Tom Morello: ele é um cara do Metal, mas detesta as letras do gênero
Por Bruce William
Fonte: Ultimate Guitar
Postado em 14 de setembro de 2017
O guitarrista Tom Morello (Rage Against The Machine/ Audioslave/ Prophets of Rage) falou sobre sua relação com o Metal, durante conversa em setembro de 2017 com The Red Bulletin, confira abaixo um trecho.
"Alguns de meus heróis estão na música, mas muitos não estão", começa Tom. "Cresci em uma família politizada. Meu tio avô foi Jomo Kenyatta, que liderou a luta da independência no Quênia contra a Grã-Bretanha. Quando eu estava crescendo, o Black Panther, Che Guevara e Weather Underground eram muito importantes pra mim. Eram pessoas que lutavam contra as injustiças com todas as suas forças", explica.
Segue o guitarrista: "Não encontrava aquilo na música, até que descobri The Clash e depois o Public Enemy, artistas que compartilhavam meu ponto de vista. Gostava da musicalidade do Metal, mas as letras eu apenas tolerava. E de repente apareceram estes artistas que faziam música que me atraia e também pensavam como eu", conta.
"Lembro claramente de ouvir 'London Calling' do The Clash pela primeira vez, que eu gravei em fita cassete do disco de um amigo. Eu achei que fosse um disco de Heavy Metal por causa do cara na cara esmagando a guitarra, achei que seria fantástico", relata Tom. "Daí fiquei surpreso em saber que não era Metal, mas mesmo assim era grandioso. Foi uma das grandes surpresas que tive na vida".
Ele continua: "Lembro de derramar lágrimas por aquelas músicas e não conseguia acreditar que as letras fossem tão elegantes e inteligentes - e elas eram profundas! As ideias que eu tinha em mente eram ditas por uma banda a 9.500 kms, não conseguia acreditar naquilo. Me fez sentir menos sozinho em minhas convicções ainda iniciais sobre justiça e luta contra o poder".
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