Frank Zappa: um guia de compras da obra do mestre
Por Elias Varella
Fonte: Trendkills
Postado em 10 de janeiro de 2013
A obra de Frank Zappa é um buraco sem fundo em que sempre estamos dispostos a mergulhar. São mais de 60 lançamentos oficiais, fora as coletâneas, discos ao vivo, bootlegs, dvds, boxes, o que torna sua carreira um objeto de estudo para muitos fanáticos, inclusive para este que vos fala. O problema que surge diante da extensa discografia é por onde começar. Diante de tal questão, resolvi propor um guia de compras incluindo discos de estúdio e ao vivo que são essenciais para aqueles que queiram se aventurar pela vasta obra do gênio.
Primeiramente, pensei em escolher cinco clássicos, mas vi que era impossível. Decidi então pinçar dez discos e ainda assim deixei de fora álbuns que considero marcantes em sua carreira, cogitando um top 20, mas como é um guia para iniciantes, aqui vão os dez mais, em ordem cronológica, para quem se interessar por Zappa:
Freak Out! (1966)
Inovador em tudo que o engloba, o primeiro disco do Mothers Of Invention é uma demonstração de atitude acima de tudo! Quem mais teria coragem de lançar um disco de estreia duplo e conceitual em 1966? Suas letras giravam em torno de uma crítica bem humorada à cultura e política norte-americana da época, mas ainda soa atual. Paul McCartney disse certa vez que Sgt. Peppers era o Freak Out! dos Beatles, sendo sua maior inspiração musical.
We`re Only In It For The Money (1968)
Zappa não estava nem aí para o que os Beatles pensavam sobre sua música, tanto que os satirizou logo na capa deste genial álbum de 1968. Por meio de um rock experimental, os Mothers tiraram sarro da cultura flower power, apologia às drogas (por mais estranho que pareça, Zappa sempre foi careta), Beatles, alienação juvenil e tudo que envolvia aquela geração de hippies. Frank ligou para McCartney pedindo autorização para fazer uma paródia de Sgt. Peppers na capa do novo LP. O Beatle disse que esse era um problema que os empresários deveriam resolver, o que enfureceu Zappa, respondendo que o artista é quem deve dizer aos empresários o que fazer. Temendo um processo judicial, a solução encontrada foi inverter a capa, colocando-a do lado de dentro com o encarte do lado de fora.
Hot Rats (1969)
Disco solo gravado após a dissolução do Mothers Of Invention, é praticamente instrumental (Captain Beefheart faz uma pequena aparição em Willie the Pimp). Voltado para o Jazz-Rock, marcou início de uma nova fase em sua carreira, distanciando-se da sonoridade dos primeiros álbuns e o colocando no mundo dos virtuosos.
The Grand Wazoo (1972)
Gravado com uma banda gigantesca, sua sonoridade poderia ser classificada como um Jazz-Rock interpretado por uma big band. De certa forma, representa uma evolução de Hot Rats, recheado de composições complexas e inovadoras que levam o ouvinte até onde a imaginação de Zappa deixar.
Apostrophe (‘) (1974)
É um dos discos mais acessíveis e fáceis de ouvir em toda sua carreira, sendo uma boa porta de entrada para sua discografia. Composto de músicas curtas que misturam seu típico senso de humor com letras bizarras à melodias cativantes, permanece até hoje como o seu álbum mais bem sucedido comercialmente nos EUA. Jean-Luc Ponty e Jack Bruce engrandecem ainda mais a bolacha.
One Size Fits All (1975)
Para muitos, esse figuraria fácil num Top 3 de toda discografia, possuindo uma de suas músicas mais representativas, Inca Roads. Ao longo do disco, Zappa não economiza nos solos e se supera como instrumentista e compositor. Tudo o que você deseja ouvir num belo álbum dele, encontrará aqui.
Zoot Allures (1976)
The Torture Never Stops já valeria a aquisição! Essa música gruda na cabeça e seus quase dez minutos poderiam ser transformados em vinte e ninguém iria reclamar. Zappa sussurrando no seu ouvido enquanto toca guitarra, baixo e teclado não tem preço. Além dessa faixa, o disco ainda apresenta Black Napkins, de longe um de seus melhores solos, sendo gravado originalmente ao vivo em Osaka, Japão, naquele mesmo ano e foi editada para o álbum de estúdio.
Zappa In New York (1978)
Essencial para entender toda a loucura que era uma apresentação ao vivo do gênio. Trata-se de uma compilação de shows realizados em Nova Iorque no final de 1976 que capturam com maestria toda a genialidade musical e o humor de Frank Zappa em cima do palco.
Joe`s Garage Act I, II & III (1979)
Excelente ópera-rock lançada originalmente separada num disco simples (Act I) e um duplo (Act II & III), que foi remasterizada e relançada num box triplo em 1987. Com exceção de Watermelon In Easter Hay, outra grande atuação do mestre, todas os solos de guitarra foram gravados originalmente ao vivo e editados com overdubs no estúdio.
You Can’t Do That On Stage Anymore, Vol. 2 (1988)
O melhor da série de seis discos You Can’t Do That On Stage Anymore, esse segundo volume registra uma performance ao vivo em 22 de Setembro de 1974 em Helsinki, Finlândia. O mais interessante é perceber como os andamentos das músicas ficaram ainda mais rápidos quando comparados ao Roxy & Elsewhere, outro ao vivo lançado no mesmo ano desse show em Helsinki, resultado de muita estrada nas costas dessa formação clássica que o acompanhava na época.
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