Trail Of Dead
Por Fabricio Boppré e Natalia Vale Asari
Postado em 25 de junho de 2006
Originalmente publicada no site Dying Days
...And You Will Know Us By The Trail Of Dead
Kevin Allen, Neil Busch, Jason Reece e Conrad Keely, quatro amigos de infância que cresceram na pequena comunidade cristã de Plano, no Texas, formam o ...And You Will Know Us By The Trail of Dead. Desde cedo os quatro garotos estavam envolvidos com música, tanto que fizeram parte do coral da igreja local e participaram de competições internacionais. O nome da banda, de acordo com Jason Reece, foi mandado para eles através de mensagens psíquicas por meio de ondas cerebrais vindas do profeta italiano Dario Argento.

Isso que você leu acima é uma das versões que os membros da banda costumam contar quando lhes é perguntado sobre a origem do Trail of Dead. A história do grupo é toda feita de lendas como essa, baseadas em exageros e ficção. É quase impossível escrever um texto sobre eles que contenha somente verdades, pois, apesar do que foi dito acima ser sabido por todos que conhecem a banda, ainda assim é possível encontrar pela internet dezenas de versões diferentes, que confundem a cabeça de todos aqueles que buscam saber sobre o Trail of Dead.
Antes de tudo, o nome esquisito e gigantesco da banda deriva de um trecho de uma tradução de escritos maias, mais precisamente de uma parte que é incrivelmente parecida com outra de papiros egípcios antigos, o que intriga até hoje historiadores.

O que é sabido oficialmente é que a banda logo se destacou devido às suas músicas intensas e vibrantes, aos seus shows tumultuosos e incendiários, onde eles faziam rodízio nos instrumentos antes de destrui-los completamente, além, claro, ao jeito como eles se comportam perante a imprensa e o público. O grupo foi formado no final de 1994/começo de 1995 pelos amigos Jason Reece e Conrad Keely. Depois de terem se conhecido no Havai, eles se mudaram para Olimpia, onde Jason tinha uma banda chamada Mukilteo Fairies. Depois se mudaram novamente, para Austin, onde começaram a se apresentar como uma dupla. Durante essa época, depois de Neil e Kevin terem juntado-se a banda, lançaram uma fita cassete ao vivo pelo selo Golden Hour. O grupo, que já era conhecido pelos seus shows anárquicos (certos lugares se negavam a apresentar o Trail of Dead por medo do que a banda pudesse fazer durante o show), conseguiu assim apoio para lançar seu primeiro disco, auto-entitulado, que saiu pela Trance Syndicate no começo de 1998.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O disco aumentou ainda mais o prestígio do qual a banda gozava no circuito alternativo americano. A temática das músicas, a arte gráfica com um estranho tom religioso, e, claro, as músicas arrebatadoras só vieram confirmar tudo isso. O público fiel aumentou e a crítica conheceu o Trail of Dead.
Depois da quebra da Trance Syndicate, o grupo assinou com a Merge. O primeiro disco pelo novo selo saiu em outubro de 1999. "Madonna" é um álbum ainda mais espetacular do que o debut do Trail of Dead, e foi responsável pela maior popularização da banda, levando-a a ter seu nome reconhecido também na Europa e em outros continentes. "Madonna" suscitou comparações com o Sonic Youth, além de fazer os críticos tentarem rotular a banda através de coisas como "volcanic punk rock" e "apocalyptic rock", tamanha a densidade e a fúria que caracterizava o som da trupe. A banda teve grandes momentos durante a turnê do novo disco, como o show feito no London Astoria lotado, e a apresentação ao lado do Mogwai.

Depois de se mudar para um grande selo, a Interscope Records, o Trail of Dead lançou o EP "Relative Ways" em novembro de 2001, um aperitivo do próximo álbum, que viria a ser a obra-prima da banda até o momento. A crítica e o público esperavam ansiosamente pelo novo disco do Trail of Dead.
"Source Tags & Codes" saiu finalmente em fevereiro de 2002. É um disco brilhante, que mostra a banda ainda mais entrosada, com o som mais maduro, mas ainda vigoroso e enérgico. O disco foi altamente elogiado por público e crítica.
Após muitos shows ao redor do mundo, a banda volta a estúdio para gravar um novo EP, a fim de saciar a vontade dos fãs de adquirir novo material. "The Secret of Elena's Tomb" é lançado no meio de 2003, e aponta novas direções para o futuro do Trail of Dead, pois trata-se de um trabalho mais eclético do que os discos anteriores do grupo. LP novo deve ficar somente para 2004.

Epílogo: Uma lenda interessante e mirabolante espalhada pelo Trail of Dead, que reflete bem o estado de espírito deles, é o porquê da formação da banda. Diz-se que os quatro amigos, depois de algumas pesquisas em antropologia e física, e com seus parcos conhecimentos em arte e música, decidiram fazer uma experiência. Eles criariam uma entidade que expressasse vários aspectos das ciências e arte da humanidade para tentar provar a teoria da unidade antropológica, ou seja, uma forma única que pudesse unir toda a criação cultural humana de todos os tempos em uma singularidade artística. Como se percebe, os caras têm uma criatividade no mínimo excêntrica.

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