Resenha - Hammered - Motorhead

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Por Rafael Carnovale
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Nota: 10

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Mr. Ian “Lemmy” Kilmister: O cara. Aquele que você jamais desejaria encontrar num bar para discutir ou tomar umas cervas. O cara, que segundo Ozzy Ousborne, “está vivo por um milagre de Deus de tanto que bebe”. E ainda leva a cabo uma das bandas mais expressivas do rock and roll / heavy metal: MOTORHEAD. Rock Pesado, com pitadas heavy, e o vocal inconfundível de Lemmy, um dos pais do gênero gutural. E talvez a banda que mais lance discos por ano: podem reparar que todo ano tem o cd de estúdio, um ao vivo, uma coletânea. Oportunista? Creio que não. É foda mesmo, uma puta banda que dá aula de como fazer rock and roll.
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O novo cd de estúdio, Hammered, não foge à regra: a capa como sempre traz o famoso monstro Motorhead, dourado e com asas, um “Ace of Spades”. O cd já nos brinda com duas faixas massacrantes no início: a rockeira “Walk a Crooked Mile”, aonde a banda explora os duetos vocais entre Lemmy e seu fiel escudeiro Phill Campbell, e a pesada “Down The Line”, no estilo Motorhead de ser: agressiva, com guitarras carregadas de peso, uma bateria magnífica, cortesia de Mr. Mickey Dee. “Brave New World” vem em seguida, sendo aquela música speed metal que o Motorhead sempre faz, com uma introdução de bateria potente e guitarras agressivas e melódicas, como sempre características da banda. Ah, não tem nada a ver com Iron Maiden , ok?

Destaques? Difícil. O Motorhead tem mantido uma constância em seus últimos cd’s que chega a ser irritante: todas as faixas são boas, mas há momentos de empolgação na super rockeira “Mine All Mine”, cuja introdução lembra de leve “I was Made for Lovin’You” do Kiss, a hard anos 80 “Shut Your Mouth”, hard, porém com as características “Motorheadianas”, “Dr. Love”, aonde temos um excelente entrosamento entre o baixo super distorcido de Lemmy e a guitarra perfeitamente colocada de Campbell, e a pesadíssima “No Remorse”, que traz elementos de Thrash, e um vocal extremamente agressivo. Para fechar o cd, a rapidíssima Red Raw, bem ao estilo de Ace of Spades, e o discurso de Lemmy em “Serial Killer”. De bônus o cd traz duas faixas, “The Game”, usada no cd “WWF Championship” e “Overnight Sensation” ao vivo, com a pegada da banda mais afiada do que nunca.

Podem dizer que a banda se repete, que não muda de estilo, que os cd’s são previsíveis, mas porque mudar se está tão bom? Que continue assim. Vida longa ao Motorhead!!!!

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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