Dia Internacional das Mulheres: algumas heroínas esquecidas
Por Ivison Poleto dos Santos
Postado em 07 de março de 2017
Que a participação das mulheres no mundo da música pesada é muito menor que a masculina é ponto pacífico, embora eu já tenha ido a shows que o público era meio a meio. Ah, e não era Bon Jovi...
Falta ainda no mundo acadêmico uma explicação para este fato que vai muito além do já destilado e desbotado machismo da sociedade.
Vou destacar aqui algumas heroínas da música pesada que infelizmente estão sendo esquecidas.
A primeira delas é Rock Goddess. Banda formada em 1977 pelas irmãs Jody e Julie Turner, elas foram muito ativas durante a fase inicial da NWOBHM. Com um som muito consistente e competente, a banda conseguiu angariar vários fãs. Lançada em 1983, sua obra-prima, 'Hell Hath No Fury' deve ser ouvido por todo headbanger. Elas se separaram em 1987 após o lançamento do terceiro álbum. Aconteceram algumas tentativas de reunião e, em 2013, a banda retornou com sua formação original.
Forte, abusada, consciente, dura, sexy, controversa e pesada. Esta foi Wendy O. Willians. Líder da banda punk 'Plasmatics', talvez a única banda de shock punk, ela usava e abusava da sensualidade e pirotecnia nos seus shows. Chegou até a ser indicada para o Grammy de 1985 como melhor vocalista feminina. Colaborou com várias bandas como Motörhead, Kiss e Ramones. Infelizmente, Wendy se suicidou em 1998 deixando um forte legado à música pesada.
Betsy Bitch, este é o singelo codinome da líder e vocalista da banda de heavy metal 'Bitch'. Formada em 1980 durante a efervescência da cena de Los Angeles, a banda ganhou notoriedade pela utilização de elementos de sadomasoquismo em seus shows. Com a repercussão, Betsy e sua trupe chamaram a atenção da Parents Music Resource Center. Um dos seus maiores feitos foi ter sido a primeira banda a assinar com o selo Metal Blade Records. A banda não acabou oficialmente e tem feito alguns shows com a promessa de um álbum para 2015, que aparentemente ainda não foi lançado.
Leather Leone é mais conhecida como a vocalista dos projetos do guitarrista David Chastain com quem gravou vários álbuns durante a década de 1980. Dona de uma voz potente, Leone deixou o mundo da música por 20 anos retornando apenas em 2011 com um projeto solo.
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