Hydria
Por Emanuel Seagal
Fonte: Hydria
Postado em 19 de junho de 2011
A banda brasileira de metal sinfônico, Hydria, é conhecida por misturar uma variedade de inspirações dos mais diversos estilos para criar o som dinâmico com o qual eles vivem para compartilhar com o mundo. Nos últimos quatro curtos anos que o Hydria teve desde sua formação, eles lançaram dois álbuns- "Mirror of Tears" e o mais recentemente "Poison Paradise". O Hydria também lançou vários downloads gratuitos aos fãs, e foi convidado a abrir para três das mais respeitadas celebridades em seu gênero - Within Temptation, Tarja Turunen e ReVamp, novo projeto de Floor Jansen (ex-After Forever). Hydria prepara um re-lançamento do "Poison Paradise" pela "Spinning Records" no Japão. Também lança digitalmente por download um álbum especial chamado "Acústico: The Acoustic Sessions" com o qual arrecadará fundos para a Cruz Vermelha, a fim de auxiliar as vítimas do Japão e onde mais for preciso, e se prepara para a Poison Paradise Tour.
Hydria é composto por Marcelo Oliveira nas guitarras/grunts, Turu Henrick no baixo, Márcio Klimberg nos teclados, e Fabiano Martins na bateria, com os encantadores vocais principais da bela Raquel Schüler, que também em algumas ocasiões toca o violão ao vivo.
A banda formada por Marcelo Oliveira começou sua carreira em 2007 - indo para os estúdios quase que imediatamente para gravar seu primeiro álbum. Eles foram rapidamente alavancados para o holofote ao serem convidados para abrir em 2008 os shows do Within Temptation em São Paulo e do ícone do metal sinfônico, Tarja Turunen no Canecão, Rio de Janeiro. Tem sido um longo caminho para a banda desde 2007. Entre mudanças na formação, o Hydria perseverou com seu objetivo de fazer música. A produção própria de estréia deles, "Mirror of Tears", foi lançada em 2008 dentro do tempo que a maioria das bandas ainda estaria aprendendo a tocar, e a trabalhar bem em equipe. O Mirror of Tears foi criado enquanto a banda estava em sua criação, e possui grande influência de seus companheiros musicais. Lembra o Within Temptation, Nightwish e Epica, principalmente em seus trabalhos mais antigos.
Hydria lançou seu segundo álbum, "Poison Paradise" em Novembro de 2010. O Poison Paradise, no entanto, mostra um distanciamento de suas influências principais, e parece mostrar a banda com uma energia totalmente nova. Nos dois anos que se passaram desde que o Mirror of Tears foi lançado, o Hydria tomou o tempo pra crescer como músicos, e por sua vez, o Poison Paradise foi mais influenciado não por seus colegas musicais, mas sim por suas próprias vidas. A força desta mudança é mais evidente quando se escuta o novo álbum – eles juntos parecem ser uma banda completamente nova.
Uma causa dessa mudança poderia ser pela oportunidade única que muitas bandas não tiveram, mesmo aquelas com contratos de boas gravadoras. Em 2009 o Hydria foi também convidado para criar toda a trilha sonora da primeira webserie brasileira de ficção científica, "2012 Onda Zero", que obteve uma boa repercussão na mídia, sendo citada em vários sites, cadernos de jornais, e alguns canais de televisão, como a MTV. Enquanto a banda estava a cargo de criar todas as músicas e efeitos sonoros, eles também separaram duas dessas músicas para seu próximo álbum.
Poison Paradise mistura os vocais melódicos de Raquel Schüler, com os ocasionais, mas bem desenvolvidos guturais de Marcelo Oliveira. O Poison Paradise leva o ouvinte em uma jornada de altos e baixos, variando velocidades e emoções, cobrindo dos vocais clássicos e riffs pesados das guitarras, aos sons mais doces, com influências de um rock mais suave. Apesar dos temas cobertos serem bem escuros, não cometa o erro de achar que o Hydria é gótico ou rock. A banda reivindica firmemente suas raízes do metal e o Poison Paradise pode ser descrito com uma palavra: intenso. Fãs do seu primeiro álbum ficarão imensamente satisfeitos com o Poison Paradise.
Em 2011 o Hydria assinou um contrato de licenciamento com a gravadora Japonesa, "SPINNING". "Poison Paradise" está sendo re-lançado no Japão em Abril de 2011 com arte exclusiva e duas faixas bônus inéditas, "Chasing Dreams" e "Face It All".
No meio tempo do re-lançamento do Poison Paradise, o Hydria também esteve trabalhando em um álbum, "Acústico - The Acoustic Sessions," que contém 11 versões acústicas de músicas do Mirror of Tears e Poison Paradise com arranjos de cordas. Este álbum mostra o lado mais emotivo e doce do Hydria, com versões lentas de músicas rápidas como "Finally", "The Nymph", e "The Place Where We Belong". Ele mostra um lado mais suave do Hydria, enquanto ainda mostra o talento e dedicação que os fãs podem reconhecer nos primeiros dois álbuns. Inicialmente, a renda obtida com as vendas do "Acústico - The Acoustic Sessions" (disponível apenas por download digital), será revertida às vitimas do Japão e outros lugares, por meio de doação para a Cruz Vermelha.
Hydria também foi convidado recentemente para realizar a abertura do show do ReVamp nova banda da respeitada ex vocalista do After Forever, Floor Jansen, no Circo Voador, Rio de Janeiro no fim de Junho de 2011.
Como um presente aos fãs, o Hydria está atualizando continuamente, para download gratuito, sua lista de versões covers não oficiais dedicadas aos artistas que admiram e os inspiram. Eles apelidaram essas canções como "The Versions" e podem ser baixadas no LastFM, ou ouvidas diretamente do canal oficial da banda no YouTube. O conceito de dar músicas de graça não é novo no Hydria. Em um esforço de compartilhar sua música com o mundo e obter o merecido respeito, eles lançaram o "Poison Paradise" por um tempo limitado, sem custos (você compra só se gostar). Esta dedicação aos fãs é quase sem precedente entre as muitas bandas de seu tamanho, mas fizeram isso na esperança de que isso pudesse levá-los à possibilidade de compartilhar seu amor e paixão pela música com o mundo.
Independentemente da não possuírem um selo, novos ouvintes vão notar que a maturidade e plenitude do som é igual, se não maior, do que se espera de uma banda atribuída a uma boa gravadora. O Hydria certamente define um novo padrão para as suas próprias capacidades criativas e conquista ainda mais atenção do que eles tiveram ao longo dos últimos anos.
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