Arcturus

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Por Jorge Bernhardt

O Arcturus foi formado no começo da década de 90 com o tecladista Sverd se juntando ao baterista Hellhammer (baterista também do Mayhem). O epíteto que representa a banda, Arcturus, foi escolhido por ser o nome da estrela mais brilhante da constelação Boötes, com magnitude visual de 0.24, tipo espectral KO e 36 anos–luz distante daqui.

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Em março de 1991 foi lançado o EP "My Angel" com apenas 2 músicas e lançado por uma pequena gravadora francesa em edição limitada de 1.100 cópias. Depois disso entraram na banda o vocalista Garm (Ulver, ex-Borknagar) e o guitarrista Samoth (Emperor). Com essa formação foi gravado um mini-CD, novamente com edição muito limitada chamado "Constellation" e lançado pelo selo do próprio Samoth, Nocturnal Art Productions.

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A cena underground já começava a se entusiasmar com o Arcturus e sua forma bastante especial de fazer Black Metal, e a banda assim ia ganhando espaço e reconhecimento. Mas ainda tinha muito para acontecer com a banda.

Com a prisão de Samoth por incendiar igrejas, a banda foi obrigada a achar um novo guitarrista. Além disso, a banda decidiu colocar um baixista. Para a guitarra veio o virtuoso August (da banda de prog metal Tritonus) e para o baixo veio Skoll, do Ved Buens Ende.

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Em 1996 lançaram o primeiro disco "full-lenght", chamado "Aspera Hiems Synfonia", pelo pequeno selo underground Ancient Lore Creations. Diferente de muitas coisas nesse estilo, a produção é de primeira, assim como os músicos. Como diz o adesivo que vem na caixa do cd: "Uma reunião da elite dos músicos de Black Metal da Noruega compondo obscura e severa arte sinfônica! Com membros do Ulver, Mayhem e Ved Buens Ende". O disco mistura partes de Black Metal mais agressivo com partes totalmente sinfônicas, solos virtuosos de guitarra e vocais misturando urros e partes tipicamente Black Metal a partes melódicas. A banda assinou contrato com a Century Black (divisão de Black Metal da Century Media) para distribuição.

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Algum tempo depois do lançamento do primeiro álbum da banda foi relançado o disco "Constellation" em vinil com as músicas originais desse álbum, além das músicas do EP "My Angel" e coisas inéditas. Várias das músicas do "Constellation" são versões diferentes de músicas do primeiro disco da banda, "Aspera Hiems Synfonia".

Antes de lançar o segundo álbum, novamente aconteceu uma mudança na formação da banda: o guitarrista August (Carl August Tidemann) saiu da banda para se dedicar mais à sua outra banda, Tritonus, e, além disso, gravou um disco solo chamado "Stylystic Changes". Esse é um fato bsatante curioso e provavelmente nunca antes visto: um guitarrista sair de uma banda que pratica black metal – apesar de não exatamente na sua vertente mais pura – para lançar um álbum solo instrumental repleto de influências eruditas e de estilos como jazz e fusion.

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Para o lugar de August entrou o guitarrista Knut M. Valle. Apesar de não ter ocorrido outra mudança "física" na formação da banda, os músicos pararam de utilizar pseudônimos para utilizarem seus nomes reais a partir do segundo álbum da banda. São eles: Jan Axel Von Blomberg, (HellHammer, na bateria); Steinard Sverd Johnsen (Sverd, nos teclados); Hugh Stevens James Mingry (Skoll, no baixo); Garm Wolf (Garm, nos vocais); e o já citado Knut M. Valle. Com essa formação, o grupo lançou seu segundo disco, "La Masquerade Infernale", pelo selo Misanthropy, que apresentou um Arcturus extremamente diferente, criativo e original, praticamente largando tudo do black metal fazendo uso apenas de vocais limpos, músicas muito mais orquestrais e até uso de samplers. É claro que tudo envolvido numa aura obscura e lúgubre, mas de extremo bom gosto. O guitarrista Knut M. Valle certamente é bastante inferior tecnicamente a August, mas teve um bom rendimento no disco e em 3 canções o ex-guitarrista do conjunto fez participações especiais. Destacam-se canções como "Ad Astra" com uma bela performance de piano e melodias muito bem construídas e "Alone", que lembra um pouco do estilo musical anteriormente praticado pela banda, com uma bateria que soa bastante black metal em certos momentos.

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No começo de 1999 mais um grande passo ocorrera na carreira do Arcturus: a banda decidira-se por lançar um álbum apenas com versões diferentes – algumas (a maioria, na verdade) bastante influenciadas por techno e estilos eletrônicos – de suas músicas. Foi lançado "Master Of Disguise" com versões de obras dos dois primeiros discos da banda, que certamente não é para fãs de black metal, mas é de altíssima qualidade, e as novas versões, apesar de extremamente inusitadas, por vezes equiparam-se às originais em termos qualitativos.

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O Arcturus é certamente uma das bandas mais surpreendentes da atualidade. Nunca se sabe o que virá da banda. Porém, sempre com trabalhos diferentes e originais, a banda mantém sua qualidade.




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