RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos

Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock

O músico que intimidou Jimmy Page; "Não conhecia ninguém que tocasse daquele jeito"

Como Black Sabbath teve dois cantores seguidos que interpretaram Jesus Cristo?

Após quatro décadas, formação original do Slaughter se reúne

A banda clássica dos anos 70 que Noel Gallagher chamou de "uma merda"

O álbum do Nirvana que Kurt Cobain mais se orgulhava de ter feito

Qual seria a melhor música de cada álbum do Iron Maiden?

As melhores músicas de cada álbum do Opeth, segundo a Loudwire

Kirk Hammett compara integrantes do Thin Lizzy a super-heróis

Ann Wilson (Heart) anuncia novo álbum do projeto paralelo Tripsitter

O álbum do Guns N' Roses que Axl Rose queria superar; "Quero crescer como artista"

O gigante do jazz que impressionou Angus Young; "um dos maiores músicos de todos os tempos"

Quando Geezer Butler descobriu o tamanho da influência do Black Sabbath

Geezer Butler não descarta chance de se reunir com Tony Iommi para escrever músicas inéditas


Stamp
Eminence

O disco do System of a Down que Tom Morello chamou de "música de maluco"

Por
Postado em 07 de junho de 2026

Tom Morello apareceu no estúdio enquanto o System of a Down gravava "Toxicity" e encontrou uma banda que parecia funcionar em uma lógica própria. Não era só peso, nem apenas rapidez, nem aquele nu metal mais previsível que dominava parte do começo dos anos 2000. As músicas mudavam de direção sem aviso, misturavam humor absurdo, política, melodia armênia, gritos, riffs secos e trechos que pareciam vindos de outra banda dentro da mesma faixa.

System Of a Down - Mais Novidades

Foto: Reprodução - YouTube - VEVO
Foto: Reprodução - YouTube - VEVO
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A reação dele foi curta e perfeita para a situação: "Isso é música de maluco". A frase, lembrada em reportagem da Metal Hammer publicada pela Louder, não era uma ofensa. Era quase uma constatação diante de um disco que, mesmo depois de pronto, continuaria difícil de encaixar em qualquer gaveta confortável.

"Toxicity" foi lançado em 4 de setembro de 2001, três anos depois do álbum de estreia do System of a Down. A banda já vinha crescendo na cena de Los Angeles, mas o segundo disco levou tudo para outra escala. O álbum estreou em primeiro lugar na parada americana da Billboard, algo improvável para um grupo que abria o disco com "Prison Song", uma crítica ao sistema prisional dos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O material havia sido gravado em um clima intenso. A banda entrou no Cello Studios, em Hollywood, com Rick Rubin novamente envolvido na produção, e tinha mais de 40 músicas para escolher. Daron Malakian prometia várias camadas de guitarra em cada faixa, enquanto Serj Tankian alternava canto, grito, fala, ironia e frases que nem sempre se entregavam na primeira escuta.

Essa sensação de excesso era parte do método. "Needles", por exemplo, quase virou uma crise interna por causa de uma palavra na letra. Rick Rubin chegou a dizer que sentiu que a banda poderia acabar por causa daquela discussão. Em outro momento, Daron e John Dolmayan brigaram fisicamente, foram parar no hospital e depois ficaram rindo lado a lado enquanto levavam pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Nesse contexto, a frase de Morello ganha ainda mais sentido. Ele não estava diante de uma banda tentando parecer diferente de forma proposital. O System realmente parecia empilhar ideias até o limite: "Chop Suey!" mudava de clima como se fosse várias músicas comprimidas; "Toxicity" transformava Los Angeles em uma imagem doente e vibrante; "Aerials" fechava o álbum em tom quase ritualístico; e "Prison Song" começava o disco com uma denúncia direta, mas musicalmente quebrada em várias partes.

O curioso é que toda essa estranheza não impediu o álbum de se tornar enorme. Pelo contrário. "Toxicity" fez o System of a Down sair da condição de banda esquisita cultuada por meia dúzia para virar uma força popular dentro do rock pesado. A própria Pitchfork, ao revisar o disco anos depois, destacou como ele prosperou apesar de uma indústria inclinada a fórmulas pop mais simples, justamente por combinar peso, crítica política e humor absurdo de um jeito pouco comum.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A definição de Tom Morello talvez funcione porque não tenta arrumar demais o que o SOAD fazia. "Toxicity" é um disco político, pesado, melódico, caótico, engraçado, sombrio e às vezes quase cartunesco - tudo ao mesmo tempo. Chamar aquilo de "música de maluco" era um jeito simples de reconhecer que, ali, a bagunça tinha método. E, para muita gente, foi justamente essa loucura organizada que fez o álbum sobreviver tão bem.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Sepultura

publicidadeGustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
Mais matérias de Bruce William.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS