Silverchair
Por Shade Roses
Postado em 06 de abril de 2006
O Silverchair, banda australiana que tem um estilo próprio variando entre hardcore ("Lie To Me"), heavy metal ("Freak") e grunge (várias) começou em 1992, quando os integrantes tinham mais ou menos 13 anos. Eles já se conheciam há muito tempo, porém só quando atingiram essa idade resolveram formar a banda. "Já estávamos cheios de festinhas, praias, discotecas... queríamos algo para fazer....estávamos entendiados", eles diriam.
No começo, a banda contava com um segundo guitarrista, Tobin Finnane, e ensaiavam na garagem da família de Ben (baterista). No primeiro ensaio, era tudo um porradão: Tobin esporrando a guitarra, Ben batendo o mais pesado e o mais rápido que podia, Chris fazendo simples linhas de baixo e... Daniel, que sabia que alguém teria que cantar, só gritava. "Ficou uma merda, mas na época achamos que tinha ficado bom", diz o tímido garoto.
O primeiro show que fizeram foi apenas pelo dinheiro: ele se realizou em uma rua e eles tocaram covers de Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabbath. No entanto, um cara reclamou: "Se vocês não pararem com esta barulheira, eu chamo a polícia". Pararam, porém não se importaram. Pegaram o dinheiro e foram gastar tudo em junk food.
Certo dia, uma vizinha de Daniel, Sarah Lawson, o avisou de um concurso que a rádio local Triple J estava fazendo. A banda vencedora ganharia a gravação de um CD, um videoclipe e teria a exibição de sua música na rádio. Então, os jovens garotos pagaram AU$75,00 por um estúdio e gravaram "Tomorrow", que naquela época tinha seis minutos e uma gravação muito ruim.
A demotape de "Tomorrow" chegou entre os finalistas (bom ressaltar que eram MAIS DE 800 DEMOTAPES ). Um dos jurados, Nick Launay, a mixou corretamente, e ela foi a vencedora unânime. Felizes, os garotos gravaram um clipe para "Tomorrow" e um EP contendo quatro músicas ("Acid Rain", "Tomorrow", "Blind" e "Stoned"), dessa vez sem Tobin, que tivera que se mudar para a Inglaterra.
A Triple J tocou "Tomorrow" uma vez e de repente, milhares de pessoas começaram a ligar e pedir a música mais e mais. Pouco depois, eles assinam contrato com a Murmur, divisão australiana da Sony. Lançam o CD "Frogstomp", e várias músicas viram hits, como a polêmica "Israel’s Son" (um garoto que matou os pais disse ter sido influenciado por esta), "Pure Massacre" e, é claro, "Tomorrow". O CD foi gravado com apenas AU$15.000, mas rendeu mais de 1 milhão para cada integrante da banda. Sua vendagem foi muito alta: cerca de 3 milhões de CD’s foram vendidos pelo mundo inteiro.
As comparações com o Nirvana e o Pearl Jam eram muitas, e Daniel também era muito comparado com Kurt Cobain, odiando isso: "Kurt não era nem um ídolo para mim", diz. "Mas eu não o odeio", continua, cauteloso.
Começaram uma turnê mundial acompanhados pelos pais, pois eram menores de idade. Além dos pais, também levaram um professor particular, Jim Welsh. Descansados, gravaram o CD "Freak Show", que com certeza firmou a escolha do som dos garotos. Este CD contém músicas como "Freak", "Slave" e "Learn To Hate", e inovadoras, como "Petrol And Chlorine" e "Cemetery", que tem instrumentos indianos e violinos na mistura. Era o silverchair criando um novo estilo dentro de seu próprio e sendo uma banda única, incomparável. A turnê de "Freak Show" foi bem curta, e a maioria dos shows ocorreu no país natal dos garotos, a Austrália.
Voltando de um longo e extenso break, os rapazes lançaram o álbum "Neon Ballroom", com uma participação especial de David Helfgott, pianista que inspirou o filme "Shine" ("Brilhante"), na música "Emotion Sickness". Algumas das músicas são: "Anna’s Song", "Steam Will Rise", "Spawn Again" (um re-trabalho da ótima música "Spawn" com nova letra ), "Anthem For The Year 2000" (com a participação de um coral e do guitarrista Jim Moginie, do Midnight Oil), "Satin Sheets", "Miss You Love", "Paint Pastell Princess" (uma música `a la Led Zeppelin) e "Punk Song # 3" (este nome não é oficial).
No final de 2000, tendo cumprido seu acordo de três álbuns com a Sony, o Silverchair assinou um novo contrato com a Atlantic Records. No início de 2001 fizeram o seu maior show, para uma audiência de mais de duzentas mil pessoas, no último dia do Rock In Rio III, na noite em que se apresentaria o Red hot Chili Peppers.
Os tempos porém não eram bons para a banda. O vocalista Daniel Johns foi diagnosticado como portador de um tipo raro de artrite que impedia que ele se movimentasse ou tocasse guitarra, o que levou ao cancelamento da turnê européia. Para piorar as coisas, durante o tratamento o vocalista terminou ficando dependente de mais de uma dezena de analgésicos e antidepressivos. Com tratamentos alternativos, a sua recuperação foi lenta.
No meio tempo da doença de Daniel saiu o o álbum "Diorama", produzido por David Bottrill (responsável entre outros por produções do Tool, Peter Gabriel e King Crimson), em junho de 2002.
Fã Clube Oficial:
Llama Appreciation Society (Official Fan Club)
P.O Box 15, Merewheter, NSW 2291, Australia
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