Primal Fear
Postado em 06 de abril de 2006
Por Fernando De Santis ([email protected])
Se voltássemos ao final da década de 90, precisamente no ano de 1997, na Alemanha, país tradicional no cenário do rock mundial, presenciaríamos o nascimento de uma banda que viria a ser um ícone no cenário do heavy metal mundial. Tal banda foi uma idealização de Mat Sinner (baixo) e Ralf Scheepers (vocais), que há pouco tempo havia abandonado o posto de vocalista da também banda alemã Gamma Ray, com a esperança de um dia poder cantar no Judas Priest. Para completar a formação, foram convocados Klaus Sperling (bateria) e Tom Naumann (guitarra). Com essa formação nasceu o Primal Fear.
Com quatro músicos talentosos e experientes, o Primal Fear conseguiu um contrato com a gravadora alemã Nuclear Blast. No início de 1998, Sinner e cia. terminaram os trabalhos no estúdio "House Of Music Studios", que resultariam no primeiro álbum da banda. Tal álbum foi lançado em fevereiro de 1998, com o nome de "Primal Fear". O som da banda surpreendeu o mundo inteiro, pois apesar de em alguns momentos soar como Judas Priest, havia muitas peculiaridades no som, que os tornavam uma banda singular: o vocal de Ralf, totalmente "rasgado" e preciso, o timbre da guitarra totalmente "metal", com bases cheias de harmônicos e solos avassaladores, e a bateria e o baixo entrosados. Todos esses componentes conseguiram cativar fãs no mundo todo. Esse primeiro disco contou com algumas músicas interessantes, como "Silver and Gold", que tem uma linha de baixo belíssima, e "Formula One", onde a banda expressa todo o fanatismo pelo esporte praticado pelos irmãos Schumacher. O disco "Primal Fear" foi lançado no Japão por intermédio da gravadora JVC/Victor e o sucesso foi absoluto. Ainda no mesmo ano de 1998 a banda lançou uma edição limitada do primeiro álbum, que vinha em uma caixa de metal. Tal edição foi batizada de "Primal Fear Metalbox". Com o primeiro disco na mão, o Primal Fear entrou em turnê, e para completar o som da banda ao vivo foi convocado o guitarrista Stefan Leibing (ex-Insanity), que já havia tocado com Klaus Sperling. Por esse motivo Stefan passou a ser o "quinto Primal Fear".

Após o sucesso do primeiro disco a banda trabalhou em novas músicas, e no ano de 1999 voltou para o estúdio, novamente com a produção de Mat Sinner, desta vez fazendo a mixagem e gravação nos Estados Unidos e na Alemanha. Em junho do mesmo ano foi lançado o segundo disco do Primal Fear, intitulado "Jaws Of Death". Seguindo a mesma fórmula do primeiro álbum, o que se viu (ouviu) foi mais uma vez um metal poderoso e empolgante, só que desta vez com dois guitarristas. Os destaques desse segundo disco são sem dúvida "Final Embrace", que é uma música onde se pode perceber toda a filosofia do Primal Fear, além de "Church Of Blood" e "Fight To Survive". O disco rendeu uma boa turnê; participaram de alguns festivais famosos, entre eles o "Wacken Open Air", na Alemanha, e pela primeira vez o Primal Fear visitou os fãs brasileiros. Em novembro de 1999 a banda passou pelo Brasil ao lado de DC Cooper e Pink Cream 69. Apesar de alguns problemas de organização nas apresentações, os shows no Brasil foram perfeitos e empolgaram o público. Porém, ainda na turnê de divulgação do "Jaws Of Death", o Primal Fear sofreu uma perda: o guitarrista Tom Naumann se retirou, alegando stress. Para terminar a turnê, no lugar de Tom, foi chamado o guitarrista do Sinner, Alex Beyrodt.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Após a turnê de divulgação do "Jaws Of Death", que foi um sucesso absoluto (apesar dos problemas), a banda contratou o segundo guitarrista definitivo: Henny Wolter (ex-Thunderhead), que assumiu as seis cordas.
Com uma formação estabilizada, era hora de começar a pensar no terceiro álbum da banda. E o ano de 2000 foi muito bom para os alemães do Primal Fear. Eles trabalharam arduamente na Alemanha, gravando e mixando o terceiro disco e ainda puderam conferir o piloto conterrâneo deles, Michael Schumacher, se consagrar tricampeão da F-1. Com os ventos soprando a favor, em janeiro de 2001 foi lançado pela Nuclear Blast o terceiro disco do Primal Fear: "Nuclear Fire". Mais uma vez o Primal Fear confirmou as expectativas e deu de presente aos fãs do mundo todo um disco de puro Metal. Mantendo a pegada forte e o timbre das guitarras fascinante, o disco "Nuclear Fire" foi elogiado no globo todo em revistas, sites e zines especializados. Os destaques do Nuclear Fire, que se transformaram em clássicos imediatos, são: "Iron Fist In A Velvet Glove", "Kiss Of Death", "Angel In Black" e "Eye Of An Eagle".

Crescendo tão rápido quanto a Ferrari de Michael Schumacher, o Primal Fear demonstra não ter limites. A turnê do disco "Nuclear Fire" passará pelos quatro cantos do mundo e talvez na América do Sul. Quem vacilar e perder o show ficará para trás, como se estivesse pilotando uma Minardi retardatária...
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