Rock em Análise: discografia comentada do The Police

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Por Fábio Cavalcanti
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Os apreciadores de uma determinada banda não se contentam em conhecer apenas os maiores singles lançados pela mesma. E se você conheceu tal banda através dos seus maiores 'hits', é claro que também fará questão de procurar escutar alguns dos seus melhores discos - ou todos eles! Nesta seção, farei "viagens" rápidas e introdutórias pelas discografias de bandas que fizeram - ou farão - história com seus registros de estúdio. Nesta edição: The Police!

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Formado pelo vocalista/baixista Sting no final dos anos 70, em meio à transição do punk rock para a new wave, o 'power trio' britânico The Police ficou marcado como um dos maiores expoentes do pop/rock em todo o mundo! Claro que, para atingir tal status, o grupo teve que mostrar algo bastante transgressor dentro de todo o rock, como veremos a seguir...


# Outlandos d'Amour (1978)

O espontâneo, cru e energético 'debut' do The Police seria apenas mais um exemplar do pós-punk que inundava cenário britânico, se não fosse por dois detalhes sonoros adicionais: a sua promissora veia pop, e as suas inusitadas misturas de rock 'n' roll e punk rock com reggae. As maravilhosas "Roxxanne" e "Can't Stand Losing You" que o digam! Os destaques sonoros do guitarrista Andy Summers e do excelente baterista Stewart Copeland também falam por si.


# Reggatta de Blanc (1979)

Após chamar atenção com a influência de reggae no seu som, o The Police resolveu escancarar ainda mais essa "misturinha" no seu segundo álbum, como podemos notar no experimentalismo solto da faixa-título "Reggatta De Blanc", e na divertida "Walking on the Moon". Em alguns momentos mais "regueiros", a banda perde um pouco daquela pegada mais urgente e vibrante, mas este álbum ainda é um ótimo exemplar da capacidade de variação musical do trio.


# Zenyatta Mondatta (1980)

Em seu terceiro álbum, temos um legítimo resumo daquilo que é o The Police, visto que a sua já citada mistura musical foi utilizada aqui da melhor forma possível, trazendo uma dinâmica interessante e até então inédita para o grupo. A simplicidade de "Don't Stand So Close To Me" contagia até hoje, e "Driven To Tears" ainda consegue ser uma das faixas mais intrigantes do trio. Se você deseja conhecer o trabalho de Sting e sua trupe através de um único álbum, este é o disco certo pra você!


# Ghost in the Machine (1981)

Com medo de ficar preso àquele som que, para o bem ou para o mal, já estava se transformando em uma fórmula pronta, o The Police resolveu arriscar um pouco mais em seu quarto trabalho. A mudança fica bem clara no uso de sintetizadores, e letras que alternam entre viagens "futuristas" e questões sociais. O único ponto fraco aqui é o pequeno destaque de Andy Summers e Stewart Copeland, o que evidencia a importância dos dois no grupo.


# Synchronicity (1983)

Este pode não ser o trabalho mais divertido da banda, mas certamente é o mais ousado, super produzido e heterogêneo de toda a sua discografia! Temos um pouco de tudo: pop/rock, rock alternativo, new wave, jazz fusion, etc... Por sinal, o enorme sucesso deste álbum - graças ao 'hit' "Every Breath You Take" - faz um contraponto perfeito com a certa falta de rumo musical do grupo, o que faz deste um excelente "canto do cisne" para o The Police. O fim não poderia ser mais conveniente...

Vale acrescentar que, em pouco tempo de estrada, o The Police conseguiu algo que está apenas nos sonhos de muitos músicos: sucesso constante! Do primeiro ao último álbum, o trio estourou nas paradas com vários singles, e tem seu primeiro e seu último álbum como os favoritos da maioria dos seus fãs. Você pode pesquisar à vontade, mas garanto que não vai encontrar muitos artistas com esse tipo de êxito musical em seus respectivos currículos.

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Post de 29 de março de 2013

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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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