Ajustes e Consertos em Baixos e Guitarras

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Ajustes e Consertos em Baixos e Guitarras


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Dicas para manutenção básica em baixos e guitarras. Aprenda os princípios mais básico da lutheria e extraia a melhor de seu instrumento.

Não sou de forma alguma um profissional em conserto de instrumentos ou mesmo músico profissional. Porém, morando em uma cidade pequena e apaixonado por música e instrumentos, terminei sentindo necessidade e curiosidade sobre a manutenção dos mesmos.

Em seis anos desenvolvi bastante prática em manutenção de baixos e guitarras, suficientes para grande melhoria na sonoridade e qualidade de meus instrumentos e de quem se arriscou a deixar um instrumento em minhas mãos para ajustes. Já executei todos os ajustes abaixo descritos inicialmente em instrumentos de baixa qualidade (Gianinis, Tonantes, etc) e posteriormente em instrumentos de média qualidade (Fenders, Washburns, Jacksons). Em nenhum caso tive prejuizo em nenhum dos instrumentos que ajustei. Pelo contrário, os ganhos de qualidade foram imensos em alguns casos ou pelo menos satisfatórios em todos os outros.

Sei que os métodos aqui descritos a título de sugestão são em alguns casos arriscados e eu próprio não arriscaria alguns destes ajustes em instrumentos muito caros que não fossem meus. Todos porém foram testados e retestados e submetidos a apreciação de outras pessoas experientes na área.

Cheguei à conclusão que a maioria dos que se dizem profissionais em consertos de instrumentos não tem nem mesmo conhecimento sobre os ajustes mais simples descritos a seguir. Entregar um instrumento a um destes maus profissionais portanto é tão ou mais arriscado do que tentá-lo você próprio após algum estudo e observados todos os cuidados.

Cuidados a Serem Tomados

A maior parte dos ajustes a seguir exige:

a) Alguma habilidade manual e com ferramentas;

b) Paciência;

c) Bom senso;

d) Muita prática com o instrumento para um bom acompanhamento do resultado e uma avaliação precisa sobre os benefícios e riscos do ajuste a ser feito.

Se mal empregadas as técnicas a seguir podem prejudicar (as vezes irremediavelmente) seu instrumento. Não me responsabilizo por nenhum tipo de dano e não recomendo a execução dos procedimentos a seguir a pessoas que não tenham um mínimo de prática e conhecimento do assunto.

Em caso de dúvidas procure o auxílio de um luthier (profissional que resolve problemas em instrumentos musicais). Entre estes, porém como em qualquer outra profissão, existem os bons e maus profissionais. Procure referências.

Excelentes dicas sobre o assunto abordado nesta página, bem como esclarecimento de dúvidas podem ser obtidos também na mailing list Músicos mantida pelo site Whiplash!. Dúvidas ou sugestões podem ser enviadas a mim por e-mail e serão respondidas na medida do possível.

Apenas lembrando alguns detalhes importantes que não devem ser esquecidos:

a) Cuidado com o acabamento de seu instrumento ao trabalhar com chaves sobre ele. Lembre-se de coloca-lo em uma superfície que não o arranhe e onde o mesmo fique apoiado firmemente.

b) Execute os ajustes com muita paciência acompanhando cuidadosamente o resultado. Prefira executar um ajuste aos poucos, em intervalos pequenos. Alguns ajustes executados erradamente conforme dito podem prejudicar seu instrumento. Em alguns casos como o ajuste de tensor do braço o prejuízo pode ser irreversível.

c) O uso de material inadequado (chaves de fenda quando deveriam ser usadas chaves allen, por exemplo) podem estragar a peça a ser ajustada. O investimento para a compra de um bom jogo de chaves adequado para ajustes em instrumentos é mínimo.

d) Tenha em mente que a execução de um ajuste vez por outra pode tornar necessária a execução de outros. Por exemplo, ao fazer um ajuste de ponte para aproximar as cordas do braço do instrumento pode ser necessário um novo ajuste de tensor para evitar o trastejamento que por sua vez pode gerar um novo ajuste de afinação na ponte. De maneira geral, porém os ajustes podem ser feitos isoladamente.

e) Tenha em mente que os ajustes se executados erradamente podem piorar o problema que você deseja corrigir ou criar novos problemas.

f) Na dúvida não tente o ajuste sozinho, peça a ajuda de alguém mais experiente ou mesmo entregue seu instrumento a um profissional.

O equipamento mínimo necessário para a execução dos ajustes a seguir consiste em:

a) Um bom jogo de chaves de fenda, de estrela e principalmente chaves allen (as mais usadas em ajustes de ponte e tensor, podendo ser encontradas em boas lojas para músicos.

b) Um bom afinador cromático para testes de afinação.

Problemas Mais comuns e Suas Soluções

Problema: Cordas muito afastadas do braço em guitarras ou baixos, gerando desconforto ao tocar.

Para aproximar as cordas do braço usa-se o ajuste de altura da ponte.

Na maioria das guitarras e baixos o ajuste de distância entre as cordas e o braço é feito para cada corda separadamente através de dois pequenos parafusos que controlam a altura de cada corda.

Em pontes de guitarras do tipo Les Paul ou similares são comuns apenas dois parafusos para o controle da altura de toda a ponte, afastando ou aproximando do braço todas as cordas de uma só vez.

Ao executar este ajuste tenha em mente que uma distância muito pequena entre as cordas e o braço, embora mais confortável, pode gerar o problema conhecido como trastejamento que prejudica demasiadamente o som do instrumento gerando sons "fantasmas" bastante incômodos.

Problema: Cordas muito próximas do braço, gerando ruído de trastejamento.

Trata-se talvez do problema mais comum em guitarras e baixos.

Geralmente pode ser feito um pequeno ajuste na ponte inverso ao explicado acima para aumentar um pouco a distância entre as cordas e o braço. Caso seja necessária uma distância grande demais entre as cordas e o braço para evitar o trastejamento, é possível que o braço do instrumento esteja com problemas. Veja item adiante.

Um outro problema que pode gerar trastejamento é o desgaste do capotraste, peça de plástico, marfim ou osso próxima à extremidade do braço, por onde passam as cordas. Em instrumentos antigos, com a afinação constante e o atrito das cordas sobre o capotraste o mesmo pode se gastar, fazendo com que a corda o corte e permitindo que a corda fique mais próxima aos trastes, gerando trastejamento. Pode-se trocar o capotraste ou (a título de experiência) retirá-lo (a maioria fica solta quando afrouxadas todas as cordas) e coloca-lo novamente sobre uma camada de papel ou papelão (para que fique um pouco mais alto, afastando um pouco as cordas do braço).

Os capotrastes de osso ou marfim (comuns em instrumentos mais antigos) podem também se deteriorar (esfarelando e permitindo que as cordas fiquem mais próximas dos trastes) em virtude de contato com o óxido das cordas.

Em alguns modelos de guitarras e baixos existe uma peça de metal responsável por puxar para baixo algumas cordas de forma que melhore o contato das mesmas com o capotraste. Quando retirada esta peça podem ocorrer problemas de trastejamento. Colocação errada das cordas (quando presas na parte de cima da tarracha ao invés da parte inferior) podem também gerar problema semelhante.

Problema: Cordas que não afinam ou que perdem a afinação rapidamente.

A causa mais comum e óbvia são cordas de má qualidade. Se for este o caso troque de marca.

Um outro problema muito comum mesmo entre músicos com alguma experiência é falta de cuidado quando da colocação da corda na tarracha. Uma má colocação (geralmente poucas voltas sobre a tarracha) pode gerar falta de contato entre corda e tarracha permitindo que a corda se afrouxe. Veja a seção de perguntas e respostas para dicas sobre como colocar corretamente as cordas.

A sua maneira de tocar pode influenciar definitivamente na perda da afinação principalmente se em conjunto com os problemas acima (bends por exemplo tendem a desafinar cordas de má qualidade ou mal colocadas).

Consta entre alguns guitarristas a informação de que umidade excessiva pode prejudicar a afinação. Exemplos: tocar em ambientes próximos ao mar ou próximos a máquinas de gelo seco.

Problema: Cordas isoladas afinam perfeitamente mas ao afinar uma corda as outras desafinam.

É natural que ao afinar uma corda com o aumento de tensão todas as outras cordas se afrouxem um pouco (devido ao corpo e braço do instrumento naturalmente cederem um pouco à nova tensão se encurvando, o que é correto conforme veremos adiante). Isso é fácil de perceber quando se têm todas as cordas desafinadas e se afina uma por uma. Após afinar a última corda é necessário reafinar todas as outras já afinadas. De forma geral, porem, isso só precisa ser repetido uma ou duas vezes no máximo.

Este problema se complica em caso de guitarras com ponte flutuante (com alavanca). Visto que a ponte flutuante normalmente cede com o aumento de tensão em uma corda, as outras cordas tendem a afrouxar, desafinando, o que não ocorre na mesma intensidade em instrumentos de ponte fixa (onde apenas o braço e corpo do instrumento cedem à tensão das cordas conforme explicado).

Caso a ponte esteja muito frouxa (macia) obviamente irá ceder mais à tensão das cordas que estão sendo afinadas. Em alguns casos torna-se impossível afinar corretamente o instrumento sem que se aumente a tensão na ponte.

Adiante será explicado como resolver os problemas de tensão da ponte.

Problema: As cordas estão perfeitamente afinadas quando soltas ou quando apertadas nas casas mais externas, porém desafinadas quando se toca na parte mais interna do braço (notas mais agudas como em um solo por exemplo).

Neste caso é necessário o ajuste do comprimento das cordas na ponte (também conhecido por ajuste de oitava).

A maioria das pontes tanto de guitarras quanto de baixos possui um ajuste em cada corda que permite que o descanso da mesma seja deslizado para frente ou para trás, encurtando ou aumentando o comprimento da corda. Geralmente este ajuste é feito por um pequeno parafuso paralelo à corda que prende o descanso da mesma à ponte. Em caso de algumas pontes flutuantes o leito de cada corda deve ser apenas solto (afrouxando um parafuso ou dois que o prendem) e deslizado manualmente sendo posteriormente preso novamente.

Este ajuste de comprimento das cordas é necessário para que a corda esteja afinada tanto na posição solta como quando apertada em qualquer traste.Trata-se de um erro muito comum entre músicos iniciantes (ou nem tanto) ajustarem a ponte de forma que todos os leitos de todas as cordas fiquem alinhados, o que gera uma melhor aparência (e por outro lado impede que o instrumento seja corretamente afinado).

O procedimento (individual para cada corda) para verificar este ajuste em um instrumento consiste no seguinte. É recomendado obviamente o uso de um afinador cromático para precisão no teste.

a) Afine perfeitamente a corda solta.

b) Aperte a corda na décimo segundo casa (geralmente diferenciada). Apertando a corda na décima segunda casa você deverá gerar a mesma nota da corda solta (o que deve ser verificado no afinador cromático). Obviamente a nota deverá ser a mesma uma oitava acima (12 meios tons), o que não faz diferença para o afinador cromático.

c) Caso a corda apertada na décima segunda casa não esteja perfeitamente afinada (e estando afinada quando solta) isso indica que o ajuste do comprimento da corda precisa ser refeito.

d) Caso a nota conseguida na décima segunda casa tenha ficado abaixo da nota esperada, você deverá encurtar o comprimento da corda (trazendo o leito da mesma em direção ao braço da guitarra).

e) Caso a nota conseguida na décima segunda casa tenha ficado acima da nota esperada, você deverá aumentar o comprimento da corda (fazendo o inverso do descrito no ítem anterior).

f) Afine novamente a corda solta (que terá desafinado em virtude do ajuste) e repita todo o procedimento até que a corda apresente exatamente a mesma nota tanto na corda solta quanto na décima segunda casa. Quando isto ocorrer a corda estará perfeitamente afinada em qualquer casa do braço (desde que se trate de um bom instrumento e com o braço perfeitamente ajustado, claro).

g) Repita o procedimento para cada corda.

Problema: as cordas precisam estar muito afastadas do braço para evitar trastejamento. Quando colocadas a uma distância confortável as cordas trastejam.

Caso o problema seja apenas a distância das cordas ao braço veja o ajuste mais simples anteriormente recomendado. O ajuste a seguir se aplica apenas quando é impossível colocar as cordas a uma distância confortável do braço sem que as mesmas trastejem.

Ao contrário do que sugere o senso comum o braço perfeito de um bom instrumento (baixo ou guitarra) não deve ser reto e sim ligeiramente côncavo quando afinado.

Importante: todos os testes e ajustes a seguir devem ser feitos com o instrumento afinado visto que a tensão das cordas vai influir na curvatura do braço.

Para verificar a concavidade aperte a corda mais grossa do instrumento no primeiro traste e no último traste ao mesmo tempo. Verifique então qual a distância entre a corda e o traste do meio. O correto é que exista uma pequena distância de 1mm a 2mm que indica justamente a concavidade correta do braço.

A falta desta concavidade ou uma concavidade muito pequena ou muito grande podem gerar o trastejamento. Com o braço perfeitamente ajustado e com a concavidade correta em bons instrumentos é possível usar distâncias mínimas entre cordas e braço sem nenhum problema de trastejamento.

Para o ajuste da concavidade é usado o tensor, peça de metal existente no interior do braço e que pode ser apertado ou afrouxado.

O tensor deve ser ajustado através de aperto em uma de suas extremidades através de uma chave allen adequada. A extremidade do tensor geralmente está localizada na extremidade do braço, em alguns casos protegida por uma pequena placa aproximadamente triangular de plástico. Geralmente será preciso tirar uma ou duas cordas para retirada desta placa e acesso ao tensor.

Mais raramente o tensor deve ser ajustado através de uma abertura existente entre o corpo e o braço do instrumento. Mais raramente o ajuste do tensor necessita da retirada do braço do instrumento (o que dificulta o trabalho pois será necessário recolocar o braço para testá-lo antes de fazer um novo ajuste).

De forma geral quando apertado o tensor aumenta a concavidade do braço. Mas verifique se o efeito não está sendo inverso ao que você deseja.

O ajuste do tensor quando mal executado pode prejudicar (talvez irremediavelmente) o instrumento e portanto precisa obedecer a algumas regras de segurança extras:

a) Muita paciência. Aperte vagarosamente o tensor (apenas um quarto de volta de cada vez) e espere algum tempo (algumas horas de preferência) para que o braço se adapte à nova tensão. Só então verifique qual foi o efeito do ajuste (verifique a concavidade conforme explicado acima), se será necessário continuar com o mesmo ou se já se alcançou o desejado. Recomendo que você prefira gastar um ou dois dias fazendo o serviço a correr o risco de estragar o tensor.

b) A cada etapa experimente demoradamente o instrumento, experimente aproximar as cordas e teste a afinação. Verifique se o problema melhorou ou piorou ou se surgiram novos problemas.

c) O ajuste do tensor exige geralmente um bocado de força. Muito cuidado porém para não estragar a chave, a porca ou mesmo o tensor em virtude de força exagerada.

d) Ao torcer o tensor tome o cuidado de segurar o braço do instrumento firmemente pela mesma extremidade onde está apertando o tensor (para evitar torcer o braço ao invés do tensor). Jamais segure o instrumento pelo corpo.

Baixos de seis cordas e instrumentos mais preciso podem apresentar vez por outra dois tensores que devem ser ajustados individualmente para controlar além da concavidade a direção do braço em relação ao corpo do instrumento. Este ajuste é bem mais complicado do que o ajuste de um único tensor e não o recomendo a leigos.

Problema: Ponte flutuante (alavanca) dura demais ou macia demais. A alavanca muito macia pode gerar problemas de afinação.

De forma geral o ideal é que a ponte fique paralela ao corpo do instrumento. Contudo devido a jogos de cordas mais finos ou mais grossos bem como gosto pessoal do músico este ajuste pode precisar ser feito. A resposta da alavanca pode ser modificada de três modos.

a) Acrescentando ou retirando as molas que prendem a ponte ao corpo do instrumento. Geralmente existe espaço para cinco molas sendo que apenas três são usadas. Proteja os olhos e cuidado com os dedos ao retirar ou acrescentar molas; visto as mesmas serem bastante duras é fácil se ferir caso elas escapem e saltem de seu suporte ao serem colocadas ou retiradas.

b) Apertando ou afrouxando os parafuso que prendem as molas ao corpo do instrumento. Este método é mais preciso e recomendado. Cuidado para não afrouxar demais o parafuso permitindo que a mola correspondente o arranque da madeira (o que irá prejudicar a sua colocação posteriormente).

c) Colocando molas mais duras ou mais macias ou mesmo amaciando as molas existentes.

Para ter acesso às molas citadas na maioria das guitarras basta tirar a tampa de plástico ou metal na parte de trás do corpo.

Tenha em mente que afrouxando demais a ponte haverão problemas de afinação conforme explicado anteriormente.

Problema: O instrumento apresenta chiados quando ligado ao amplificador.

O motivo mais comum é simplesmente cabo com mal contato ou curto circúito. Prefira cabos de boa marca (mais caros) e blindados.

Experimente também limpar os contatos dos potenciômetros e chaves seletoras de captadores com produto adequado vendido em lojas de eletrônica.

Experimente ainda tocar na parte metálica do plugue onde é ligado o cabo no instrumento. Caso o ruído diminua você poderá acrescentar um fio ligando a ponte do instrumento à carcaça (neutro) do plugue, o que fará com que o corpo do músico funcione como aterramento, diminuindo a interferência sempre que ele toque nas cordas. Este detalhe presente na maioria dos instrumentos geralmente passa desapercebido e quando se faz troca de captadores ou reformas maus profissionais não se lembram de ligar a ponte à parte elétrica. Note por outro lado que esta ligação irá causar pequenos choques elétricos no músico.

Apenas com um esquema elétrico da guitarra em questão (ou examinando um modelo similar) é possível saber aonde deve ser feita a ligação correta do aterramento na guitarra. Na maior parte dos casos a ligação pode ser feita ao corpo do plugue, mas isso não é um caso geral e o resultado por não ser o ideal.

A maneira mais correta de resolver o problema é providenciar o que se chama de blindagem da parte elétrica do instrumento. Consiste em revestir de pintura metálica própria ou com uma camada de papel alumínio adesivo toda a cavidade onde se aloja o circuito do instrumento de forma que este fique protegido contra interferências externas. O circúito do instrumento deverá então ser aterrado na sua blindagem. Infelizmente não tenho maiores informações sobre como proceder a blindagem.

Tente também girar 180º o plug do amplificador em relacao à tomada. Se você usa cabos de baixa qualidade ou os montou procure diminuir ao máximo a exposição de fios dentro do plug. A malha (negativo) deve ser presa logo no fim da borracha do cabo e o cabinho positivo deve estar emborrachado até o positivo do plug. Prefria cabos bem blindados e flexíveis. Uma boa opção é usar cabos estéreo, mais caros mas com blindagem superior, com uma capa de alumínio em volta da malha e uma capa de plástico mais espessa.

(Agradecimentos a Eduardo Lussari)

Problema: O instrumento apresenta chiados quando ligado ao amplificador. E quando se toca nas cordas o problema diminui.

O chiado de forma geral é causado por interferência de outros aparelhos elétricos e eletrônicos próximos.

Instrumentos com captadores simples costumam apresentar mais problemas de interferência do que captadores duplos. Com uma correta blindagem em sua parte eletrônica o problema diminui. Aterrando o amplificador o problema também diminui (em casos de amplificadores com tomada de apenas dois pinos sem terra procure um pequeno fio extra). Você pode tentar também inverter a polaridade da tomada (girando 180 graus a tomada no plugue) ou tentar ligar o amplificador a uma outra tomada.

Caso haja um grande variação do ruido quando você toca ou deixa de tocar qualquer parte metálica do instrumento (incluindo cordas) é provável que o problema seja realmente o explicado acima. As cordas (juntamente com ponte e tarrachas por estarem todos em contato) são ligadas eletricamente ao circuito do instrumento de forma que o corpo do músico seja usado como aterramento ao tocar, diminuindo o chiado. Normalmente o contato é feito através de um fio preso entre a madeira e a ponte da guitarra ou baixo.

Problema: O instrumento dá choques.

Infelizmente isso é natural conforme explica o ítem acima e servem as mesmas dicas. O contato elétrico entre a ponte (e consequentemente cordas) e o circuito do instrumento é usado para eliminar o chiado. Possivelmente aterrando o amplificador você eliminará o problema de choques. Por outro lado basta tocar calçado ou não tirar os dedos completamente das cordas visto que o choque desagradável ocorre apenas na hora da faísca quando se toca as cordas repentinamente.

Problema: Som apagado, nível baixo, sem agudos, sem brilho.

Os problemas mais comuns e óbvios são cordas de má qualidade ou gastas bem como problemas ou equalização errada no amplificador. Verifique estes itens inicialmente. Verifique também os potenciômetros, procedendo a limpeza conforme explicado anteriormente.

Uma maneira de tentar melhorar o som é levantar os captadores ou baixar as cordas de forma que as cordas e captadores fiquem mais próximos. Distâncias muito pequenas porém podem prejudicar o som.

Para levantar ou abaixar os captadores use os parafusos localizados em suas extremidades. Para alterar a altura das cordas veja o ítem correspondente neste texto.

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