Resenha - A Tribute to The Beast - Iron Maiden

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Rafael Carnovale
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


A Nuclear Blast está se especializando em lançar tributos às bandas mais influentes da cena rockeira/metálica. Depois dos dois volumes dedicados ao Accept, o tributo ao Scorpions e o discutido porém excelente tributo ao ABBA (sete entre dez rockeiros ouvem ABBA, não há como negar), chegou a vez da Donzela de Ferro. E já não era sem tempo... afinal, um dos maiores (senão o maior nome) do heavy metal já merecia ser lembrado pela gravadora, embora já tenham sido lançados diversos tributos, com qualidades distintas. Este mantém o nível de todos os tributos já lançados. Alterna momentos de alta qualidade, com momentos no mínimo questionáveis. A maioria das bandas preferiu manter o estilo original da música mexendo pouco nos rítmos. Se por um lado é uma maneira de respeitar uma entidade como o Iron Maiden, pode ser encarado como falta de criatividade. Mas isto depende da opinião pessoal de cada um.
4 acessosDuplas de guitarristas: Loudwire elenca suas dez melhores5000 acessosDream Theater: semelhanças na capa de álbum?

Ides of March / Purgatory (Steel Prophet): A influência de Maiden para a banda é clara e já foi admitida em entrevistas, portanto a presença deles é lógica e muito bem vinda. Rick Mythasin tem um vocal competente e a banda segura a onda, numa versão corretíssima e agradável da clássica Purgatory.

Aces High (Children of Bodom): Quem diria que Alex Laiho iria cantar Aces High! O vocal gutural e agressivo do frontman e guitarrista do CoB em teoria não seria adequado à potência melódica do vocal de Bruce Dickinson nesse clássico definitivo. Mas Alex compensa isso com uma garra e uma vontade enorme, fazendo soarem seus urros de maneira bem agradável. O instrumental é competentíssimo, mais rápido que o original e com a adição de um teclado discreto, que não compromete. Nota 10!

The Trooper (Rage): Já conhecida, gravada no cd End of All Days. Alto nível e vocalização perfeita por parte de Peavy Vagner. A banda mantém o estilo original da música, fazendo uma bela versão.

Hallowed be Thy Name (Cradle of Filth): SATIFICADO SEJA O NOME DE QUEM PÔS O CRADLE NESSA!!!! (Risos). Esta música saiu no cd bônus que acompanhava o cd CRUELTY AND BEAST. Os climas tétricos do início e a vocalização urrada de Dani Filth criam um clima diferente e muito legal, como num filme de terror. A banda conseguiu manter muitas características da versão original, mas adicionando seus elementos de black/death sinfônico, numa versão soberba.

Running Free (Grave Digger): Uma versão correta e bem fiel a original. Como se espera de um clássico do Maiden! Os vocais de Chris Bothendal lembram muito o Paul Di’anno de início de carreira.

Prowler (Burden of Grief): As bandas escolhidas revelam ter um excelente gosto, pois pegaram clássicos e músicas bem antigas do Maiden. Embora o Burden não tenha se dado tão bem. O vocal não parece se encaixar na música, comprometendo o resultado final, embora o instrumental esteja correto.

Die With Your Boots On (Sonata Arctica): uma banda de heavy mais nova prestando tributo aos mestres do metal. A adição de teclados ajuda a dar uma nova dimensão à música, e o vocal está muito bem encaixado, fazendo uma ótima versão. Destaque para os vocais dobrados, que ficaram excelentes.

Children of the Damned (Therion): Já lançada em cd, essa versão só mostra a competência com a qual o Therion grava suas covers. Com fidelidade ao original, a banda faz uma versão bem emotiva, só que o vocal ficou muito parecido com o vocal de Blaze Bailey, fato que motivou risadas por parte do vocalista Christopher Johnson.

Transylvania (Iced Earth): O famoso instrumental nota 10, que nessa versão continua nota 10. A banda acertou em não mexer na música, pois a mesma já é perfeita. Lançada anteriormente no cd HORRORSHOW.

Remember Tomorrow (Opeth): Uma banda de doom/black/death fazendo versão de uma música bem melódica como essa poderia deixar dúvidas quanto à qualidade da mesma. Mas a banda acerta em cheio, adicionando instrumentos de corda no início e mantendo a linha original, fazendo uma ótima versão.

The Number of The Beast (Sinergy): Finalmente Kimberly Goss soltou a voz numa cover, coisa que ela não tinha feito nas participações anteriores do Sinergy nos tributos do Abba e Scorpions. Tirando uns gritinhos do tipo “um rato entrou no estúdio” na voz de sirene aérea imortalizada por Bruce Dickinson, a banda faz uma versão contagiante de uma música contagiante... nota 10 de novo. Essa música é bônus da versão japonesa do CD SUICIDE BY MY SIDE.

Stranger in a Stranger Land (Disbelief): a banda tentou adicionar mais agressividade e vocais mais urrados numa música já agressiva por natureza... acabou exagerando, tornando a versão muito tediosa... uma queda de produção latente.

Flight of Icarus (Tierra Santa): Os espanhóis do Tierra Santa reduziram a velocidade do clássico do cd PIECE OF MIND, dando uma nova cara à música. Porém, durante a música o peso volta supremo, numa versão toda particular por parte da banda, que diga-se de passagem, embora diferente da original, ficou muito bem feita.

22 Acacia Avenue (Dark Tranquility): Uma versão fraca, comprometida pelos vocais guturais muito mal colocados. Não consegue combinar com a música.

Wrathchild (Six Feet Under): O mesmo caso, piorado pelo fato do vocal de Chris Barnes ser mais urrado do que todos os guturais anteriormente citados. De longe o ponto mais fraco do cd. Passe longe dessa.

Poweslave (Darkane): Uma versão correta, respeitando bem o estilo cadenciado do clássico que dá nome a um dos melhores cd’s da dozela.

Resumindo... como todo tributo, merece uma conferida, principalmente pelas versões do Children of Bodom, Sinergy e Therion. Bandas mais heavy como Sonata Arctica e Steel Prophet fizeram adequadamente seu papel, enquanto que bandas como Six Feet Under e Dark Tranquility não conseguiram bons resultados. E temos as surpresas, como no caso do Crade of Filth e Opeth. Altamente recomendável. Embora a Nuclear Blast pudesse por mais bandas do seu “cast” como Helloween, Manowar... iria ficar ainda melhor... e uma curiosidade... porque o nome Iron Maiden não aparece na capa do cd?????

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de A Tribute to The Beast - Iron Maiden

5000 acessosResenha - A Tribute to the Beast - Iron Maiden

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Iron MaidenIron Maiden
Steve Harris assiste show do Metallica no Canadá

4 acessosDuplas de guitarristas: Loudwire elenca suas dez melhores281 acessosBruce Dickinson: voando em um bombardeiro da II Guerra Mundial0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Iron Maiden"

Pré-Guitar HeroPré-Guitar Hero
Os primeiros rockstars em video-games

MegatallicaMegatallica
Mashup do Iron Maiden com Judas Priest

Dimebag DarrellDimebag Darrell
Em 1993, citando suas 12 músicas favoritas

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Iron Maiden"

Dream TheaterDream Theater
Estranhas semelhanças na capa de álbum

Mr CatraMr Catra
Uma lista das suas maiores influências no rock

MetallicaMetallica
Jason Newsted, 14 anos de humilhação

5000 acessosRockstars que atacaram a igreja, Jesus Cristo e Deus5000 acessosFotos de Infância: Ozzy Osbourne5000 acessosCradle Of Filth: Dani Filth explica seu conceito de religião5000 acessosRoadrunner: os dez melhores vídeo-clipes da gravadora5000 acessosHard e Metal: as dez fotos mais bizarras de bandas do gênero5000 acessosFênix do Rock: 5 momentos que fizeram Axl Rose renascer na música

Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

Mais matérias de Rafael Carnovale no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online