Christa Titus, do Reuters.com, recentemente entrevistou Nikki Sixx e Mick Mars, respectivamente baixista e guitarrista do MÖTLEY CRÜE.
Esta matéria foi publicada em 04/07/08. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O que torna o MÖTLEY CRÜE diferente das outras bandas que vieram de Los Angeles na mesma época?
Mars: Todas elas eram bandas fracas. Bandas de um sucesso só. Eles tentavam compor músicas no nosso estilo. Havia gravadoras assinando com qualquer um que remotamente se parecesse com o MÖTLEY CRÜE.
Mars: O MÖTLEY CRÜE estava subindo como um foguete e todas as gravadoras fuçaram por todo canto. Felizmente não há mais muitas gravadoras por aí, mas há muita provocação por aí, porque, como eu disse, eles estavam contratando qualquer um, e essas bandas sequer tinham músicas.
Mars: Eu não estou tentando soar egoísta ou coisa do tipo, mas essa é a verdade. É o que sinto e o que sei, o que eu vejo nessas outras bandas. Eles são, tipo, ninguém. Ou isso ou eles estão tocando em pequenos clubes.
Sixx: Eles eram new wave. Eles eram punks. Eles eram só rock. Nós estávamos cagando e andando, mas eles todos se preocupavam. Todos eles estavam loucos pra abrir as pernas para as grandes corporações e nós não estávamos nem aí. Nós só queríamos tocar o que queríamos tocar.
Sixx: Eu não achava que alguém fosse assinar um contrato com o MÖTLEY CRÜE, e eu não me importava... Foi por isso que lançamos nosso primeiro trabalho por conta própria. Nós fizemos o que quisemos, tocamos o que quisemos e nos vestimos do jeito que quisemos.
Você acha que o MÖTLEY dura outros 20 anos?
Mars: Não (risos). Não. Mas isso é porque daqui a vinte anos eu vou estar com 77. Eu não quero fazer turnês quando estiver com 77 anos, soa geriátrico demais pra mim.
Mars: Eu sempre estarei tocando, sempre, sempre, sempre. Eu não sei o quanto vou estar fazendo turnês a essa altura, porque eu não acho que serei um velhote muito bonito (risos).
Mars: Mas eu sempre estarei compondo e tocando e compondo para outras bandas ou mesmo para o MÖTLEY e ao menos lançando novos álbuns.
Sixx: Eu não quero nem pensar nisso, me dá até dor de cabeça (risos). Eu só quero estar com minha câmera em alguma situação perigosa num país estrangeiro, tirando fotografias. É isso que eu quero estar fazendo daqui a 20 anos... (risos) Eu sou apaixonado por fotografia, apaixonado pela arte, por todo o conceito.
Sixx: Eu não consigo nem imaginar a idéia de músicos em cima de um palco tocando suas músicas para as pessoas daqui a 20 anos. Me parece que vai haver outras formas de alcançar as pessoas. Veja o quanto aconteceu nos últimos 10 anos, imagine daqui a 20! Poderemos discar um número de telefone e ter o Nikki Sixx em seu quarto. Não que daqui a 20 anos eu vá conseguir fazer muito estrago... (risos)
Leia a entrevista completa no link abaixo.
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Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.
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