Twisted Sister: os maiores tesouros da banda

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Por Leonardo M. Brauna
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A exemplo de Kiss e Alice Cooper, o Twisted Sister também criou um mito baseado na música e em suas personagens. A sonoridade trabalhada que nos primeiros anos ostentou uma agressividade a cima do ‘Hard Rock’, criou contraste com o visual extravagante tanto nas vestimentas como nas maquiagens, elementos que os fizeram ligação ao movimento ‘Glam’ que teve auge nos anos oitenta. Mesmo assim a banda é a 73ª na lista de maiores artistas de todos os tempos do ‘Hard Rock’ segundo a VH1.

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A idéia de montar um grupo surgiu da cabeça de Jay Jay French em 1972, o nome para a banda seria ‘This’, porém resolveram mudar por medo que os “fãs” a referissem como “ISTO é uma merda”. ‘Silver Star’ ainda foi utilizado, mas Jay Jay não aprovava e lutou até conseguir mudar para Twisted Sister no dia dos namorados em fevereiro de 1973. Na ocasião a banda mantinha a seguinte formação: Michael Valentine (vocalista), Billy Diamond e French (guitarristas), Mell Star (baterista) e Kenneth Harrison Neill (baixista). Eddie “Fingers” Ojeda substitui Billy em 1975 e partiram para fazer ‘covers’ em Long Sland, Nova York. Em 1976 com a entrada do baterista Tony Petri e do vocalista Dee Snider, a banda começava a ter visões mais amplas. Snider que mantinha um talento incrível para compor, logo se tornou o principal letrista e posteriormente líder do Twisted Sister. Em 1979 foi a vez de Neill dar lugar a Mark "The Animal" Mendoza no baixo. Três anos depois sai o ‘full length’ após o EP “Ruff Cuts” tendo como baterista Anthony Jude Pero, mas conhecido pelos fãs como A.J. Pero.


“Under the Blade” foi lançado em 18 de setembro de 1982 pela Secret Records, nesse primeiro LP o álbum trazia um som muito pesado e “ríspido”. A Atlantic Records comprou os direitos dele da pequena gravadora e resolveu relançá-lo em 14 de julho de 1985 mais como estratégia comercial aproveitando o sucesso de “Stay Hungry” (1984). Nessa segunda “promoção” do álbum a faixa “I'll Never Grow Up Now" é incluída. Já em 31 de maio de 2011 saiu pela Eagle Records uma edição especial com as faixas originais remasterizadas e restauradas a partir das fitas originais. Ainda traz como bônus um DVD com Show gravado em 1983 e entrevistas com os caras da banda, também acompanha o EP de 1982 “Ruff Cuts” e uma versão ao vivo de "Shoot 'Em Down”. As vendas de “Under the Blade” já superaram a marca de dois milhões de cópias por todo o mundo.

Devido ao primeiro trabalho ter conseguido de forma “independente” uma grande vendagem, a Atlantic Records resolveu assinar com o Twisted para o segundo álbum, “You Can't Stop Rock 'n' Roll”. Apenas nove meses depois sai mais esse ‘full length’ com a mesma proposta do anterior, Heavy Metal na cara, porém com uma melhor produção e desenvolvimento lírico além da performance musical que cada vez mais desbravava o caminho para o sucesso. A faixa título, "The Kids Are Back", "We're Gonna Make It" e "I Am (I'm Me)" logo ganharam vídeoclipes na MTV, em uma das faixas, “You're Not Alone (Suzette's Song)”, Snider dedica a sua esposa. Em 1999 foram incluídas três faixas que não saíram no original, são elas: "One Man Woman", "Four Barrel Heart of Love" e "Feel the Power”. A bolacha não demorou muito a atingir disco de ouro nos EUA, mas o melhor estava por vir...

A 10 de maio de 1984 sob a produção de Tom Werman, saia o mais aclamado álbum dos americanos, "Stay Hungry". Muitas mudanças são percebidas no disco que trouxe um som mais comercial e maduro. As faixas "We're Not Gonna Take It” assim como "I Wanna Rock” se tornaram hinos para a juventude oitentista. Os vídeoclipes dessas músicas eram obrigatórios na MTV que ainda premiava os telespectadores com muitas sessões de "The Price". Até o verão de 1985 o álbum vendeu nada menos que dois milhões de cópias atingindo a três milhões nos anos seguintes. A “Associação da Indústria de Gravação Americana” (RIAA) concedeu-lhe o status de multi-platina devido a esse número. Por conta das mensagens “cômicas” passadas pelo disco, principalmente no clipe de “We're Not Gonna Take It” e na letra de “Under the Blade” do primeiro álbum, a banda foi insistentemente mencionada nas audiências do senado pela “Parents Music Resource Center” (PMRC), um comitê que pretendia controlar o acesso das crianças à música violenta, uso de drogas e conotação sexual através de uma rotulagem, o ‘Parental Advisory’. Segundo as acusações dessa comissão a música do Twisted Sister induzia os jovens americanos ao ato da violência e desrespeito à família. Tais declarações levaram os membros do grupo ao banco dos réus em 19 de setembro de 1985 com um depoimento marcante de seu líder Dee Snider.

Toda banda que lança um “estrondo” comercial tem em mãos um grande problema, a turnê passa, as vendas continuam e a missão de se fazer um álbum superior faz muitas delas ficarem pelo caminho. Não seria diferente com o Twisted Sister. "Come Out and Play" que foi produzido pelo conceituado Dieter Dierks tinha essa árdua tarefa. Lançado em 9 de novembro de 1985, esse álbum não conseguiu vencer o desafio. A banda quis fazer uma mescla que cultivasse as raízes do Rock ‘n’ Roll sem perder o “apelo Pop” que os consagrou em seu antecessor, porém a crítica não aprovou e as vendas não se igualaram. Alice Cooper, Brian Setzer e Billy Joel fazendo participações especiais e o bem-vindo disco de ouro não foram bastante para evitar o declínio da banda, datas da turnê de promoção foram canceladas e em 1986 A. J. Pero deixava o grupo. Foram lançados os vídeos de "Leader of the Pack" e "Be Chrool to Your Scuel", mas esse último com a participação de Alice Cooper foi banido da MTV com o pretexto de ser muito ofensivo. Um ano depois a banda lança o VHS “Come Out And Play: The Videos” incluindo "We're Not Gonna Take It", "I Wanna Rock", "Leader Of The Pack" e "Be Chrool To Your Scuel".

As coisas não iam nada bem. Discussões entre os integrantes agravariam as relações internas, Dee Snider começava a trabalhar em um projeto solo, depois de concluí-lo foi à gravadora, mas ela só quis lançar o trabalho sob a alcunha de Twisted Sister. Sem opção o vocalista cedeu à pressão e em 13 de agosto de 1987 sai "Love Is for Suckers" com Joey "Seven" Franco na bateria. O álbum apesar de belas canções causou estranheza entre os fãs, pois o som seguramente tinha influências de bandas ‘Hair Metal’. Ao final da turnê de lançamento em 10 de outubro de 1987, Dee Snider anunciava definitivamente o seu desligamento. Para a banda esse disco foi como uma “sombra de azar”, tanto é que em sua primeira coletânea, “Big Hits and Nasty Cuts, The Best of Twisted Sister” lançada em 17 de março de 1992 nenhuma de suas músicas fizeram parte das 16 faixas.

A partir de então as gravadoras começaram a lucrar com mais coletâneas, discos ao vivo e lançamentos de ‘B-sides’, os mais importantes são: “Live at Hammersmith” de 1994, “Club Daze Volume 1: The Studio Sessions” de 1999 e “Club Daze Volume II: Live in the Bars” de 2001, mas o que mais empolgou foi uma reunião da banda em 2004 para a regravação do “quase” intocável, “Stay Hungry”. Para essa releitura deram o nome de “Still Hungry” com lançamento no dia 19 de outubro. A versão de "I Wanna Rock" deste álbum foi aproveitada nos jogos “Guitar Hero Encore: Rocks the 80s” e “Burnout Paradise”. O álbum, como não poderia deixar de ser, dividiu as opiniões de críticos e público como acontece em todas as regravações de clássicos pela própria banda. Peça valiosa para colecionadores e não muito interessante para os fãs mais conservadores (onde me incluo). Faltando dois dias apenas para esse trabalho completar dois anos a banda resolve ser mais ousada, ou mais “excêntrica”, veio então o lançamento de “A Twisted Christmas”, um álbum que reúne canções natalinas populares com o tempero de Twisted Sister, assim como em “Still Hungry”, Mark Mendoza foi o produtor. Duas beldades do Heavy Metal fazem participações com ‘backing vocais’, são elas: Lita Ford em "I'll Be Home for Christmas" e Doro Pesch em "White Christmas".

A banda já visitou o Brasil por duas vezes, a primeira foi em 14 de novembro de 2009 quando fazia a sua turnê mundial de celebração aos 25 anos de “Stay Hungry”, o show foi em São Paulo-SP. Já a segunda visita foi em novembro de 2010 com duas apresentações, uma no dia 26 em Curitiba-PR e a outra no dia 27 também em São Paulo-SP. Os fãs brasileiros os aguardam mais uma vez, agora neste ano de 2013 com data já marcada para 14 de abril na capital paulista, o evento será a primeira parte do festival “Rock Fest Live ‘N’ Louder” que comemorará os 25 anos da produtora ‘Top Link’ no “Espaço das Américas”. Na ocasião se apresentarão outros nomes internacionais como Sodom e o ressuscitado Metal Church!

Veja parte do Show de 2010 no “Via Funchal”, São Paulo:

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde adolescente vive a cultura do Rock/Metal. Além do Whiplash, o redator escreve para a revista Roadie Crew e é assessor de imprensa da Roadie Metal. A sua dedicação se define na busca constante por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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