Ricardo Iorio: resenha do metaleiro argentino
Por Sergio A. Espindola
Fonte: rock.com.ar
Postado em 17 de setembro de 2014
HORACIO RICARDO IORIO (52 anos) é um artista com extensa experiência no metal argentino, trabalhando desde 1978 até atualidade, gravando 24 álbuns oficiais e inúmeras participações especiais.
Ele começou sua carreira musical como baixista do V8, grupo que ele fundou com CHOFA RICARDO MORENO. O grupo teve algumas mudanças de membros, e se separou em 1987, quando então ele formou o HERMÉTICA, onde tornou-se o principal compositor e letrista exclusivo além de cantar de vez em quando. HERMÉTICA se separou em 1994, e depois IORIO formou o grupo ALMAFUERTE, onde ele se estabeleceu como cantor e baixista. Mais tarde desistiu do baixo e se tornaria apenas cantor.
IORIO é um músico politizado com uma visão nacionalista e patriota, o que muitas vezes causou problemas para ele por suas opiniões e declarações fortes. Foi tachado de "antissemita" no ano 2000 por uma declaração para a revista Rolling Stones na qual ele falou o seguinte:
"Eu acho que devem haver poucas pessoas que não são judias que sabem tanto sobre o judaísmo como eu. E se há algo que eu valorizo na minha nação é a liberdade de culto. A liberdade de culto é boa para a ordem social. O que acontece é que precisamos de tempo de desenvolvimento. Somos uma sociedade que se tornou independente da Espanha, apenas a 200 anos atrás. Mas eu não sou contra ninguém. Sou a favor de todos. Eu prefiro os pecadores ao invés de santos, sim. Mais é bom ter diversidade religiosa. Se você não é judeu, não me venha cantar "Hava Nagila" nas festas judias. E se você é judeu não me venha cantar o Hino Nacional, "la concha de tu madre!" (Xingamento típico Argentino). Entendeu? Cada leitão na sua teta tem seu jeito de mamar. O que eu não gosto é que a meu país tragam guerras internas de outros lares. E isso se evita sendo Argentino. Tomara os políticos entendam isto."
Revista Rolling Stone n.º 24, março de 2000
Mais algumas declarações:
"Eu não sei o que é "a música", jamais estudei nada. O único que eu sei tocar são minhas músicas, nada mais. Por exemplo, se você me pede para tocar Queen, não posso, porque só sei tocar as músicas que eu crio. Além do mais, se eu encarei está história, foi por rebeldia, para me opor. Por isso, uma coisa é que você vá e estude e outra coisa é que você invente suas músicas sem saber o que é."
Revista Rock 'N' Shows, 1994
"Eu penso que a maior benção que uma pessoa pode ter é ser profeta na sua terra, e que em teu país esse movimento reconheça que você está fazendo parte da sua história. De nada me serviria ser um Boom no México e não poder tocar aqui nem em uma pizzaria."
Revista Madhouse, 1994
"Muitos acham que somos fascistas e não escutaram nossas músicas "reencarnacionistas", feitas por bravos. Almafuerte aposta na partida do ser humano, em ser guerreiro, não a ser puto, porque é muito fácil ser um puto."
"Ser nacionalista é estar orgulhoso de habitar este solo. Tem muitos que se vão a outros países para limpar banheiros e aqui não limpam nem o seu próprio."
Diario Clarín, 2001
CD’s, Bandas e alguns vídeos na carreira:
V8
Luchando por el metal (1983)
Un paso más en la batalla (1985)
El fin de los inicuos (1986)
No se rindan (1991)
Homenaje (1996)
Antología (2001)
HERMÉTICA
Hermética (1989)
Intérpretes (1990)
Acido argentino (1991)
En vivo en Argentina (1993)
Víctimas del Vaciamiento (1994)
En Concierto Parte II (1995)
En Concierto Parte I (1995)
Lo último, en vivo (1995)
ALMAFUERTE
Mundo guanaco (1995)
Del entorno (1996)
En vida (1997)
Almafuerte (1998)
Profeta en su tierra (1998)
A fondo blanco (1999)
Piedra libre (2001)
En vivo, Obras 2001 (2001)
Ultimando (2003)
10 años (2005)
Toro y pampa (2006)
En vivo en Obras 2008 (2009)
Trillando la fina (2012)
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