdo, e Ruzz quebrando tudo na bateria, e então da aquela parada.Teclado, voais em coro do King, acompanhamento de guitarras, formam um belo momento da musica. Batidas fortes na bateria, riffs potentes e se inicia outra parte da musica. Excelente!
Nota 1000!

Tudo que eu tentei falar aqui não representa nem 0,1% do que o MF realizou nesse álbum. Portanto se você ainda não escutou esse disco não perca tempo e faça-o!

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