Resenha - Winterheart's Guild - Sonata Arctica

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Por Rafael Carnovale
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Os finlandeses do Sonata Arctica rapidamente alcançaram um "status" respeitável por toda a Europa, principalmente graças às turnês realizadas com o Stratovarius e Rhapsody, e um sucesso estrondoso no Japão (por muitos considerado o paraíso do metal melódico). Após lançarem seu primeiro cd ao vivo "Songs Of Silence – Live in Tokyo", o tecladista Mikko Harkin saiu da banda, deixando os membros remanescentes com a necessidade de procurar um tecladista, pois iriam entrar em estúdio para gravar o sucessor do cd "Silence". E se o Sonata já é comparado diretamente ao Stratovarius, quem seria a melhor escolha? Acertou quem falou o nome de Jens Johansson, que pilota os teclados em quatro músicas deste novo cd, ficando as restantes à cargo do vocalista Tony Kakko.

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"Winterheart’s Guild" é de longe o melhor cd já lançado pela banda. A primeira faixa "Abandoned, Pleased, Brainwashed, Exploited" (que título), que por sinal foi a abertura do shows do Sonata no Japão (aonde o cd saiu com quase um mês de antecedência do resto do mundo, sem contar a faixa bônus) é o típico power/speed influenciado por Stratovarius, mas com diferenças: a banda está investindo muito na mudança de andamentos, e Kakko manda bem nos teclados. Já a segunda faixa é uma bela semi-balada "Gravenimage", com um bom vocal de Tony e uma banda bem coesa. Duas faixas que diferem do padrão adotado pela banda. Mas já nas faixas "The Cage" (um bom speed melódico), "Silver Tongue" (outro power cadenciado muito interessante), o primeiro single "Victoria’s Secret" (mais um speed bem legal) e "Champaigne Bath" (que lembra bastante o estilo de Yngwie Malmsteen nas músicas, não nos solos) a banda se aproxima muito de seus compatriotas do Stratovarius, principalmente pelo excelente teclado de Jens Johansson, que possui um timbre inconfundível e um talento reconhecido. Não são faixas ruins, mas fica sempre aquele stigma de que toda banda vinda da Finlândia tem que seguir os passos das bandas que vieram anteriormente (até o Nightwish sofre um pouco isso). Mas chamá-las de ruins, não mesmo. Só são extremamente repetitivas, parecem ter saído dos outros cd’s da banda.

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O Sonata acerta a mão quando foge do óbvio, como nas baladas "The Mistery" (que bela performance da banda) e na semi-pesada "Draw Me" (aonde Kakko mostra que poderia ter pilotado os teclados em todo o cd) e na especial "Broken", aonde a banda flerta com o metal gótico (belíssimos teclados de Kakko), com andamentos lentos e vocais contidos de Kakko. Esta é sem dúvida a melhor faixa do cd, e mostra o talento que a banda tem, finalmente moldando sua personalidade.

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O Sonata Arctica acaba de nos oferecer seu melhor cd. Ainda está muito preso ao estilo Stratovarius de ser, mas começa a se definir melhor como banda. Se continuar assim o próximo será matador. Vale conferir.

Site oficial: http://www.sonataarctica.com

Line Up:
Tony Kakko – Vocais, Teclados
Jani Lumatainen – Guitarras
Marko Paasikoski – Baixo
Tommy Portino – Bateria
Jens Johansson – Tecladista Convidado.

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Lançado pela Universal/Spinefarm em 2003.




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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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