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Nervosa: mulheres entrevistam Fernanda Lira

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Por AD Luna, Fonte: Interdependente
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Aproveitando a presença da Nervosa no Abril pro Rock 2017, o pessoal do programa de rádio local Pesado – Lapada para Todos os Gostos, convidou algumas das mulheres que atuam na cena pesada recifense para fazer perguntas dirigidas à vocalista, Fernanda Lira. Abaixo, a transcrição de respostas da artista.

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Hilda Santos, produtora de eventos e da banda de crossover Realidade Encoberta, perguntou como foi o início da carreira da banda e a diferença daquele tempo para o momento presente.

Fernanda: Foi como o começo de toda banda. Vontade de se entregar, vontade de seguir um sonho. Eu a Prika já tínhamos feito parte de várias outras bandas e aí a gente viu que tínhamos os mesmos objetivos e o mesmo "sangue nozóio". A partir daí, a gente começou a compor e abrimos mão de tudo que vocês possam imaginar, de trabalho, de faculdade... Tudo umas porralôca, né, gente? Abrimos mão de estar com a família o tempo todo, de relacionamento. Abrimos mão de tudo pra, realmente, seguir o que a gente acreditava. No começo foi bem difícil a questão de aceitação, porque tudo que é muito novo está sempre aberto para [receber] crítica. E, naquela época, um trio de thrash metal só de mina ainda era algo novo, né? Se for comparar com a quantidade de trio de homem que tem. Mas hoje em dia tá muito mais fácil. A galera já entendeu que a gente tá fazendo isso com pura honestidade, paixão mesmo, sangue headbanger. E é isso aí.

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Nina Burkhardt, da confeitaria vegetariana e vegana Crânio Verde, se diz fã da Nervosa e quis saber se ainda existe muito preconceito em relação às bandas femininas.

Fernanda: Olha, no começo era bem pior. Porque, como eu disse, era algo muito novo e causou estranheza. Muita gente achava que só queríamos aparecer, vinham com comentários bem rudes, sabe? Do tipo: "elas só conseguem shows porque mandam nude pra promotor, porque dá pra todo mundo, namora com cara de tal banda". Então, a gente ouviu muita coisa pesada, só que a gente soube lidar porque era uma minoria que falava, era muito pouca gente, e preferimos focar na galera que realmente apoiava. Acho que esse é o caminho. Quando era um crítica construtiva do tipo "precisa melhorar nisso", a gente sempre aceitou. Agora esse tipo de ofensa gratuita a gente nunca levou em conta. O tempo ajudou a mostrar para as pessoas que a gente não tá aqui pra tomar espaço de ninguém, pra ganhar vantagem em cima de ninguém. A gente está aqui, simplesmente, porque a gente ama metal e porque esse é nosso sonho e porque a gente se sente feliz transmitindo uma mensagem, fazendo as pessoas esquecerem da vida, por cinco minutos que seja quando ouvem um som. Preconceito já não acho que tem muito. Tem um pouco de machismo, né? Porque a gente vem de uma cultura muito machista aqui no Brasil, onde a mulher não tem o espaço igual ao do homem em muitos setores. Não é muito fácil, o machismo tá aí. De vez em quando, a gente tá no palco e [alguém] fala "gostosa" e a gente fala: "não é gostosa, gente, é Nervosa, erraram o nome da banda". A gente sempre lida com bom humor. Mas, na grande maioria, a galera respeita, vê a gente como musicista, headbanger e vem trocar ideia de igual pra igual. Acho que é isso que é importante... Hoje tá muito mais fácil e espero que todas as desgraças que a gente sofreu, lá no começo com as ofensas, tenha tornado o ambiente mais calmo para as outras bandas de mulheres que estão vindo.

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Marcela Tiné, baterista da banda pernambucana de thrash e death metal Vocífera, perguntou quando sai o novo disco.

Fernanda: Agora [abril de 2017], vai fazer um ano que a gente lançou o Agony, que é o nosso disco mais recente. Mas a gente já tá pensando e compondo para o próximo. Temos algumas músicas prontas, já com a nova batera. Posso garantir que está um pouco mais agressivo. E quem é fã de thrash e death metal vai gostar. Previsão, ano que vem, sem falta.

Em seu perfil no Facebook, além de conteúdos relacionados ao Nervosa, Fernanda costuma publicar posts mostrando o dia a dia de moradora do Jardim São Bernardo, bairro da periferia de São Paulo, localizado no extremo sul da cidade, onde nasceu e cresceu. Um cotidiano distante do glamour de uma rock star. Para ela, o metal no Brasil é um estilo underground "e sempre vai ser", enfatiza. Mas a vocalista diz acreditar que isso não é demérito e se mostra orgulhosa de fazer parte da cena nacional. "Todas as bandas que vocês conhecem, que estão aí tocando, já passaram perrengue. Já teve diarreia no meio da tour, já passaram fome, já quebrou van na estrada. A gente é ser humano como qualquer outro. Não tenho vergonha nenhuma de falar e mostrar que é isso aí, minhas raízes".

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No mesmo programa, também foram entrevistadas as bandas Krisiun, Violator, One Arm Way, Evocati, Voodoopriest e Mystifier.

Saiba mais no link:
http://www.interdependente.com/2017/07/nervosa-mulheres-entr...


Flavio Maranhao
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Sobre AD Luna

AD Luna nasceu em 1971, em Porto Alegre, mas foi criado no Recife. Mora desde 2002, em São Paulo. É baterista das bandas Monjolo (SP) e TheSurfMotherfuckers (MG), que não tem praticamente nada a ver com heavy metal! Luna é formado em Jornalismo pela UFPE e é repórter, apresentador e gerente de conteúdo do Showlivre.com - portal de TV Web especializado em música. Apesar de curtir praticamente todo tipo de música, AD mantém a admiração e uma dívida de gratidão com o metal, estilo com o qual aprendeu a gostar de música com mais profundidade e paixão.

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