Gordons: Uma qualidade imensurável nas composições
Resenha - Hecatombe - Gordons
Por Mário Orestes Silva
Postado em 29 de janeiro de 2016
Um ótimo exemplo de banda que começou tocando somente covers e migrou lentamente para um repertório autoral, Gordons lança seu debut titulado de "Hecatombe", trazendo 10 faixas bem elaboradas que transitam flexivelmente entre o blues e o hard rock clássico, cantado em português, mantendo uma unidade sonora digna de quem está firmando sua identidade musical.
A bolachinha abre com "Intensidade" que mostra de cara um timbre de guitarras bem marcante, com um ótimo refrão levando a canção. A segunda é "Uma Vontade Qualquer" que traz boa letra e remete diretamente a medalhões do rock. Os arranjos são muito bons e a canção apresenta qualidade excepcional dos músicos. Em terceira posição está "Pagando pra Ver", mais uma com influências diretas de grandes nomes, com um rock simples e muito bem arranjado. Nesta feita já há trabalho com backing vocals e rápidos dedilhados no contrabaixo. A quarta faixa é "Preciso de Mim". Um blues pesado com destaque para o grande trabalho de cordas executado pelo contrabaixista Roberto Lima (também conhecido como Beto Lee, bem antes do filho de Rita Lee ganhar pelos) e pelo guitarrista Carlos Martins.
Em seguida vem "Páginas". Uma balada pronta pra tocar no rádio. Seu trabalho já mostra uma pitada de progressive rock. Na sequência está "O Claro" que volta ao rock clássico e dá uma apaziguada em seu meado, sem demorar a retomar o peso. O destaque desta vez está na precisão do experiente baterista Sérgio Henrique, que também é responsável pelos backings.
A sétima é "Mentiras de Verdade" (ótimo título de faixa). Outra balada, desta vez com um lindo dedilhado na abertura que ganha distorção no primeiro solo. Aliás, haja solos de guitarra nesta música. Aqui o brilho vai para a segurança na voz de Carlos Palácio. "Multidões" vem em seguida e sua estrutura lembra bastante os andamentos dos canadenses do Rush. A penúltima é nomeada com um trocadilho que também está presente no seu refrão. "Vai Tomar um Blues" é um hard rock já bem conhecido pelo público que adora vida notívaga e sacanagem. Pra fechar o CD, a que nomeia o disco. "Hecatombe" é uma faixa curta dedilhada que, apesar de singela, possui uma linda letra.
Agradecimentos, algumas fotos da banda, ficha técnica e todas as letras das músicas compensam a fraca arte de capa. Com músicos experientes, profissionais e humildes, que não se poupam em caprichar nas composições, os Gordons vieram pra ficar por muito tempo, trazendo à tona um grande álbum de estreia. "Hecatombe" pode parecer apenas mais um disco de rock, mas quando escutado com atenção, o disco demonstra uma qualidade imensurável nas composições.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
O guitarrista brasileiro que ouviu a real de produtor: "Seu timbre e sua mão não são bons"
A música que deixou Ritchie Blackmore sem reação em 1970; "um som grande, pesado"
Os cinco discos favoritos de Tom Morello, do Rage Against The Machine
Vocalista de banda italiana de groove metal ganha medalha na Olimpíada de Inverno
Eluveitie e Twisted Sister pediram para se apresentar no Bangers Open Air 2027
A pior faixa de "Black Album", de acordo com o Heavy Consequence
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
O cantor que John Lennon achava fraco, mas conquistou o Brasil no Rock in Rio
Dave Mustaine aponta o elemento que diferenciava o Megadeth das outras bandas de metal
A "banda definitiva" do heavy metal, segundo Lars Ulrich, do Metallica
O álbum "esquecido" do Black Sabbath que merecia mais crédito, segundo Tony Iommi
Os astros da música brasileira que quase superaram vendas do RPM, segundo Paulo Ricardo
Como foi a entrada de Melissa Reese no Guns N' Roses
Vocalista dos Sex Pistols explica porque o punk acabou ficando "parecido com o fascismo"


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



