Resenha - Acqua - Frank Solari
Por Ricardo
Postado em 09 de fevereiro de 2004
Finalmente, depois de muito anunciado, sai o novo trabalho de Frank Solari, entitulado simplesmente Acqua, elogiadíssimo por mestres como Bob Dylan e Stanley Jordan. Verdade seja dita: demorou, mas a espera valeu mesmo a pena, pois esse é o melhor trabalho de Frank de toda sua carreira!

Como em seus trabalhos anteriores, aqui Frank passeia por diversos estilos musicais, e é claro, a guitarra rock, mas sem nunca cair na mesmice. Novamente temos um trabalho totalmente diferente dos anteriores, e muito mais maduro, cheio de belas e boas canções. Nesse disco, Frank ainda conta com algumas participações inusitadas, como Pepeu Gomes e Roberto Frejat (ele mesmo, um dos dinossauros do rock nacional, do Barão Vermelho!), entre muitas outras, como já era de se esperar.
O disco já começa com tudo, com a excelente "Catu". Sua intro contagiante já acerta de cara, uma mistura de rock com nosso famoso maracatú, resultando novamente em algo impressionante, inusitado e inovador! Não é a toa que eu acho Frank o melhor guitarrista brasileiro da atualidade! A seguir, aquilo que eu acho a mais bela composição de sua carreira, a viajante e maravilhosa faixa-título "Acqua". Não é possível! Há tempos que eu não via alguém tão criativo quanto Frank! Simplesmente maravilhosa, a guitarra viajante percorre sonoridades que me fazem sentir em estado de graça! E que maturidade musical, que feeling absurdo, sem falar a técnica, Frank inovou mais uma vez, e dá uma aula de harmônicos!
A seguir temos "Lucky Girl", com a participação mais do que especial de Pepeu Gomes, figura de muita importância na música brasileira, fazendo dueto com Frank na guitarra, um jazz/blues de primeiríssima! Depois temos a excelente "Tindum", onde mais uma vez Frank demonstra muita versatilidade, misturando funk e maracatú, com um resultado muito bom, sempre explorando novos campos! Roger Solari capricha nos slaps, enquanto Frank e Carlos Martau mandam muito bem na guitarra e na guitarra "krika".
"Na Pressão" é um alucinante jazz rock com André Gomes nos baixos, e o trio acelerando o ritmo e dando um show de instrumentação. Em seguida, o chorinho "Estrela, Estrela", com a breve, porém notável participação de Renato Borghetti tocando acordeon. Linda música com um show de sentimento e musicalidade!
A seguir, a ótima cover instrumental de "Going To California" do Led Zeppelin, com a participação de Roberto Frejat no violão, ambos, Frejat e Frank muito bem sintonizados e inspirados, sendo bem fiéis à versão original. O violão sublime de Frejat faz as bases de Jimi Page enquanto as letras de Robert Plant ecoam nas cordas de Frank de maneira muito inspirada! Dá até pra começar a cantar! Tenho que confessar, não curto muito a carreira solo de Frejat, mas aqui ele simplesmente se superou! Page e Plant se orgulhariam!
Depois dessa maravilhosa cover, temos mais uma vez a participação de Pepeu Gomes com Frank, e ainda com ambos assinando a excelente southern rock "Move It Up!", realmente, espetacular! Aqui Frank divide os solos com Pepeu, num dueto excelente! Grande música!
Em seguida, os irmãos Solari sozinhos mandam bem novamente com a boa "Luna", onde Frank comanda guitarra e teclado, e Roger fica com baixo, teclado e programação de sampler, resultando numa boa composição, com uma batida bem agradável. A seguir a boa "Cálculo Renal" (não me pergunte o porque desse nome!), com participação de Vitor Peixoto, mandando bem nos teclados e sinths, e a banda quebrando tudo em mais esse excelente jazz fusion, seguida por mais uma ótima jazz fusion mais acelerada, "Sintonia", com Eduardo Penz mandando bem no baixo, e Frank e Michel Dorfman fazendo um excelente dueto na guitarra e nos teclados. "Abertura" é um jazz choro muito bem trabalhado, com mais uma participação, Pedro Tagliani na guitarra acústica.
Para finalizar, a introspectiva e inspiradíssima "Bosque Das Águas", com carlos Martau mais uma vez na guitarra "krika". Essa música te faz pensar em lugares distantes, onde a água é cristalina, uma espécie de terra sagrada, onde as almas cansadas descansam. Tudo a ver, pois essa bela canção é um belo descanso depois da pauleira que foi esse disco, fechando com chave de ouro.
Frank Solari se supera mais uma vez com esse novo lançamento, e mostra que ainda tem muito que queimar pela frente. Como sempre, um trabalho bem versátil e eclético, onde o que vale, não é a técnica, não é o saber tocar um único estilo, e sim, a criatividade, o sentimento, a sintonia musical, resultando em belíssimas composições. Para as pessoas de mente aberta que curtem ouvir um bom som, novamente sem se importar com rótulos, Acqua é um prato cheio! Uma verdadeira obra-prima de um dos melhores guitarristas e músicos da atualidade.
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