Steven Wilson: os 20 álbuns que deveriam estar em mix 5.1

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Steven Wilson: os 20 álbuns que deveriam estar em mix 5.1


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Steven Wilson está sempre muito ocupado com a PORCUPINE TREE e vários outras bandas e projetos solos. Ainda assim ele arranja tempo para ser o expoente em som surround entre os músicos.

Após ter mixado todo o catálogo do KING CRIMSON, Steven Wilson sugere os 20 melhores álbums de rock/pop/prog para o surround 5.1.

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ABBA: “Arrival”

Talvez o melhor álbum, talvez a melhor produção/composição de pop dos anos 70. O ABBA usou o estúdio para fazer alguns overdubs e faixas adicionais de vocal - algumas vezes duplicando o som de toda banda por cima do que já havia sido gravado, criando assim uma variação própria de som. Mesmo que o ABBA não tenha sido essencialmente uma banda de álbuns, "Arrival" possui um set de músicas pop impecável, incluindo alguns dos hits mais famosos do grupo. Hoje em dia, esse set é reconhecido por qualquer um que tenha ouvidos, não só como música pop, mas também uma obra prima. Qualquer produção dessa qualidade merece o mais avançado tratamento em surround.

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KATE BUSH: “Hounds of Love”

É dificil escolher entre este trabalho, "The Dreaming", e seu trabalho mais recente, "Aerial". Mais ou menos como Peter Gabriel em seu quarto album (veja abaixo), Kate Bush sempre esteve interessada em combinar o antigo com o novo. "Hounds of Love" é um perfeito candidado para o surround 5.1 porque é um álbum de muitas cores, incluindo samples, coros masculinos e músicos de gêneros muito distantes, desde música clássica (o guitarrista John Williams), jazz (baixista Eberhard Weber), e postpunk (o baixista do Killing Joke, Paul Raven). Os arranjos vocais complexos e detalhes na produção que Bush sempre primou, também fazem com que esse álbum seja ideal para mixagem em multicanais.

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ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA: “Out of the Blue”

O que eu amo sobre a produção de Jeff Lynne é como ele aborda cada música com uma visão única para criar um mundo sonoro diferente. Aquelas "bagunças" (vocoder, coros, cordas barrocas, guitarra acústica, efeitos sonoros) são ingredientes que você precisa para uma mixagem em surround inspiradora.

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PETER GABRIEL: Peter Gabriel

Apesar de ser um dos álbuns mais antigos que faz uso da tecnologia de samples, ele ainda é um exemplo definitivo de como usar samples de uma forma criativa. E a combinação da tecnologia de ponta (na época) com os instrumentos de world music (tambores, palmas e instrumentos simples e antigos usados pela umanidade a séculos para fazer música) faz com que esse álbum seja muito mais fascinante em 5.1. A parte final de "The Rhythm of the Heat", onde os tambores africanos entram com muita presença, como um rebanho de gnus, é um dos momentos mais dramáticos em um album pop, e isto seria incrível em surround.

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MARVIN GAYE: “What's Going On”

Um dos álbuns mais espirituais, nobres e maravilhosos já feitos, e seu som quase sinfônico o faz uma escolha perfeita para 5.1.

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JAPAN: “Tin Drum”

Para o seu último album (antes da reunião Rain Tree Crow), a banda Japan dispensou quase totalmente as guitarras e construiu uma forma requintada de pop inteligente, usando uma abordagem totalmente nova em ritmos combinados com teclados programados meticulosamente. A abordagem foi grande em sound design e mixagem, tudo criado em uma era antes do teclado se tornar algo muito comum e banal no Rock. Tin Drum ainda soa único. As partes complexas e passagens interligadas sairiam muito boas em surround.

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JETHRO TULL: “Thick as a Brick”

Possivelmente o álbum definitivo de uma faixa só, esta foi minha maior referência para criar o novo album do Porcupine Tree, "The Incident", com os seus 55 minutos de ciclo musical. O fluxo de riffs memoráveis e melodias impecáveis e a interação que parece ser uma performance ao vivo, no estúdio, é o auge da música progressiva. Uma mixagem 5.1 com certeza faria com que este "labirinto de idéias" ficasse ainda mais aventuroso.

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LED ZEPPELIN: “Led Zeppelin IV”

Imagine o som da bateria no começo de "When the Levee Breaks" em 3-D. Sem mais.

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MASSIVE ATTACK: “Mezzanine”

Um obscuro e intenso clássico moderno - uma viagem para dentro do sound design e ritmo. Algumas vezes parece que há muita informação numa mixagem estéreo (muito som embolado); uma mixagem em surround ajudaria a ganhar clareza e separação. Por outro lado, talvez iria perder um pouco do seu poder opressivo. Há apenas uma maneira de descobrir!

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MY BLOODY VALENTINE: “Loveless”

Um álbum com guitarras tão densas que o transformam em pura textura. A música já é tão imersa em estéreo que eu só posso começar a imaginar como seria estar dentro daquele esmagador e alucinante som ao invés de ficar simplesmente à frente dele.

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NINE INCH NAILS: “The Fragile”

De várias maneiras diferentes, a música do Nine Inch Nails é a mais apropriada de todas para o surround. Muitos dos álbuns que soam melhor em 5.1 são os que não são restritos à necessidade de ser reproduzido ao vivo (em um show). Em vez disso, você tem músicas usando as infinitas possibilidades de um estúdio para criar sons que "ao vivo" são impossíveis. Trent Reznor usa dispositivos modernos de gravação digital como ferramentas experimentais, e "The Fragile" é um álbum duplo que transborda aventura sônica. Mesmo tendo feito o álbum anterior, "The Downward Spiral", em 5.1, por alguma razão Trent ainda tem que lançar uma mixagem 5.1 desta sua obra prima.

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PINK FLOYD: “Animals”

Dizem que o Pink Floyd teve problemas na gravação deste álbum pois estava estreando seu novíssimo estúdio, lutando para alcançar a expressividade musical dos álbuns anteriores. Enquanto isso, o sentimento que pairava no ar estava mudando, da "exaustão mundial" daqueles primeiros albuns, para o estilo enfurecido de Roger Waters (que seria mais visível no "The Wall"). Mas apesar de tudo isso, eu acredito que esse album é uma das mais incisivas e maravilhosas realizações na música. Seria especialmente inspirador ouvir a parte do meio de "Dogs" em surround, com as duas ondas de sintetizadores "brilhantes", loopings de bateria e uivos caninos eletronicamente gravados.

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PRINCE: “Sign o' the Times”

Um verdadeiro álbum solo, no sentido que quase tudo é feito pelo próprio Prince. Rock, gospel, funk, hip-hop, soul: O calibre de estilos explorado aqui e deslumbrante, mas de alguma forma ainda sendo Prince. Remixar tudo em surround seria uma oportunidade de destacar os muitos elementos que Prince controlou para montar cada música.

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RADIOHEAD: “OK Computer”

Levando a arquitetura e mestria do formato do álbum para o fim do século 20, Radiohead adotou a marca registrada do Pink Floyd - se alienando da vida moderna - e redefinindo ela para a geração post'Brit-rock. Fazendo isso, a banda criou um dos álbuns mais épico de todos os tempos. A versatilidade do guitarrista/multi-instrumentista Jonny Greenwood, especialmente, transformou este álbum em não só um set de músicas impecáveis, mas também em um álbum colorido e com diversos arranjos, de pedaços "chamberlike" para "angsty rock". "Ok Computer" é uma referência, e eu me surpreendo com o fato da banda nunca ter abraçado o 5.1 para complementar a extraordinária ambição de sua música.

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RUSH: “Moving Pictures”

Uma das minhas bandas favoritas no seu auge. “Moving Pictures” é algo raro: um álbum de 40 minutos sem uma nota desperdiçada ou momento fraco. Este álbum foi feito com relativa economia (mais barato) se comparado a alguns outros álbuns desta lista, mesmo assim a interação entre os 3 extraordinários músicos (e a integração de sintetizadores, com bom gosto) seria o máximo em 5.1.

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TALK TALK: “Laughing Stock”

Tem a sensibilidade de um ótimo álbum de jazz - instrumentos gravados com tanta claridade, detalhes e meticulosidade para exaltar cada característica da música, que as falhas, os rangidos, os barulhos e chiados se tornam parte da textura do som. Um álbum como este - que quase te coloca dentro do estúdio e que cada som é perfeitamente considerado e localizado no contexto geral - serial ideal para o surround.

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THE WHO: “Quadrophenia”

Tendo feito a fantástica mixagem 5.1 do álbum "Tommy", Pete Townshend começou a remixar esse álbum também, mas ficou entediado e desistiu. Isso é uma pena. Como o definitivo álbum de opera rock - e para mim, o auge da composição, arranjo e produção de Townshend - “Quadrophenia” é o álbum que eu gostaria de ouvir em surround mais do que qualquer outro.

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XTC: “Skylarking”

Produzido por Todd Rundgren, um dos proeminentes vocais e arranjadores do nosso tempo, Skylarking foi tanto uma obra prima de Todd como do XTC. O primeiro momento inicial para a mixagem 5.1 seria a espantosa abertura de "Summer's Cauldron"/"Grass", onde você pode até sentir a qualidade balsâmica de um longo verão quente na Inglaterra (e nos nóo temos muitos desses). Uma grande oportunidade para alguns "surround panning" (quando o som vai de uma xaixa para outra) com o zumbido das abelhas também.

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YES: “Close to the Edge”

Outro auge da música progressiva, com ênfase igual na musicalidade, melodia e letras (quantas bandas de progressivo moderno erram na musicalidade, heim?). Uma vez eu ouvi a mixagem 5.1 do álbum anterior, "Fragile", mas não fiquei impressionado. Ainda é uma pena que tantas pessoas tenham descartado a ideia de música em surround por que ouviu exemplos prematuros, incertos, precipitadamente. Você não dispensaria um estéreo simplesmente porque você ouve um álbum mal mixado, não é?

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FRANK ZAPPA: “Joe's Garage, Acts I, II & III”

Zappa experimentou o som quadrifônico e tenho certeza que teria se tornado um dos melhores advogados do 5.1, sendo uma pessoa que sempre abraçou rapidamente novos desenvolvimentos em gravação de som. "Joe'ss Garage" é talvez a última manifestação do seu trabalho: musicalidade extraordinária, letras complexas aliadas a grandes melodias, solos de guitarra maravilhosos e letras engraçadas. Também brilhantemente gravado, e soaria incrivel em surround.

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