Udora
Postado em 06 de abril de 2006
Combinando o rock com influências de jazz, com tendência melódica das musica brasileira tradicional, Udora faz um som de peso com influências entre grunge e heavy, com bastante intensidade e sentimento em suas músicas. Eles trazem muita técnica na expressão da emoção. A música deles ao vivo tem o poder de alcance de uma granada de mão.
Começando em Belo Horizonte como DIESEL, a banda rodou pelo circuito de clubes, construindo um renome em casa antes de uma curta viagem a NY para fazer contatos. De volta ao Brasil, a fama do quarteto começou a escapar de suas mãos.
"Fomos forçados, as coisas estavam andando" diz Gustavo Drummond, guitarra/compositor/vocal líder da banda. "Depois, percebemos que as pessoas cantavam nossas musicas nos shows, compravam nossas camisetas. Vendemos 6000 CDs, começamos a turnê pelo país. Fizemos mais de 150 shows. Entramos na batalha do Concurso de Bandas para tocar no Festival Rock in Rio, que foi um dos maiores festivais de música da história, onde 1,5 milhões de pessoas passaram pela cidade do Rock durante os sete dias. Os juízes gostaram de nós, e tivemos a oportunidade de tocar por 25 minutos para um público de 250.000 pessoas, e foi isso."
Então vieram para Los Angeles. "Quando chegamos aqui não tínhamos onde ficar. Tudo que tínhamos era um pouco de dinheiro, então compramos uma van de $700 e começamos a viver dentro dela," diz Gustavo, "Arranjamos um colchão, estendemos atrás da van, e todos nós partilhávamos ele. Agendando shows, quantos fossem possíveis, a excitação foi crescendo e sabíamos que havia gente de todos os tipos nos assistindo."
De repente nos vimos frente a frente com Clive Davis, o legendário empresário. Voamos para N.Y, e após ter visto duas músicas do nosso demo, quis que assinássemos na hora. "Tomamos um café com ele no Hotel Beverly Hills e não tínhamos idéia de quem era ele, não nos importava."
A troca de nome (para prevenir qualquer conflito com Diesel Jeans) e um contrato com a J Records veio logo depois, fomos até o estúdio com o produtor Matt Wallace (Faith No More, Mushroomhead, Maroon 5). "Ele entendeu como a banda era sobre tudo. Foi muito respeitoso com o modo de ver as músicas, vindo de uma cultura diferente. Pudemos manter o q mais gostamos, que é o contraste entre a melodia e o peso, indo do extremo dinamismo a alguns pontos de baixo dinamismo."
Agora, depois de 18 meses com a J Records, e 75 shows nos EUA (40 suportando Jerry Cantrell), UDORA e a J Records, depois de um acordo antes de liberar seu CD de estréia. "Aí acredito que a fusão da J Records com a RCA, a equipe das J Records perdeu a liberdade, e isso era visível", diz Gustavo, "De repente havia um grupo novo inteiro envolvido e levava muito tempo para tomarem decisões. Enquanto isso esperávamos dia após dia por respostas."
Sempre escrevendo, ensaiando, e tocando sucessos como um modo de manter o espírito musical, UDORA se sentiu forçado a levantar-se. "Gravar faixas deveria encorajar os artistas a serem criativos, melhor do que tentar sufocar sua criatividade, diz Gustavo, "É vergonhoso, não é desse jeito." Somos uma ótima banda e temos muito a oferecer. Estou tão empolgado com as novas músicas. Olho para frente esperando o que vai acontecer. Estou tomando o passado como experiência para aprender com ele."
As músicas mostram uma banda flexível com grande potencial e incríveis reservas de poder e melodia. O som é impressionante, com alguns efeitos como bend´s, cordas curtas e o vocal instigante de Gustavo. Nunca se afastando de suas raízes musicais nacionais, com fortes influencias remetendo à bossa nova e à sensualidade urbana do jazz brasileiro. Metade das bandas novas promete o retorno do "verdadeiro" rock - UDORA já está lá criando novos clássicos por aí.
Tradução e Adaptação por: Renan Peron de Paula.
Fonte: www.udora.com
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