Esta matéria foi publicada em 10/11/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O editor do site RushOnRock.com, Simon Rushworth, recentemente conduziu uma entrevista com o vocalista/ guitarrista Mikael Åkerfeldt, da banda sueca de Metal Progressivo Extremo Opeth. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
RushOnRock.com: “Heritage” foi um álgum fácil de ser gravado ou houve períodos em que você duvidou de si mesmo?
Mikael: Eu compus algumas músicas apenas tentando me situar... O estilo delas eram Metal e não eram boas músicas. Então eu recomecei do zero. Eu concebi uma ideia para “The Lines of My Hand” de imediato e aquilo deu o tom da coisa. Foi um giro de 180 graus do que eu estava compondo anteriormente, mas assim que eu compús aquela música, senti que podia fazer qualquer coisa e o álbum ficou pronto em seis meses.
RushOnRock.com: Vendo pelo conjunto da obra, “Heritage” pode ser nivelado aos melhores trabalhos antigos do Opeth?
Mikael: Primeiramente, eu adoro tocar as novas músicas ao vivo. Talvez seja porque elas sejam mais novas que outras músicas que estivemos tocando, mas tocá-las é muito legal. Estamos curtindo bastante ao tocar essas músicas e elas parecem soar bem para os fãs. Em termos de atmosfera nos shows, não é em nada diferente do que foi no passado.
RushOnRock.com: Esse é o fim no que diz respeito aos vocais guturais no Opeth?
Mikael: Honestamente, não sei te dizer. Eu nunca virei as costas para nada e não vou fazê-lo agora. Não é tipo: “Eu não curto mais aquele estilo de vocal”. Mas eu não vou progredir como cantor se eu continuar com os guturais. Na verdade, eu tenho piorado nesse quesito com o passar dos anos. Mas se futuras composições requerirem esse tipo de vocal, então será o que eu vou fazer. Nesse momento, é algo a se pensar a longo prazo.
RushOnRock.com: Todos os cochichos anteriores ao lançamento de “Heritage” foram que este seria um álbum que dividiria os fãs do Opeth. Você percebeu algo do tipo?
Mikael: O álbum tem sido muito bem recebido pelas pessoas que tem vindo aos shows. Na internet, eu diria que o oposto é verdadeiro, mas não é nenhuma surpresa. Na internet, as pessoas estão odiando o “Heritage”, mas eu parei de tentar buscar aprovação para meu trabalho. Provavelmente ele dividiu um pouco a base de fãs. Mas espero que os fãs do Opeth sejam um pouco mais “mente aberta” do que está parecendo. Já estamos há sete semanas em turnê e não houve muitos incômodos; Ouvimos alguém pedir: “Toquem alguma coisa pesada, porra!”, mas eu deixo passar. Eu olho aonde o álbum está nas paradas ao redor do mundo e não estou reclamando. É claro, gostaria que todo mundo comprasse o álbum, mas se eles não comprarem, então o principal é que todos na banda estejam bastante orgulhosos por “Heritage”. Se você está olhando para onde o álbum está nas paradas, então eu suponho que você diria que é um sucesso, mas isso não significa muito para mim.
Leia a entrevista na íntegra no site RushOnRock.com.
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Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.
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