Resenha - Equilibrium - WhiteCross
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 15 de junho de 2003
Nota: 7 ![]()
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Ano: 1995
O WhiteCross é uma das grandes e pioneiras bandas de white metal surgidas na década de 80, mais precisamente em 1987, donos de uma brilhante e influente carreira.

Nesta época, o grupo estava tentando se encontrar após a saída de seu exímio e fenomenal guitarrista Rex Carrol, que também era um dos principais compositores e líderes da banda. Para elucidar melhor, Rex ganhou inúmeros importantíssimos prêmios, como o de melhor guitarrista dos EUA em 1986, dois Dove Awards (prêmio máximo da música cristã) e cinco Heaven´s Metal Guitar Hero (incluindo o de melhor guitarrista da década), além de seu vasto conhecimento técnico, influência certa para milhares de jovens cristãos. O WhiteCross pode ser dividido em A/C (antes de Carrol) e D/C (depois de Carrol). A ferida aberta no coração dos fãs com sua saída nunca foi fechada, mas Equilibrium é uma válida tentativa de continuar.
Definir o som é difícil; diria que um Hard Rock Moderno, climático, sentimentalista e peculiar.
Rex saiu, mas Scott Wenzel (vocalista e fundador da banda ao lado de Rex), continuava lá, e isto já é muito considerável, visto todo o seu conhecimento, experiência e técnica, além de ter uma voz agradabilíssima, perfeita para o rock.
A primeira faixa, Faraway Places, é, fácilmente, a melhor do álbum. Solos escondidos na marcação da bateria, baixo no lugar certo, atmosfera única sobreposta pela voz rasgada de Scott, refrão muito marcante, fazem com que sejas conquistado logo na primeira audição.
Rubberneck perde-se em efeitos repetitivos e massantes. Poderiam ter variado mais. Êta efeito chato, meu Deus! O único que agrada é o vocalista. Música dispensável.
Collide é mais empolgante. Os saltos e levadas da guitarra são mais agradáveis, Scott vai do mais cadenciado ao mais áspero, todos os músicos se encaixaram melhor. Boa música.
This One é uma balada, que mostra um Scott Wenzel mais doce. Em certo ponto fica mais energética, com excelente puxada. Conta a participação dos outros integrantes nos excelentes backing vocals, perfeitos pra esse tipo de coisa. Grande canção!
Fallen, The Balance e Plowed Me Down apostam num hard rock único, climático, variado e funcional, umas mais acertadas que outras, mas todas muito boas, com bom relacionamento entre os integrantes, backing vocals quase sempre bem encaixados e positivos, e alguns solinhos aqui ou ali.
Now começa só com baixo e bateria, até entrar um dueto de guitarra e voz. Os gritinhos de "Nowwwwwwwww..." agradam de início mas ficam repetitivos. As variações da guitarra salvam o resto.
Full Crucifixion só perde para Faraway Places. Tem um clima muito bom, vocal diferenciado das outras, refrão cativante, todos os instrumentos bem nítidos. A música mais bem equilibrada e entrosada do álbum. Dá vontade de ouvir muitas vezes. Excelente!
Windows é algo mais aberto. O vocal no início lembra muito Bono Vox, mas logo volta ao normal. Levadinha clássica, uma mescla de anos 80 com 90, outra excelente música, extremamente agradável.
No final, Equilibrium se mostra um álbum mediano, com algumas músicas excelentes, cativantes e bem acertadas, e outras repetitivas e maçantes. Não é ruim, mas deixa a impressão de que falta alguma coisa. Falta talvez um gênio do porte de Rex Carrol. É inegável que ele faz falta e a banda nunca mais foi a mesma sem ele. É menos brilhante, menos majestosa, menos eficiente, mas ainda é o WhiteCross, e isso está de bom tamanho. Só por isso já vale uma conferida. Se tiver a oportunidade, ouça. É, no mínimo, interessante.
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