Cat Power
Postado em 06 de abril de 2006
Biografia originalmente publicada no site Dying Days
Por Bruno Lisboa e Fabrício Boppré
Cantora, pianista e nas horas vagas poeta, a americana Chan Marshall (ou Cat Power) é uma das mais gratas surpresas da década passada. Famosa por suas canções angustiantes, calcadas no folk (Dylan, Lou Reed, Moby Grape são suas grandes influências) e com uma voz dilacerante, Chan tem muita história para contar.
Nascida em Atlanta, no estado da Georgia, em 1972, Chan passou a maior parte da infância acompanhando o pai, também músico, pelo Sul dos Estados Unidos, o que explica a influência do blues em seu trabalho. Após a separação dos pais, foi morar com a mãe na Carolina do Norte, ficando lá até os 17 anos, quando decidiu abandonar o colegial e se mudar para Atlanta e, de lá, para Nova York.

Sua carreira musical teve início em 1992, quando fundou o Cat Power (nome tirado de um adesivo que viu em um carro, onde estava escrito "Cat Diesel Power") com um amigo baterista. Em 1994 lançou o single "Headlights" por um pequeno selo americano. Em 1995 a cantora já estava abrindo vários shows da cantora Liz Phair em Nova York. Neste mesmo ano, conheceu Steve Shelley (baterista do Sonic Youth) e Tim Foljahn (do Two Dollars Guitar, e que tocou no disco "Psychic Hearts", de Thurston Moore), e juntos gravaram diversas canções em estúdio. Ainda em 1995. é lançado seu 1º álbum, intitulado "Dear Sir", e meses depois, "Myra Lee", seu 2º álbum. Ambos foram gravados no mesmo dia, sendo que o segundo saiu pela Smells Like Records, de Steve Shelley.

Mas seu trabalho começa ganhar projeção mundial em 1996 graças ao seu 1º trabalho pelo selo Matador, "What Would The Community Think". Chan foi contratada pela Matador por Gerard Cosloy, co-fundador do selo, que conhecia Chan desde os primórdios de sua carreira. São destaque deste disco as faixas "In This Hole", "King Rides By", o hit "Nude As The News" e "Bathysphere", do Smog.
Apesar disso, Chan vinha em um processo de descontentamento e decepção com relação a sua carreira musical, e ao seu papel como artista idolatrada por muitos fãs. Ela não havia gostado muito do resultado de seus primeiros discos, e acreditava que haviam se aproveitado dela, em especial nos dois primeiros álbuns. Neste período Chan isolou-se do mundo em uma casa no interior dos EUA junto com seu namorado, Bill "Smog" Callahan, onde passou praticamente um ano somente caminhando, pintado, nadando e cozinhando, desligando-se completamente do mundo da música. Mas após ter um pesadelo em uma certa noite, Chan resolve retomar o Cat Power. Nas palavras da própria: "I had a horrible dream that a voice was telling me my past would be forgotten if I would just meet him -- whoever he was -- in the field. And I woke up screaming, 'No! I won't meet you!' And I knew who it was: the sneaky old serpent. My nightmare was surrounding my house like a tornado. So I just ran and got my guitar because I was trying to distract myself. I had to turn on the lights and sing to God. I got a tape recorder and recorded the next 60 minutes. And I played these long changes, into six different songs. That's where I got the record".
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Com a auto estima recuperada e já cansada de suas velhas canções, lança "The Covers Record" (2000) onde literalmente passa por cima de Rolling Stones ("I Can't No - Satisfaction"), Velvet Underground ("I Found The Reason"), Bob Dylan ("Paths Of Victory") em versões maravilhosas. Foi durante a turnê promocional deste álbum que Chan Marshall veio ao Brasil pela 1ª vez com shows realizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

Após três anos sem lançar trabalho inédito, em 2003 finalmente sai o álbum "You Are Free", que caiu nas graças do público e da crítica. A produção impecável ficou a cargo do experiente Adam Kasper (QotSA, Pearl Jam, Foo Fighters). Para este trabalho, Chan pode conta com Dave Grohl (bateria em 3 faixas e o baixo de "Speak for me"), Eddie Vedder (vocais em "Good Woman" e "Evolution") e Warren Elis (do Dirty Tree, na faixa "Good Woman"). Outro destaque é a sensacional abertura com "I Don't Blame You", canção piano-e-voz que muitos julgam ser dedicada a Kurt Cobain, apesar dela negar isso.
Vale lembrar que todos os álbuns lançados pela Matador são encontrados em edição nacional.

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