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Verve

Em 06/04/06

Por Roger Vincoletto

A banda The Verve foi formada no início de 1990 por quatro rapazes de uma cidade do Norte da Inglaterra chamada Wigan. O The Verve conseguiu, em 8 anos, passar do inferno ao céu através de 3 álbuns que ajudaram a definir, juntamente com Oasis, Radiohead e Blur, o movimento Britpop que se estabeleceu no Reino Unido em meados da década de 90.

O The Verve, que no início se chamava apenas Verve, era formado por quatro amigos de escola, a saber: Peter Salisbury (bateria), Simon Jones (baixo), Nick McCabe (guitarra) e Richard Ashcroft, vocalista e principal compositor da banda. A primeira apresentação ao vivo foi em 1990, em Wigan, seguida por alguns shows no início de 1991, que renderam à banda ótimos reviews por parte da crítica. Desde o início, ficava a impressão de que algo grande estava por vir, principalmente pelo desempenho em palco de Ashcroft e pelo som psicodélico que a banda fazia. Em julho do mesmo ano, a banda assina contrato com a Virgin Records, no selo Hut, aonde também estava o Smashing Pumpkins, outra banda a despontar na época, só que nos EUA.

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Apesar das boas críticas dos shows e o contrato com a gravadora, o Verve apenas gravou seu primeiro single em março de 1992. O single, chamado "All in the Mind", mostra pela primeira vez em estúdio o som pscodélico e viajante da banda, cheio de guitarras com echo, delay e reverb. A crítica novamente elogia a banda, principalmente os vocais de Ashcroft e as guitarras de McCabe, sobre a qual certo jornal inglês chegou a dizer que "o som de McCabe é como lava, saliva, neve, algo que você pode quase tocar". A banda lança, ainda em 1992, mais um single, "She’s a Superstar", e um EP, "Gravity Grave". Ambos lançamentos novamente recebem elogios da crítica e levam a banda a fazer mais shows na Inglaterra, contudo, não obtêm reconhecimento no rádio devido à duração das músicas, que eram de 8 a 10 minutos. Ainda no fim do ano, fazem alguns shows com o Black Crowes nos EUA, e para preparar o terreno na terra do Tio Sam, lançam o Verve EP, uma coletânea em cd das músicas lançadas anteriormente em single. Em maio de 1993, a banda lança "Blue", seu próximo single e o primeiro executável em rádios, por ter aproximadamente 4 minutos. O sucesso leva a banda a, finalmente, lançar um álbum completo.

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Lançado em junho de 1993, A Storm In Heaven é o primeiro álbum do Verve, com 10 músicas totalmente inéditas. As músicas são difíceis de ser assimiladas, com muitos efeitos de echo e reverb na guitarra e na voz de Ashcroft, além de possuir elementos de rock progressivo, com direito até a saxofone em algumas faixas. É um grande álbum, mas no momento errado, por ser totalmente diferente do Britpop que estava surgindo, principalmente com o lançamento de "Modern Life is Rubbish" do Blur. Além disso, o mundo estava respirando o grunge, que estava no auge. O álbum leva a banda para excursionar com o Smashing Pumpkings pela Europa no segundo semestre de 1993, enquanto é lançado o primeiro single do novo álbum, "Slide Away". A banda chega até a tocar com o Oasis, até então desconhecido, com quem passam a ter grande amizade.

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Em meados de 1994 são convidados a participar do festival Lollapalloza, que serviu para mostrar outra faceta da banda. Durante os shows, Salisbury é preso por destruir um quarto de hotel, e Ashcroft é hospitalizado devido a desidratação, depois de uma bebedeira homérica. Em agosto, já de volta à Europa, a banda, junto com o Oasis, outros arruaceiros de carteirinha, destroem o bar de um hotel, fazendo a banda ir parar na primeira página de alguns jornais da Suécia. Tudo isso contribui para a imprensa passar a chamar Richard Ashcroft de "Mad Richard", e se referir à banda como "Drug Band".

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No final de 1994, com os lançamentos de "Definitely Maybe", do Oasis, e "Parklife", do Blur, o Britpop deixa de ser uma promessa para ser efetivamente o próximo grande movimento musical depois do grunge, a esta altura, morto. Com os nervos em frangalhos devido às cansativas tours nos EUA e Europa e o consumo de drogas, O Verve muda seu nome para The Verve, devido a direitos autorais, e entra em estúdio para gravar seu segundo álbum, desta vez com a produção de Owen Morris, que havia produzido o megasucesso "Definitely Maybe", do Oasis.

As gravações de "A Northern Soul", próximo álbum da banda, foram um tormento. Demoraram seis meses, e foram regadas a drogas, principalmente ecstasy. Dizem que Owen Morris, no momento em que foi terminada a mixagem do álbum, em comemoração, jogou uma cadeira pela janela do estúdio, quebrando-a no processo. Durante as gravações, segundo Ashcroft, "havia momentos em que apenas pegávamos o carro e saíamos para dirigir, esperando o sentimento aparecer. Em outros momentos, apenas ficávamos sentados olhando um para a cara dos outros". De qualquer forma, em julho foi lançado o álbum, que apresentava um som um pouco diferente do primeiro, com menos eco nas guitarras e nos vocais, deixando transparecer a grande voz de Richard Ashcroft. O álbum é ótimo, e têm grande reconhecimento da crítica. Infelizmente, também é lançado no momento errado, pois o Reino Unido não estava preparado para as músicas depressivas e difíceis de serem assimiladas que a banda vinha fazendo, principalmente porque a Inglaterra passava pelo auge do Britpop, com o lançamento de "What’s the story, morning glory", do Oasis, "The Great Scape" do Blur e "The Bends", do Radiohead. Dois singles são lançados: "This is Music" e "On Your Own", que alcançam respectivamente o top 40 e top 30 britânico. O álbum alcança o 13o lugar nas paradas. Era o The Verve obtendo o reconhecimento através de vendas.

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Em agosto de 1995, apenas algumas semanas após o lançamento do álbum, o The Verve faz seu último show, em Glasgow, e anuncia o seu fim, devido principalmente às brigas entre Ashcroft e McCabe. Com a banda já encerrada, é lançado o terceiro single do álbum, "History", que se torna seu maior sucesso, sendo escolhido como single da semana na Inglaterra.

Já no final de 1995, toda a banda, sem McCabe, mais o tecladista Simon Tonge, que era um grande amigo de infância, se reúne para gravar algumas demos, e planeja continuar com um outro nome. Várias músicas são compostas, as quais seriam utilizadas para o próximo álbum. A banda então entra em estúdio em 1996, ainda sem saber se seria um trabalho solo de Ashcroft ou se seria uma outra banda. Várias músicas são compostas, mas ainda faltava algo. No meio das gravações, Ashcroft faz as pazes com McCabe, que entra em estúdio para gravar o álbum. Em primeiro take, grava as guitarras de "The Drug’s Don’t Work", um dos maiores sucessos da banda, e "Sonnet", outra música presente no álbum. As gravações continuam, e o álbum é lançado em 1997, com o nome de "Hurban Hymns".

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Com o Britpop acabando, e as bandas partindo para trabalhos mais psicodélicos, o The Verve finalmente lança o álbum certo, na hora certa. As músicas continuam com a psicodelia de sempre, só que em níveis bem menores. As músicas são mais calmas, com predominância de violões em várias faixas, mas ainda com as várias guitarras de McCabe com seus efeitos de eco e reverb. Além disso, as composições foram em boa parte apenas de Ashcrot, e não da banda, o que fez com que o trabalho ficasse mais coeso, menos psicodélico e um pouco mais pop, ou seja, muito mais acessível. Com o Radiohead lançando o psicodélico e experimental "OK Computer", o Blur com o seu "Yellow Album" e até o Oasis arriscando um pouco de psicodelia com "Be Here Now", o The Verve finalmente estourou.

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Músicas como "The Drug’s Don’t Work", "Bittersweet Symphony", "Sonnet" e "Lucky Man" foram tocadas à exaustão até nas rádio brasileiras, e seus quatro singles chegaram ao topo das paradas na Inglaterra. O álbum vendeu mais de 7 milhões de cópias no mundo todo, levando o The Verve a uma bem sucedida tournê pelos EUA, e uma indicação para álbum do ano, que só não foi vencida pois concorria com "OK Computer", do Radiohead, álbum considerado pela crítica como um dos melhores de todos os tempos.

Quando tudo parecia bem, em 1998 Ashcroft briga novamente com McCabe, e a banda acaba para nunca mais voltar, para desespero do fãs. Jones e McCabe seguem cada um seu caminho em outro projetos, e Ashcroft abandona sua vida regada a drogas e se casa. Em 2000, lança um ótimo álbum solo, com a participação de Salisbury na bateria. O álbum é bem aceito no Reino Unido, pois ainda contêm vários elementos do The Verve. Mas aí já é outra história.

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